INICIAR SESIÓN“Amy Ferretti” Saio do quarto com os cabelos ainda molhados e sigo pelo corredor, imaginando que meu irmão está sentado à mesa, provavelmente resmungando sobre a demora. No entanto, quando chego na sala de estar, o encontro sentado no sofá, com o celular na mão e a perna balançando impacientemente. Quando me vê, ele guarda o aparelho no bolso e me encara com aquele sorriso que sempre aparecia quando eu fazia alguma besteira. Meu rosto esquenta imediatamente. — Você já jantou? — pergunto, antes que ele faça algum comentário indelicado. — Estava esperando os anfitriões terminarem… a conversa. Antes que eu consiga responder, sinto braços envolverem minha cintura por trás. Dante aparece atrás de mim, também com os cabelos molhados, me puxa delicadamente contra o peito e beija o topo da minha cabeça. Fecho os olhos por um instante. Quando volto a olhar para Caleb, ele está sorrindo de lado. Meu Deus. As minhas bochechas queimam ainda mais. — Vocês dois nem tentam disfarçar, né?
“Dante Ferretti” Sentir o corpo de Amy responder às minhas palavras tão facilmente quase me faz esquecer de tudo o que aconteceu hoje. Seguro a cintura dela com mais firmeza, afundando os dedos em sua pele, e a levo até a parede, mantendo o corpo dela preso ao meu. — Dante… — ela sussurra, fechando os olhos. — O quê? — provoco, descendo os lábios pelo pescoço dela. — Caleb está esperando… — Se quiser parar, é só falar. Ela não fala, claro. Os dedos dela deslizam pela minha barriga e se prendem no cós da minha calça. Resposta suficiente. Deslizo uma das mãos pela lateral do corpo dela e agarro sua bunda, puxando-a para meu colo. — Prometo tentar ser rápido — sussurro contra a boca dela. — Mas não prometo ser gentil. — Pensei que você já tinha percebido que não gosto de gentileza. Um sorriso malicioso surge devagar no meu rosto. — Já percebi. Talvez seja por isso que não consigo parar de te foder. Aperto a bunda dela com mais força, encaixando minha ereção e
Fico em silêncio por alguns segundos.A resposta deveria ser fácil, mas, depois de tudo o que aconteceu, admitir palavras tão simples… dói.— Porque eu estava apaixonada — respondo, por fim. — Porque meu pai apoiava o relacionamento e, pela primeira vez na vida, estava me tratando… como filha.Engulo em seco.— Caleb foi o primeiro a perceber que meu pai só apoiava porque estava interessado no que Dylan poderia beneficiar a ele, e não no mal que ele poderia me causar. Nós discutimos por causa disso. Muito.Baixo os olhos para as minhas mãos, sentindo a vergonha do que fiz começar a incomodar.— Na última briga, ele disse que tinha visto Dylan numa boate, com amigos e mulheres. Que ele estava se gabando, dizendo que me levar para a cama era questão de tempo.Dante aperta a mandíbula novamente.— Eu estava cansada de sempre ouvir “conselhos” e disse coisas que não deveria ter dito. Disse que ele… estava com inveja porque, enquanto eu finalmente tinha alguém que me amava, ele continuava
Fico olhando para Dante por alguns segundos, esperando um sorriso seguido de um “estava brincando”. Mas meu marido continua sério. Sério demais para o que acabou de falar. Caleb permanece em silêncio, parado ao lado do carro, claramente sem jeito. — Espera aí, Caleb. Seguro o braço de Dante e o puxo para longe do carro, o suficiente para que meu irmão não escute. — Como assim, ele não vai? Me explica isso, Dante. — Já disse. Ele não vai. — Isso não é uma explicação, Dante. É uma ordem. Ele passa a mão pelo rosto, e só então percebo que a seriedade dele não tem nada a ver com uma implicância boba. — Dante, ele é meu irmão. — Eu sei. — Então qual é o problema? — Eu não conheço seu irmão. Ele olha para Caleb por um instante antes de voltar a atenção para mim. — Mas conheço seu pai. Conheço sua família. A frase me faz perder a resposta por um instante, e meu corpo inteiro fica tenso. Não porque ele esteja falando de Alfred como se os dois fossem a mesma pessoa. Mas porque
Solto Caleb devagar, não porque tenha feito alguma coisa errada, mas porque finalmente percebo o que a cena deve estar parecendo para Dante. Pelo jeito como ele está parado no final do corredor, não é difícil entender. Ele está com ciúmes. Muito. E, considerando que continua ali, nos encarando como se estivesse tentando decidir se deve perguntar quem é o homem ou simplesmente arrancá-lo de perto de mim… Acho melhor resolver isso antes que alguém termine no chão de uma loja de bebês. — Dante. Meu marido desvia os olhos de Caleb e finalmente olha para mim. Sorrio, esperando que isso já seja suficiente para amenizar um pouco a tensão nos ombros dele. — Você chegou na hora certa — completo. O rosto dele não muda. Na verdade, parece até ficar mais sério enquanto se aproxima, até parar na minha frente. — O que está acontecendo aqui, Amy? Olho para Caleb ao meu lado. Ele também parece ter percebido a tensão no ar, embora não pareça tão surpreso quanto eu esperaria. Entrelaço me
“Amy Ferretti” Alguns minutos antes… Assim que entro na loja, mando uma mensagem rápida para Dante avisando que cheguei. Porque, conhecendo o marido que tenho, se eu não fizer isso, provavelmente ele mandará até o exército atrás de mim. Guardo o celular na bolsa e começo a caminhar pelos corredores, passando os olhos pelas prateleiras enquanto procuro alguma coisa que realmente valha a pena levar para casa. Não demora muito para eu encontrar uma seção inteira dedicada aos meninos. No entanto, mal dou dois passos pelo corredor até meu celular vibrar na bolsa. — Com certeza é o Dante querendo me dar mais recomendações — murmuro, abrindo o zíper com um sorriso. — Isso é tão ele. Mas, assim que pego o aparelho, meu sorriso congela e meu dedo paira sobre a chamada. Porque, na tela, há um nome que há muito tempo não vejo. Faz mais de um ano. Atendo sem pensar demais. — Caleb? — Oi, Amyzinha. A voz dele não mudou nada, mas ouvir o apelido, depois de tanto tempo, é







