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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex
Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex
Autor: Ju Andrade

1. O Início

Autor: Ju Andrade
last update Data de publicação: 2026-06-02 03:17:09

Minutos atrás, Dylan estava ajoelhado na frente de todos aqui, na cobertura dele, cercado pelos nossos amigos, e me pedindo em casamento na minha festa de vinte anos.

Agora está de calça aberta, com a cabeça jogada para trás enquanto uma loira chupa ele como se fosse o melhor picolé da vida dela.

O som molhado e os gemidos baixos preenchem o ambiente. Meu estômago revira.

A taça de champanhe escorrega da minha mão e estilhaça no mármore como minha dignidade

No mesmo instante, Dylan abre os olhos e me vê. A reação dele é pior do que tudo que eu acabei de presenciar.

— Que merda! — ele vocifera, irritado, ainda com os dedos presos nos cabelos dela.

A mulher tenta esconder o rosto, mas eu nem olho para ela. 

Tento sair, mas a mão dele segura meu pulso assim que chego na sala principal.

— Me deixa explicar, Amy. Não é o que você está pensando.

— Me solta, Dylan!

Em vez de obedecer, ele aperta mais enquanto sorri, tentando disfarçar a cena.

Antes que eu consiga pensar, minha mão direita voa. O tapa estala alto no rosto dele, virando sua cara para o lado.

As conversas morrem na mesma hora, enquanto todos os olhares se viram para nós.

— Tá maluca, porra? — pergunta, entre os dentes. — Quer mesmo fazer uma cena aqui, na frente de todo mundo?

— Você não me traiu aqui, bem perto de todos? — rebato, soltando uma risada amarga. — Ou vai dizer que ela tropeçou e caiu de joelhos por acidente? Você é um babaca, Dylan.

— Você quer bancar a vítima agora? Você é patética pra caralho, Amy. Tão patética que implorou por esse anel o mês inteiro. Achou mesmo que eu queria casar com você? Só fiz isso pra te levar para cama.

As risadas param imediatamente. Agora todo mundo quer assistir.

— E se você não ficasse bancando a santinha, dizendo que “ainda não estava pronta”, eu não precisaria procurar quem resolvesse pra mim.

O amigo dele ri alto dessa vez, apontando o dedo para mim. Minha amiga desvia o olhar, sem demonstrar nenhum sinal de que pretende me defender.

O silêncio que toma a sala é ensurdecedor.

Sinto meu rosto queimando, as lágrimas ameaçando cair, mas eu engulo tudo. Não vou chorar na frente deles. Não vou dar esse gostinho.

— Parabéns — consigo dizer, mesmo com a voz tremendo de ódio. — Você é ainda mais nojento do que eu imaginava.

Dylan não tenta me impedir de me afastar. Nem por aparência, nem por educação. Nada.

Atravesso a sala sem olhar para ninguém. Os sussurros chegam dos dois lados, mas meus pés continuam se movendo até estar longe de tudo.

Não sei por quanto tempo continuo andando. Só paro quando vejo a fachada discreta de um pub e entro antes de pensar.

Me sento no balcão e peço a bebida mais forte que existe. O barman não faz nenhuma pergunta, só vira as costas e começa a preparar alguma coisa.

Poucos minutos depois, o copo desliza até mim e nem pergunto o que é. Só levo à boca.

O líquido desce queimando, arranhando minha garganta, e por um instante penso em desistir de beber isso. Mas não desisto.

Seguro o copo com força, dou outro gole e coloco o copo no balcão com força. Meus olhos param no anel que continua no meu dedo.

Giro a joia uma vez, solto uma risada amarga e a arranco, jogando-a sobre o balcão.

— Sou uma idiota mesmo.

Termino a bebida e seguro o copo vazio junto aos lábios por um segundo, me sentindo menos tensa.

A segunda bebida termina mais rápido. A terceira já está pela metade quando o barman aparece, interrompendo meus pensamentos.

— Aquele homem pediu para servir essa. Disse que vai ajudar a… esquecer.

Observo o copo que o barman coloca à minha frente, de uma cor diferente, mais escura. Levanto o olhar e sigo a direção que ele indica com a cabeça.

Do outro lado do balcão, um homem mais maduro me observa. Ele não desvia o olhar, não sorri e nem finge simpatia.

Só me encara com uma calma estranha, como se já soubesse exatamente o que eu vou fazer antes mesmo de eu decidir.

Pego o copo e me levanto. Meus pés decidem antes da minha cabeça. Paro ao lado dele, apoio o cotovelo no balcão e finjo uma confiança que já desmoronou faz tempo.

— Se a bebida não for suficiente pra me fazer esquecer essa noite… você consegue?

O olhar dele desce lentamente pela minha boca antes de voltar para os meus olhos.

— Depende do quanto você aguenta.

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