INICIAR SESIÓNDepois de ser humilhada publicamente pelo homem que amava, Amy Donovan toma uma decisão impulsiva e acaba nos braços de um desconhecido frio, poderoso e impossível de esquecer. Era para ser apenas uma noite. Sem nomes. Sem promessas. Sem consequências. Até o teste dar positivo. Sozinha, grávida e abandonada pela própria família, Amy vê sua vida virar um caos quando Dante Ferretti reaparece disposto a assumir o controle da situação antes que tudo saia do controle. Mas se envolver com Dante significa entrar em um mundo perigoso, cercado por segredos, poder e mentiras capazes de destruir vidas. Porque quando a verdade finalmente vier à tona, não será apenas um escândalo. Será uma guerra.
Ver másMinutos atrás, Dylan estava ajoelhado na frente de todos aqui, na cobertura dele, cercado pelos nossos amigos, e me pedindo em casamento na minha festa de vinte anos.
Agora está de calça aberta, com a cabeça jogada para trás enquanto uma loira chupa ele como se fosse o melhor picolé da vida dela. O som molhado e os gemidos baixos preenchem o ambiente. Meu estômago revira. A taça de champanhe escorrega da minha mão e estilhaça no mármore como minha dignidade No mesmo instante, Dylan abre os olhos e me vê. A reação dele é pior do que tudo que eu acabei de presenciar. — Que merda! — ele vocifera, irritado, ainda com os dedos presos nos cabelos dela. A mulher tenta esconder o rosto, mas eu nem olho para ela.Tento sair, mas a mão dele segura meu pulso assim que chego na sala principal.
— Me deixa explicar, Amy. Não é o que você está pensando. — Me solta, Dylan! Em vez de obedecer, ele aperta mais enquanto sorri, tentando disfarçar a cena. Antes que eu consiga pensar, minha mão direita voa. O tapa estala alto no rosto dele, virando sua cara para o lado. As conversas morrem na mesma hora, enquanto todos os olhares se viram para nós. — Tá maluca, porra? — pergunta, entre os dentes. — Quer mesmo fazer uma cena aqui, na frente de todo mundo? — Você não me traiu aqui, bem perto de todos? — rebato, soltando uma risada amarga. — Ou vai dizer que ela tropeçou e caiu de joelhos por acidente? Você é um babaca, Dylan. — Você quer bancar a vítima agora? Você é patética pra caralho, Amy. Tão patética que implorou por esse anel o mês inteiro. Achou mesmo que eu queria casar com você? Só fiz isso pra te levar para cama. As risadas param imediatamente. Agora todo mundo quer assistir. — E se você não ficasse bancando a santinha, dizendo que “ainda não estava pronta”, eu não precisaria procurar quem resolvesse pra mim. O amigo dele ri alto dessa vez, apontando o dedo para mim. Minha amiga desvia o olhar, sem demonstrar nenhum sinal de que pretende me defender. O silêncio que toma a sala é ensurdecedor. Sinto meu rosto queimando, as lágrimas ameaçando cair, mas eu engulo tudo. Não vou chorar na frente deles. Não vou dar esse gostinho. — Parabéns — consigo dizer, mesmo com a voz tremendo de ódio. — Você é ainda mais nojento do que eu imaginava. Dylan não tenta me impedir de me afastar. Nem por aparência, nem por educação. Nada. Atravesso a sala sem olhar para ninguém. Os sussurros chegam dos dois lados, mas meus pés continuam se movendo até estar longe de tudo. Não sei por quanto tempo continuo andando. Só paro quando vejo a fachada discreta de um pub e entro antes de pensar. Me sento no balcão e peço a bebida mais forte que existe. O barman não faz nenhuma pergunta, só vira as costas e começa a preparar alguma coisa. Poucos minutos depois, o copo desliza até mim e nem pergunto o que é. Só levo à boca. O líquido desce queimando, arranhando minha garganta, e por um instante penso em desistir de beber isso. Mas não desisto. Seguro o copo com força, dou outro gole e coloco o copo no balcão com força. Meus olhos param no anel que continua no meu dedo. Giro a joia uma vez, solto uma risada amarga e a arranco, jogando-a sobre o balcão. — Sou uma idiota mesmo. Termino a bebida e seguro o copo vazio junto aos lábios por um segundo, me sentindo menos tensa. A segunda bebida termina mais rápido. A terceira já está pela metade quando o barman aparece, interrompendo meus pensamentos. — Aquele homem pediu para servir essa. Disse que vai ajudar a… esquecer. Observo o copo que o barman coloca à minha frente, de uma cor diferente, mais escura. Levanto o olhar e sigo a direção que ele indica com a cabeça. Do outro lado do balcão, um homem mais maduro me observa. Ele não desvia o olhar, não sorri e nem finge simpatia. Só me encara com uma calma estranha, como se já soubesse exatamente o que eu vou fazer antes mesmo de eu decidir. Pego o copo e me levanto. Meus pés decidem antes da minha cabeça. Paro ao lado dele, apoio o cotovelo no balcão e finjo uma confiança que já desmoronou faz tempo. — Se a bebida não for suficiente pra me fazer esquecer essa noite… você consegue? O olhar dele desce lentamente pela minha boca antes de voltar para os meus olhos. — Depende do quanto você aguenta.Me viro e vejo uma senhora de uns cinquenta e poucos anos se aproximando.Cabelos claros presos em um coque elegante, vestido preto impecável e um olhar que passa por mim sem qualquer pressa.Ela não estende a mão nem sorri, apenas me observa.— Buonasera — digo, tentando ser educada.Ela arqueia uma sobrancelha, surpresa.— Parla italiano?Dante nega com a cabeça, respondendo algo em italiano. Ela suspira e tenho quase certeza de que só não revira os olhos por educação.— Chiara Ferretti — ela finalmente se apresenta, em inglês. — Prima de Isabella.— Amy. É um prazer conhecê-la.— Espero que sim.Chiara dá um gole no champanhe lentamente, sem tirar os olhos de mim.— Então, o que exatamente você pretende fazer aqui? — ela pergunta, sem rodeios.— Aqui?— Na Itália. Nesta família. Com Dante.A pergunta parece simples, mas o tom de voz dela transforma cada palavra em uma acusação.— Pretendo ficar — respondo, firme.— Mesmo?— Mesmo.Ela olha para minha barriga. Depois volta para o me
Dante solta uma risada baixa. — Essa é toda a sua autoconfiança? — Estou sendo realista. — Piccola… — Dante, estou prestes a entrar numa casa cheia de pessoas que provavelmente vão me analisar da cabeça aos pés, questionar sua escolha e descobrir em cinco minutos que meu italiano se resume a algumas palavras que você me ensinou. — Você sabe mais do que algumas palavras. — Sei dizer ciao, grazie, amore e vaffanculo. Ele fecha os olhos. — Eu definitivamente deveria ter pensado melhor antes de ensinar essa última. — Por quê? É uma palavra legal; a pronúncia parece… um elogio. Dante abre os olhos e me encara, assustado. — Por favor, não use esse elogio durante um jantar de família, ok? — Isso vai depender do comportamento da sua família. Ele ri alto e finalmente descemos as escadas. A casa está estranhamente vazia. Provavelmente, Teresa e Isabella já foram para o jantar, o que basicamente significa que demorei muito para me arrumar. Perfeito. Chegaremos atra
O cheiro de café fresco toma conta da sala de jantar, mas nem isso consegue afastar o sono que decidiu aparecer justamente agora.Passei a noite inteira revirando na cama, sem conseguir dormir direito.Agora, isso cobra seu preço.Tudo por culpa de um jantar. Por não saber o que me espera hoje à noite.Pelo menos minha sogra não está aqui para piorar meu nervosismo só com sua presença.E, aparentemente, não sou a única inquieta hoje.— Vocês dois também estão nervosos? — sussurro, olhando para a barriga.Passo a mão pelo ventre quando sinto um movimento mais forte do lado direito.O gesto é involuntário, distraído, mas Teresa percebe na hora.— Estão agitados hoje?— Estão.— Sabe por quê?— Imagino que seja alguma coisa que comi ontem.Teresa me encara por cima da xícara, nada convencida.— Ou é porque a mãe deles está uma pilha de nervos.Dante para de passar a geleia na torrada e olha para mim de lado.Sinto meu rosto esquentar.— Eu não estou…— Amy — ela interrompe, baixo —, seu
Assim que saímos da sala, finalmente consigo respirar direito. Dante segura minha mão e me leva de volta pelo corredor. — Você poderia ter me avisado. — Sobre o quê? — Sobre… isso. Que eu teria que enfrentar um tio-avô agindo como um segurança de aeroporto. Dante ri baixo. — Isso é o jeito carinhoso dele de dar boas-vindas. Paro de andar e encaro meu marido. — Você está brincando. — Um pouco. Giuseppe é direto demais. Sempre foi. — Direto? Ele praticamente anunciou que amanhã vai me colocar no centro de um tribunal familiar. — Não é um tribunal, Piccola. — Tem certeza? Porque ele falou “quando todos estiverem olhando” com uma tranquilidade que me fez sentir que deveria contratar um advogado. Ele solta uma risada e passa o polegar sobre os nós dos meus dedos. — Giuseppe gosta de testar as pessoas, mas você não precisa provar nada. Nem para ele, nem para ninguém. — Fácil falar. Não é você que vai estar sentada no meio de uma família italiana tentando descobrir se é digna






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