Masuk“Amy Ferretti”Um mês depois…Já estou pronta há quase trinta minutos e ainda não sei se estou pronta para sair de casa. Mas não é porque estou insegura quanto ao vestido ou ao sapato.É pelo fato de que, pela primeira vez desde que os meninos receberam alta, vou passar tantas horas longe deles.Ajeito a alça do vestido diante do espelho do closet e confiro o relógio.17h.— Você está linda — digo para o meu reflexo. — Está tudo bem. Eles ficam em casa com a Isabella e a Elena, não numa floresta.Solto o ar pelo nariz, sabendo que tenho razão, mas sem conseguir relaxar completamente.Dante e eu combinamos que sairíamos uma vez por semana para jantar, conversar e aproveitar um tempo juntos, sem mamadeiras, fraldas ou choros interrompendo nossos momentos.Aceitei antes mesmo de ele terminar de falar. Só não imaginei que seria tão difícil sair pela primeira vez.Ainda assim, hoje não quero apenas cumprir nosso combinado. Quero fazer algo diferente.Em vez de esperar Dante chegar em casa
Dante desliza os lábios pelo meu pescoço, deixando um beijo logo abaixo da minha orelha, e sinto um arrepio percorrer a pele.Sem pressa, desce a boca pela minha clavícula até chegar ao meu seio e chupa o mamilo devagar.Minhas mãos se perdem no cabelo dele enquanto alterna entre um e outro. Solto um gemido longo, quase satisfeito, como se o corpo inteiro tivesse esperado exatamente por isso.Ele morde com um pouco mais de força, e arqueio as costas, segurando a nuca dele.A mão livre desce até a barra da minha calça, puxando-a para baixo junto com a calcinha, num movimento só.Deslizo as mãos pela barriga dele, parando no botão da calça, impaciente, e ele se afasta apenas o suficiente para me ajudar a tirar o restante das roupas.Quando se aproxima novamente, o corpo inteiro dele cola no meu.Quente. Duro. Faminto.— Semanas, Piccola — murmura contra minha boca, com a voz grossa. — Semanas sem conseguir te tocar direito. Semanas tentando te foder como você merece.Dante não me deixa
Assim que Isabella abre a porta, paro no corredor, ainda com Caleb nos meus braços, e fico alguns segundos apenas olhando. O quarto dos meninos ficou ainda mais bonito do que imaginei que ficaria. As paredes em tons suaves, os berços lado a lado, os móveis cuidadosamente escolhidos e cada pequeno detalhe fazem meu coração apertar de um jeito bom. Há novas roupinhas dobradas, bichinhos de pelúcia e duas poltronas perto da janela, perfeitas para aquelas noites em que um dos meus filhos decidir que dormir é uma atividade completamente dispensável. — Ficou… perfeito, Isabella — murmuro, me virando para encará-la. — Simplesmente perfeito. Isabella aperta Leonardo em seu colo e sorri, visivelmente satisfeita com a minha reação. — Não foi nada, querida. Mérito seu, só dei as ordens. Me aproximo dos berços, sorrindo sem perceber. É estranho pensar que, há alguns meses, eu sequer imaginei que tomaria essa decisão. Agora, estou aqui, em Milão, dentro da casa que vou dividir com o homem
Dante beija minha testa antes de voltar a atenção para Leonardo. Encosto a cabeça no ombro do meu marido, observando a cidade. É inevitável pensar na casa que deixamos para trás, nas pessoas que abraçamos antes de embarcar e em tudo o que ainda precisamos organizar. Sinto saudade, sim. Mas não é aquela que me faz querer voltar. É apenas a certeza de que algumas partes da nossa vida continuam conosco, mesmo quando mudamos de endereço. Quando o motorista avisa que estamos chegando, olho para a frente imediatamente. O carro entra em uma rua mais tranquila, cercada por árvores e residências elegantes. Meu coração começa a bater mais depressa à medida que nos aproximamos. Vi aquela casa tantas vezes pelo celular que, em alguns momentos, quase consegui me convencer de que já a conhecia. Isabella foi a responsável por me ajudar a escolher nosso novo lar, mostrar cada detalhe e acompanhar todas as etapas da decoração, apresentando tudo durante as chamadas de vídeo. Tudo fico
Algumas horas depois… O aviso de pouso interrompe a conversa de Elena com Jake, mas não o suficiente para impedi-la de terminar de explicar alguma coisa sobre comidas e ofensas culinárias. — Você vai entender quando chegar lá — ela diz, gesticulando com uma das mãos. — Os italianos levam a comida muito a sério. — Estou percebendo. — Não, você ainda não percebeu nada, Jake. Ou saberia que abacaxi na pizza é uma ofensa. Solto uma risada baixinha, atraindo a atenção de Dante. Meu marido está sentado ao meu lado com Leonardo no colo, dormindo tranquilamente. Nem parece que esse mesmo bebê estava fazendo um escândalo há dez minutos. Caleb dorme no meu colo depois de mamar, com uma das mãos minúsculas fechada debaixo das bochechas. Pelo menos alguém aproveitou a viagem para descansar. Já são quase 23h quando um dos funcionários do jatinho se aproxima de nós. — Senhor e senhora Ferretti, iniciaremos os procedimentos para o pouso. Assinto e ajeito Caleb no colo, tomando
Caleb está com as mãos nos bolsos do casaco, o queixo tenso e os olhos já vermelhos, no mesmo estado de quem passou a manhã inteira ensaiando não chorar e perdeu a batalha antes mesmo de a gente chegar. Ao lado dele, Paige abraça o próprio corpo e tenta sorrir, enquanto Victor, de braços cruzados, parece ter se obrigado a manter a seriedade. Jake estaciona e desliga o motor. Meu irmão se aproxima do carro antes mesmo que eu consiga abrir a porta. Quando desço, ele me puxa para um abraço tão apertado que solto uma risada contra o peito dele. — Você podia ter avisado que viria — reclamo. — E perder a oportunidade de ver sua cara de surpresa? Caleb se afasta apenas o suficiente para olhar para o meu rosto. Seus olhos percorrem minhas bochechas, minha testa e, por fim, encontram os meus, como se estivesse procurando algum sinal de que estou prestes a desabar. — Está tudo bem mesmo? — pergunta, baixando a voz. Respiro fundo, tentando não chorar antes da hora. — Está, Caleb. — Vo







