INICIAR SESIÓNO homem me encara sem pressa.
De perto, ele é ainda mais intimidante. Ombros largos, maxilar marcado, olhos avelã frios demais para um estranho num bar. — Você quer esquecer ou quer se vingar? — pergunta, num tom baixo. — Os dois. — Então você veio até a pessoa errada — responde, seco. — Porque homens bêbados costumam aceitar qualquer coisa, mas eu não estou bêbado. E você não está perdida, só está com raiva. Pego o copo de novo, bebendo mais do que devia. Depois, me inclino o suficiente para roçar meu braço no dele. — Não estou pedindo sua psicologia barata, nem consolo. Quero sair daqui e esquecer que as últimas horas existiram. Você consegue fazer isso ou vou ter que procurar outro? Meu coração b**e forte. Meu cérebro grita que tudo isso é loucura. Mas a imagem de Dylan com aquela loira ainda está fresca na minha cabeça. — Tem certeza de que quer sair daqui comigo? — Tenho. Ele j**a algumas notas no balcão, levanta e anda em direção à saída sem esperar. Sigo seus passos sem pensar muito. Quando passamos pela porta, a noite fria me atinge imediatamente, mas quase não sinto. Ele destranca um carro preto do outro lado da rua e entro sem perguntar para onde estamos indo. — Meu nome é Dante — ele diz, ligando o motor. — Se for gemer alguma coisa hoje à noite… prefiro ouvir isso. — Amy. Ele assente e começa a dirigir em silêncio. Só o som do motor preenche o carro. Quando o carro para na entrada de um hotel de luxo, não falo nada. Ele entrega a chave ao manobrista e finalmente olha para mim, apontando a entrada com a cabeça. Entramos e seguimos para o elevador. Assim que as portas se fecham, ele apoia o ombro na parede espelhada e me observa. — Olhe pra mim, Amy. Obedeço antes mesmo de pensar. O olhar dele é intenso, quase sério. — Você ainda pode descer e ir embora. Não vou te impedir. Em vez de responder, dou um passo à frente e pressiono meu corpo contra o dele. Sinto ele ficar tenso por um segundo. — Eu não quero ir embora, Dante. As portas se abrem novamente e saímos sem falar mais nada. A suíte é enorme, luxuosa, mas só consigo olhar para ele. Dante tira o blazer com calma e dobra as mangas da camisa, revelando braços fortes e uma tatuagem de corda no antebraço direito. Ele se aproxima devagar e para a menos de meio metro de distância. — Última chance. Em vez de responder, desço o zíper do vestido e o deixo cair aos meus pés, ficando apenas de lingerie branca. O olhar dele escurece imediatamente. Dante segura meu queixo com dois dedos, inclinando meu rosto para cima. — Não quero que pense em mais nada. Quero que sinta. Consegue? Assinto em silêncio. Então ele me beija, nem um pouco gentil. É bruto, cheio de desejo. A língua dele invade minha boca enquanto suas mãos descem pela minha cintura e apertam minha bunda, me puxando contra ele. Sinto sua ereção contra minha barriga e meu coração acelera ainda mais. Meus dedos tremem quando puxo a camisa dele para fora da calça. Dante me ajuda, tirando-a com um movimento rápido. Ele me empurra de leve até minhas pernas baterem na cama. Depois, me deita e vem por cima de mim, encaixando o corpo entre minhas pernas. A boca dele desce pelo meu pescoço, chupando forte o suficiente para deixar marca. Seus dedos abrem meu sutiã com pressa, expondo meus seios. — Qualquer homem ficaria obcecado por você — murmura, me olhando por um segundo. Ele se inclina novamente e passa a língua no meu mamilo, enquanto sua mão desce pela minha barriga. Arqueio as costas, gemendo baixo quando ele enfia os dedos dentro da calcinha e esfrega o clitóris em círculos firmes. Meu corpo inteiro estremece. Ele tira minha calcinha e a calça dele num movimento rápido. Quando sinto seu membro grosso e quente roçando contra minha entrada, travo imediatamente. — Dante… por favor… vai devagar — peço, com a voz baixa e trêmula. Ele para, apoiando o peso nos antebraços, e me encara com a testa franzida. — Você já fez isso antes? Nego com a cabeça, sentindo meu rosto esquentar. Ele resmunga baixo, ameaçando se levantar, mas eu o impeço. — Não para — sussurro, pressionando o quadril contra o dele. — Prometi que hoje me daria esse presente de aniversário, então… que seja com você. Dante fecha os olhos por um momento, respirando fundo. Quando os abre novamente, a hesitação desaparece. — Porra, Amy… você realmente não facilita as coisas — murmura, voltando a se encaixar entre minhas pernas. Ele volta a me beijar enquanto esfrega seu membro na minha entrada molhada algumas vezes, depois começa a entrar devagar. Arde. Muito. Mas, ainda assim… não peço que ele pare. Ele para, me encarando. Depois de respirar fundo, continua. Sinto cada centímetro dele me abrindo. Quando está completamente dentro, solto um gemido longo, meio dor, meio prazer. — Você é tão grande… — E você é apertada pra caralho — ele murmura contra meu pescoço. Então começa a se mover. Primeiro devagar, dando tempo para eu me acostumar. Depois, as estocadas ficam mais profundas, mais ritmadas. A dor vai virando um prazer delicioso, intenso, que faz minhas pernas tremerem. — Essa noite você é minha, Amy. Cada gemido, cada porra de orgasmo será meu. Dante segura meus pulsos acima da cabeça com uma mão, a outra apertando meu quadril, estocando cada vez mais bruto. Sinto um arrepio percorrer minha espinha e o prazer parece insuportável. Ele sente, claro, e intensifica o ritmo, me fazendo gritar o nome dele enquanto gozo. Antes que eu possa me recuperar, ele me vira de bruços, levanta meu quadril e volta a meter com ainda mais força. Uma mão se enrosca no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. A outra aperta minha bunda. Sinto ele bem fundo, dominando cada parte de mim. Do nada, o celular tocou.Me viro e vejo uma senhora de uns cinquenta e poucos anos se aproximando.Cabelos claros presos em um coque elegante, vestido preto impecável e um olhar que passa por mim sem qualquer pressa.Ela não estende a mão nem sorri, apenas me observa.— Buonasera — digo, tentando ser educada.Ela arqueia uma sobrancelha, surpresa.— Parla italiano?Dante nega com a cabeça, respondendo algo em italiano. Ela suspira e tenho quase certeza de que só não revira os olhos por educação.— Chiara Ferretti — ela finalmente se apresenta, em inglês. — Prima de Isabella.— Amy. É um prazer conhecê-la.— Espero que sim.Chiara dá um gole no champanhe lentamente, sem tirar os olhos de mim.— Então, o que exatamente você pretende fazer aqui? — ela pergunta, sem rodeios.— Aqui?— Na Itália. Nesta família. Com Dante.A pergunta parece simples, mas o tom de voz dela transforma cada palavra em uma acusação.— Pretendo ficar — respondo, firme.— Mesmo?— Mesmo.Ela olha para minha barriga. Depois volta para o me
Dante solta uma risada baixa. — Essa é toda a sua autoconfiança? — Estou sendo realista. — Piccola… — Dante, estou prestes a entrar numa casa cheia de pessoas que provavelmente vão me analisar da cabeça aos pés, questionar sua escolha e descobrir em cinco minutos que meu italiano se resume a algumas palavras que você me ensinou. — Você sabe mais do que algumas palavras. — Sei dizer ciao, grazie, amore e vaffanculo. Ele fecha os olhos. — Eu definitivamente deveria ter pensado melhor antes de ensinar essa última. — Por quê? É uma palavra legal; a pronúncia parece… um elogio. Dante abre os olhos e me encara, assustado. — Por favor, não use esse elogio durante um jantar de família, ok? — Isso vai depender do comportamento da sua família. Ele ri alto e finalmente descemos as escadas. A casa está estranhamente vazia. Provavelmente, Teresa e Isabella já foram para o jantar, o que basicamente significa que demorei muito para me arrumar. Perfeito. Chegaremos atra
O cheiro de café fresco toma conta da sala de jantar, mas nem isso consegue afastar o sono que decidiu aparecer justamente agora.Passei a noite inteira revirando na cama, sem conseguir dormir direito.Agora, isso cobra seu preço.Tudo por culpa de um jantar. Por não saber o que me espera hoje à noite.Pelo menos minha sogra não está aqui para piorar meu nervosismo só com sua presença.E, aparentemente, não sou a única inquieta hoje.— Vocês dois também estão nervosos? — sussurro, olhando para a barriga.Passo a mão pelo ventre quando sinto um movimento mais forte do lado direito.O gesto é involuntário, distraído, mas Teresa percebe na hora.— Estão agitados hoje?— Estão.— Sabe por quê?— Imagino que seja alguma coisa que comi ontem.Teresa me encara por cima da xícara, nada convencida.— Ou é porque a mãe deles está uma pilha de nervos.Dante para de passar a geleia na torrada e olha para mim de lado.Sinto meu rosto esquentar.— Eu não estou…— Amy — ela interrompe, baixo —, seu
Assim que saímos da sala, finalmente consigo respirar direito. Dante segura minha mão e me leva de volta pelo corredor. — Você poderia ter me avisado. — Sobre o quê? — Sobre… isso. Que eu teria que enfrentar um tio-avô agindo como um segurança de aeroporto. Dante ri baixo. — Isso é o jeito carinhoso dele de dar boas-vindas. Paro de andar e encaro meu marido. — Você está brincando. — Um pouco. Giuseppe é direto demais. Sempre foi. — Direto? Ele praticamente anunciou que amanhã vai me colocar no centro de um tribunal familiar. — Não é um tribunal, Piccola. — Tem certeza? Porque ele falou “quando todos estiverem olhando” com uma tranquilidade que me fez sentir que deveria contratar um advogado. Ele solta uma risada e passa o polegar sobre os nós dos meus dedos. — Giuseppe gosta de testar as pessoas, mas você não precisa provar nada. Nem para ele, nem para ninguém. — Fácil falar. Não é você que vai estar sentada no meio de uma família italiana tentando descobrir se é digna
Franzo as sobrancelhas. — Antes que essa pessoa me encontre primeiro? Dante não responde imediatamente. O que, obviamente, só faz minha curiosidade aumentar. — Quem é essa pessoa? — insisto, tentando decifrar a expressão dele. — Você vai ver. — Dante, isso não é justo. — A vida raramente é, Piccola — ele responde, com um meio sorriso que não chega a aliviar nada. Permaneço parada no lugar enquanto ele segue em direção à porta. — Você está fazendo isso de propósito — murmuro, estreitando os olhos para ele. — Talvez. — Odeio quando você faz isso. — Não odeia. — Odeio, sim. — Você vai sobreviver. Ele inclina a cabeça, apontando para a porta. — Agora vamos lá. Vou te levar até ele. Solto um suspiro resignado e ando até ele, que ignora completamente meu olhar de “isso não vai ficar assim”. Dante me puxa para fora da sala e, instantaneamente, algumas pessoas levantam os olhos quando saímos, mas, dessa vez, tento não prestar atenção. O que é consideravelmente mais fácil qua
Valentina continua parada perto da porta.Eu permaneço olhando para ela.E Dante olha para nós duas como se estivesse tentando descobrir em qual momento exatamente sua manhã resolveu virar um problema.— Valentina — ele quebra o silêncio, num tom cuidadosamente neutro. — Não sabia que você estaria aqui hoje.— Estou aqui desde que voltei, há algumas semanas, Dante — ela responde, como se fosse óbvio. — Pensei que o Victor tinha comentado. Ele deve ter esquecido.— Ou eu não dei muita importância.Valentina arqueia levemente as sobrancelhas, mas o sorriso não vacila nem um pouco.No entanto, assim que desvia os olhos para mim, o sorriso diminui. Ela me olha de cima a baixo, demorando um pouco mais na barriga.— Amy, Milão realmente está te fazendo bem — diz, num tom falsamente doce. — Está até mais corada.— Talvez seja o clima — respondo, mantendo o mesmo sorriso educado.— Talvez.Dante continua em silêncio, observando nós duas.— Valentina, precisa de alguma coisa? — ele pergunta, s







