ANMELDENRyder:Passamos mais algumas horas ali, antes de voltarmos para casa, levando todos aqueles presentes que sem dúvidas eram muito preciosos para nós. Precisávamos ainda nos preparar para a premiação da noite.Enquanto Aline se arrumava, eu fui para o escritório do apartamento, fazer uma ligação.Ralph atendeu no terceiro toque, indignado.— Você de novo?— E vou ligar de novo, quantas vezes forem necessárias, até obter respostas.Ele expirou profundamente, na certa já cansado de tudo aquilo. E eu não me importava a míni
Aline:E foi ali que eu entendi que ele já sentia por mim o mesmo que eu por ele.Ainda assim, quando nossas bocas se separaram, eu não contive a emoção quando ele declarou aquilo com palavras:— Porque eu amo você, Aline Bennet.— Ryder... — sussurrei, minha voz mal saindo em meio às lágrimas.— Tem algum tempo que nosso casamento já é muito mais do que uma fachada. Mas eu quero que isto esteja ainda mais claro entre nós. Eu quero ficar contigo para sempre, Aline.— Ainda que eu não esteja grávida? — perguntei, insegura.— Quero você, Aline. Com ou sem bebê, quero ficar ao seu lado. Mas... se existir mesmo um bebê... — Agora, foi a voz dele que sumiu. Ele levou a mão à minha barriga ainda lisa, e eu pude ver a emoção nítida em seus olhos. — Meu Deus... Se tivermos mesmo um bebê...— Um fruto do nosso amor... — completei.Ele voltou a me olhar nos olhos, parecendo surpreso.— Ah, o que foi, Ryder Reynolds? surpreso por eu declarar que também te amo?— Bem... Seria sensato da minha par
Aline:Eu não estava na situação mais agradável da minha vida.Sentada descalça no chão do banheiro, com os braços e a cabeça apoiados na tampa da privada que eu tinha baixado após vomitar muito mais do que imaginei que uma pessoa em jejum fosse capaz.Minha cabeça girava, em uma sensação muito parecida com a que senti no dia seguinte ao fatídico único porre da minha vida.Naquela situação do passado, lembrava de meu mal-estar ser agravado pela tristeza, raiva e vergonha que eu sentia depois da noite anterior. Desta vez, sabia que aquela agonia também era agravada pela sensação de medo que ainda me dominava ao me recordar do ataque no estacionamento da RB.E também por outras coisas... por um tipo diferente de medo...Eu não queria ter preocupado Ryder com aquela ligação. Ele tinha a vida dele, e tivera ainda o cuidado e a preocupação de me deixar aquele bilhete antes de sair, depois de ter cuidado de mim durante toda a noite. Mas acabei ligando para ele enquanto passava mal, assombra
Ryder:Logo entendi os motivos do desespero dela ao abrir a porta da sala e encontrar aquele homem em uma situação no mínimo constrangedora: completamente sem roupas, com uma mulher também nua ajoelhada à sua frente, chupando o seu pau. Outras duas, também despidas, dormiam em um sofá, mas provavelmente acordaram com os gritos que Ralph soltou logo que me viu.— Ei, o que pensa que está fazendo aqui?A mulher que o chupava se afastou subitamente, assustada, e eu parti para cima de Ralph, acertando o primeiro soco em seu rosto. Ele cambaleou para trás, indo se apoiar na mesa. E eu o encurralei ali, com uma das mãos em seu pescoço enquanto o socava com a outra.— Gosta da sensação de ser estrangulado, seu filho da puta? — perguntei, fazendo uma pausa nos socos para ver a expressão de terror em seus olhos à medida que eu o enforcava.As mulheres ao meu redor gritavam e eu sentia que uma ou duas tentavam me puxar para me afastar de Ralph, mas não tinham forças suficientes para isso. Ningu
Ryder:Eu não queria que Aline se sentisse sozinha, nem que corresse o risco de acordar no meio da noite e se assustasse por não ter ninguém ao seu lado, depois de tudo o que ela tinha passado. E foi por isso que me controlei ao máximo para não sair de lá o mais rápido possível, para caçar o filho da puta que tinha feito aquilo com ela.Mesmo depois que ela enfim pegou no sono, já por volta das três da manhã, eu ainda esperei até ver, pelas frestas da cortina, os primeiros raios de sol iluminando o céu. Esperava que, já sendo dia, ela ficaria menos assustada caso acordasse antes de eu retornar.Com cuidado para não a despertar, eu a afastei de mim, acomodando-a na cama e me levantando. Pensei em enviar uma mensagem do meu celular para o dela, mas não sabia onde ela tinha deixado seu telefone — talvez o tivesse deixado no carro, ou mesmo houvesse caído no estacionamento quando ela foi atacada. Então, recorri a um método mais antigo de comunicação. Fui até o meu escritório e peguei uma
Aline:Em um último ato de consciência, levei a mão ao bolso de trás da calça e tirei de lá o estilete. Só Deus sabia como consegui ter coordenação motora para erguer a lâmina e, em seguida, em um movimento rápido levantar a mão, perfurando o braço do meu agressor.Ele gritou e a dor fez com que o objeto que usava para me estrangular se afrouxasse. Consegui me afastar e, ainda trêmula e zonza, virei-me de frente para o homem. Não pude ver o seu rosto, já que ele usava um capuz, mas também não pretendia continuar por ali por tempo suficiente para descobrir quem era. Dei um chute forte e certeiro no meio de suas pernas, o que o fez gritar novamente e recuar mais um passo. E eu aproveitei essa brecha para correr de volta até o meu carro, antes que aquele homem se recuperasse e viesse atrás de mim.Minhas mãos tremiam quando dei a partida no veículo. Olhei pelo retrovisor, vendo o homem recuar até ficar entre uma pilastra e uma van preta, que só então eu percebi estar entre os poucos veíc







