FAZER LOGIN. Guilherme.
.Minha irmã é maluca só pode, vai se ela cai e racha a cabeça do chão depois ia culpar quem, eu! Sim, sempre o duro de ser o irmão mais velho é que tudo cai na minha cabeça. Pensa em uma menina para dar dor de cabeça é a Valentina, pegou ranço agora da Carla, a nova empregada da fazenda da tia Manuela. É só ela ver a moça que fica atirando pedras no estilingue, e o pior é que ela é boa de mira e sempre acerta a moça.Minha irmã tem hora que nem parece a princesinha mimada da família, e sim um diabrete endemoniado de tanta loucura que faz, e olha que Lúcia nossa irmã é bem feminina e ela não aprendeu nada. Será que a Valentina vai ser lésbica também?Aí vai ser difícil para mim, concorrer com minhas duas irmãs, uma né a outra já se casou. Monto em Acerola, minha égua, ela é mansinha e eu gosto muito dela. Pode soltar a rédea que ela vai para casa sozinha, me ajudou em muitos dias, aqueles de festa entre as fazendas. Já teve vez que eu enchi a cara e cheguei em casa sem nem perceber o caminho.Não sou de beber muito não, só em festas mesmo. Mas por causa dela, por causa da Rose, as vezes eu bebo demais. Eu gosto daquela mulher desde novo, e nunca tive coragem de chegar nela e falar o que sentia.É bem mais fácil chegar nas mulheres e escolher uma para passar a noite e só isso. Depois acaba sem compromisso nenhum, mas a Rose não. Eu gosto dela, seu jeito divertido alegre mexe comigo como nenhuma outra fez.O problema é que eu travo quando me aproximo, e para ajudar nossa família não se dá bem. Todo fim de tarde ela vai tomar banho na cachoeira, é divisa entre a fazenda do meu pai e do pai dela, e eu sempre vou lá dar uma olhadinha, olhar não mata ninguém mesmo.Amarro Acerola em uma árvore e me aproximo devagar, não vejo o cavalo dela por ali, então me aproximo mais olhando em volta. “Que droga enrolei falando com a Valentina e ela já foi embora”.Já estava me virando quando escuto o barulho da água. Me viro vendo—a se levantar igual uma ninfa. Seus cabelos castanhos lisos e compridos ela j**a com as mãos para trás. Seu corpo uma pele bronzeada que dá vontade de morder cada pedacinho, todo molhado, seu seio redondinho empinado e um pouco esticado, apontando para mim! “Aí senhor judia de mim não que eu estou novo para morrer!” Acho que já estava quase babando quando escuto sua voz e me assusto.— Guilherme o que faz aqui? — olho para ela que cobre os seios e sorrio sem graça.— Nada não, nem sabia que você estava nadando. — Que mentira mais deslavada.— Hummmm... Bom já que está aqui pode entrar, afinal, veio para nadar, não é? — fiquei mudo uns minutos.— Guilherme vai entrar na água ou não?— Vou... é eu vim para isso mesmo. — falei rápido e com a mão tremendo de ansiedade fui tirando a roupa ficando só de cueca.Entrei devagar na água, mergulhando assim que a água tocou em minha barriga. A água aqui era morna e já estava quase escurecendo, quando emergi vi que ela estava perto e se aproximou de mim, bem devagar.— Diz a verdade Guilherme, você veio aqui para me ver, não é? — mordi os lábios em ansiedade, ela me deixava assim ansioso demais.— Talvez.— Por que você nunca chegou em mim Guilherme? Te vejo sempre de longe. Parece que gosta de me observar.— Eu... Eu observo você? Claro que não Rose. — Meu coração começa a disparar de ansiedade, ela coloca os braços em volta do meu pescoço e fala bem próximo do meu ouvido.— Não adianta mentir, eu já vi você me observando aqui na cachoeira várias vezes. — Olhei para ela com a respiração falha.— Como assim viu?— Vendo, com os olhos, Guilherme. O que me pergunto é se você quer algo comigo, ou apenas gosta de me ver?— Eu... Eu quero Rose, eu quero. Só que não conseguia me aproximar de você.— Por acaso eu sou algum bicho para dar medo em você?— Claro que não, só que é diferente.— Diferente por quê? Você já ficou com várias meninas da cidade que eu sei.— Com você é diferente.— Por que comigo é diferente? — respiro fundo para dizer aquilo que escondo há muito tempo.— Eu amo você Rose, amo você a bastante tempo e não tinha coragem de falar. Sou um banana, né? — abaixo a cabeça envergonhado.— Não é um banana, e só para você saber eu gosto de você também, já tem um tempinho. Só não me aproximei porque achei que não gostava de mim.— Não, claro que não! — passo uma mão em seu rosto. — Você é tudo que eu sempre quis!Ela segura em meu rosto e me puxa para um beijo. Eu nem acredito nisso! De todas as mulheres que já fiquei era nela que eu pensava. Pode até ser meio idiota isso, mas sim, era sempre ela que eu queria ali, e agora eu a tinha.Sua boca molhada era deliciosa, quando ela chupou minha língua eu me perdi! Apertei minha mão na sua cintura, com um impulso ela prendeu as pernas em volta do meu quadril se agarrando ao meu corpo que já estava quente de desejo. Mas eu não queria ir rápido demais senão ela poderia pensar que era apenas isso que eu queria dela e não era.Ela se esfregou em meu corpo me tirando arrepios, desceu uma mão na minha cueca e eu a parei.— Tem certeza de que é isso que você quer, assim nosso primeiro beijo e você já... — ela calou minha boca com a sua, pegou minha mão que estava em seu cabelo e colocou sobre o seu seio. Depois desceu a sua mão até minha cueca tirando meu pênis para fora e o alisando, com força e rapidez.Soltei sua boca e lambi seu seio bem devagar e ela aumentou a força que me estimulava, abri a boca para chupar cada pedacinho e ela gemeu em meu ouvido.A mão dela me guiou até a sua entrada, e eu estava em êxtase com aquilo. Senti o encaixe do nosso corpo e puxei ela de encontro comigo, para entrar de uma vez. Então foi a minha vez de gemer, soltei seu seio e busquei sua boca, ela pulava devagar e eu a segurava com às duas mãos entre a coxa e as nádegas.O movimento era suave e ritmado, e me enlouquecia, seus dedos entraram em meus cabelos e apertou com força quando ela chegou no alto do prazer, aproveitei e fiz o mesmo me derramando dentro dela.Quando terminou ela ainda ficou grudada em mim, sua respiração descontrolada, sua pele começava a receber a luz da lua, já estava escuro, mas a lua cheia nos iluminava.— Vejo você amanhã? — pela perguntou me encarando.— Na mesma hora e no mesmo lugar!— Combinado. Agora preciso ir Guilherme está tarde, meu pai pode desconfiar. — Beijei sua boca com alegria e depois vi ela sair e ir em direção ao seu cavalo, que estava amarrado um pouco mais distante, por isso não o vi.Mergulhei na água de novo, emergindo feliz para caramba, eu tinha conseguido mais do que um beijo da mulher que amo.25 dias depois..Não é que eu seja apresado, nem nada disso, mas depois de todo o tempo que eu esperei achei melhor me casar logo, antes que aquela jaguatirica desistisse de mim.Acredito que não ia fazer isso, mas nada melhor do que precaver.A família dela ficou muito feliz e gostou da ideia de casar logo, os preparativos foram feitos e tanto eu quanto ela queríamos tudo simples.O padre era o mesmo que casou a dona Manuela, ele já tava com quase oitenta anos mas já conhecia bem a família, ele que casou todo mundo lá em Juara e no final ia me casar também, só que aqui em Rio verde.Os bancos todos de madeira envernizadas, e um tapete vermelho no chão.Eu de camisa preta, calça jeans bota e chapéu branco, nada de usar aqueles terno estranho que mais parece pinguim.Minha mãe e meu pai já estão no altar comigo e logo entra meu irmão com a Patrícia, prima da Val, eles tão de rolo que eu sei não sou besta não e sei que tem coisa estranha ali, e mais estranho foi ver ele sem camisa com
* Valentina *.Espero ansiosa a chegada da minha família, faz um mês que não os vejo.Ainda não caiu a ficha que estou grávida, acho que só vou ter total certeza quando o bebê nascer, ainda tenho medo de não ser uma boa mãe, mas isso só o tempo é capaz de me ensinar.Ainda nem acredito que o Daniel me pediu em casamento, foi lindo e fofo ao mesmo tempo, meu melhor amigo, meu ex amigo, meu primeiro amor, minha primeira desilusão, meu empregado e logo meu marido e pai do meu bebê, ele foi tudo na minha vida.São tantas incertezas em minha vida, que a única certeza que tenho é que eu amo aquela peste, amo de verdade, e estaria enganando a mim mesma se não aceitasse isso.Da varanda vejo todos chegar, abro um grande sorriso vendo minha mãe, meu Deus eu sou ser mãe também, é tão estranho pensar nisso.Abro os braços recebendo os abraços, enquanto as crianças correm para dentro de casa, principalmente os gêmeos do Bento, ainda bem que ele operou senão era capaz de ter outra dupla.Não sei
* Daniel *.Não sei nem explicar o que eu sinto agora, ainda não acredito que vou ser pai e que tem uma pequena sementinha minha e dela dentro da sua barriga.Olho em seu rosto, dormindo tranquila e de nada lembra aquela jaguatirica brava que eu tenho.Será que nosso filho ou filha, vai ser como ela?Se for eu tô bem lascado, aturar ela já é difícil quando tá nervosa, imagina mais um em miniatura.Eu tô louco pra contar pra minha mãe, que ela vai ser avó, meu pai então vai ficar super feliz, mas ela pediu pra guardar segredo ainda, porque os parentes dela vai vir logo.Tudo bem que eu já escondi uma semana, sim uma semana escondendo que vou ter um filho até dos meus irmãos.Pensa num segredo difícil, já que meu peito pula igual aqueles tamborins de carnaval toda vez que olho para a sua barriguinha que ainda não tem nem sinal de que tem um filho nosso ali.Esses dois últimos dias ela tem passado muito mal, tudo que come joga fora, passa a noite abraçada com o vaso sanitário, então ela
Não sei o que é pior.Esperar o palito mudar de cor, ou ver a Patrícia e o Afonso me olhando.Acho que ver os dois me olhando é pior.Depois que a Patrícia mandou mensagem para o Afonso, não demorou nem uma hora ele já estava aqui, acho que saber se eu estou ou não grávida é mais importante que matar a saudade do namorado.Daniel saiu com o Davi, foi terminar de olhar o gado e só volta anoite, nem viu meu primo chegar e foi bom, tenho de conversar com ele e explicar que meu primo é gay, e ele não precisa ficar com raivinha dele._ Eai? — Afonso pergunta ansioso, até mais que eu._ Estou com medo de olhar. — digo com o teste na minha mão o fechando os dedos._ Então deixa que eu olho. — Patrícia tenta tirar o teste da minha mão, mas eu seguro._ Não eu vou olhar. — respiro fundo e abro a mão, todos nós vemos ao mesmo tempo e eu não acredito que ali estava às duas linhas._ Positivo. Não acredito positivo eu vou ser madrinha. — Patrícia diz pulando em cima de mim, eu disse se um dia eu
* Valentina *.1 mês depois..Já faz um mês que estou namorando e isso é tão esquisito, na verdade, estranho demais.Daniel fica mais na sede do que na casa dele, dorme todas as noites comigo, agarrado igual um carrapato e logo de manhã me acorda com um belo bom dia.Aquele bom dia que você me intende bem.Tive de comprar outra cama, aquela não aguentou ainda me lembro do tombo que levei. Estava tudo indo bem, eu estava lá no céu vendo as estrelas mais lindas, quando do nada a cama caiu e ele caiu em cima de mim e rolando da cama para o chão.Agora compramos uma de madeira pura mesmo, aquelas de tora de árvore, quero vê ela quebrar.Ontem minha prima Patrícia me ligou, e fiquei muito feliz, finalmente ela estava vindo com Afonso, e eu não tava mais aguentando de ansiedade._ Que cara é essa Val? — Daniel me pergunta enquanto olhamos os bois no pasto, agora é assim, aonde eu vou ele vai atrás e se um peão olhar pra mim, tenho o capataz mais bravo de todo Goiás._ Tô ansiosa._ Ansio
* Daniel *.Com a Val tem de ser veiaco, e pensando nisso eu armei todo o plano em algumas etapas.Armar a armadilha.Arrumar a isca.Fisgar a presa.Prender ela na armadilha.Bem simples né? Só que não, pois eu conhecia a minha jaguatirica e sabia que não seria tão fácil assim, e o Douglas quase que me atrapalha tudo, mas no final deu tudo certo e ver a cara dela na frente da família não tem preço, quero ver ela voltar atrás em aceita namorar comigo.Pois, acredito que sim, ela voltaria.Aquela mulher é traiçoeira só que eu sou mais.Armei a armadilha deixando ela sentir minha falta, e claro eu fui a isca, uma bela isca não acha?Fisguei minha jaguatirica naquele plano dela aceitar meu pedido e o grande final digamos assim, foi meu pai ligar pra dona Manuela falando do nosso namoro, e claro que eles iam vir, só não imaginava que ia vir tudo.Tem gente demais aqui, a família toda dela e não é pouco não, o gente pra fazer filho tem tanto muleque correndo que tenho até medo de pisar ou







