LOGINOlá! Obrigado por me ler, e lembre-se de deixar sua curtida, seu comentário e sua avaliação ao final do capítulo.
POV AbrilDizem que a vingança é um prato que se come frio. Eu não concordo.A minha, servi quente, muito bem apresentada e com o meu nome na conta.Os dias passaram rápido, e meu escritório se transformou no meu verdadeiro campo de batalha diário, um espaço sagrado onde absolutamente ninguém tinha o direito de questionar meu valor ou minhas decisões estratégicas.Meu desempenho como nova vice-presidente executiva estava sendo impecável, uma execução tão perfeita e refinada que deixou sem palavras todos os diretores que antes haviam ousado duvidar da minha capacidade intelectual.Não precisei da intervenção protetora de Nikolái uma única vez durante aquelas semanas exaustivas, porque sempre me lembrava com orgulho dos meus competitivos anos na universidade, quando passava noites em claro estudando para ser a aluna mais dedicada, brilhante e responsável de toda a turma.Aqueles membros arrogantes do conselho administrativo que tentaram me humilhar publicamente no meu primeiro dia ainda
POV NikoláiFiquei sozinho no meu escritório, o aroma do perfume dela ainda pairando no ar como um convite permanente.Passei a mão pelos cabelos, tentando recuperar a compostura, mas era uma tarefa impossível; toda vez que ela atravessava meus pensamentos, meu mundo inteiro desmoronava para ser reconstruído à imagem dela.Eu me sentia patético, um homem que durante anos havia dominado impérios com mão de ferro, agora reduzido a um idiota que se perdia no brilho dos olhos dela e na firmeza de sua vontade.Como era possível que uma mulher conseguisse me reduzir a nada com apenas uma palavra? Eu me peguei sorrindo para a parede, incapaz de apagar a satisfação de tê-la sob o meu teto e carregando o meu nome.Ela não era apenas minha esposa, era o meu vício mais puro, um fogo que queimava todas as minhas certezas e me fazia sentir vulnerável da maneira mais doce e perigosa possível. Se estar louco de amor significava aquilo, então eu era o homem mais insano e sortudo da face da Terra.Peg
Assim que a pesada porta do escritório dele se fechou, abafando o ruído de uma corporação que ainda tentava assimilar o que tinha acontecido, Nikolái me puxou para si com uma urgência elétrica.Suas mãos seguraram minha cintura, erguendo-me contra seu corpo com uma força que arrancou de mim um suspiro de pura adrenalina. Ele me beijou com uma paixão transbordante, uma descarga que percorreu meu corpo da nuca aos pés, fazendo-me esquecer por completo as paredes de vidro e a frieza do mundo corporativo.—Você foi maravilhosa, Abril. Nunca vi ninguém enfrentar aqueles abutres com tanta classe e determinação —disse ele, a voz rouca vibrando contra meus lábios enquanto me devorava com o olhar—. Você me deixou sem palavras, e isso não acontece com muita frequência nestes escritórios.—Para de me bajular, Nikolái, porque, se eu acreditar, vou acabar achando que sou a única pessoa com cérebro naquele conselho —respondi com um sorriso malicioso, afastando-me só o suficiente para sustentar seu
O trajeto até a "Ivanoff Corp" foi uma mistura de expectativa e adrenalina. Nikolái não soltou minha mão, e seu polegar desenhava círculos suaves sobre minha pele, num gesto que tentava acalmar a tempestade de dúvidas que rugia dentro de mim.Quando chegamos, o prédio se ergueu diante de nós como uma fortaleza de vidro e aço, um lembrete de que eu estava prestes a entrar num mundo onde o poder era medido em decisões, não em sentimentos.Assim que atravessamos o saguão, o burburinho dos funcionários começou. Muitos me olhavam sem disfarçar, os olhos percorrendo meu terninho com uma mistura de curiosidade e desdém, mas me obriguei a caminhar de queixo erguido, ignorando os olhares que tentavam me fazer sentir pequena.Eu estava ali por mérito próprio, e Nikolái, caminhando ao meu lado com passos firmes, me dava o escudo de que eu precisava para não desmoronar diante de tanto escrutínio.Entramos na sala de reuniões na hora certa e encontramos os membros do conselho já acomodados, com ro
Deslizei para fora da cama com movimentos lentos, deixando Nikolái mergulhado num sono profundo que parecia tão distante das minhas angústias.Entrei no chuveiro em busca de refúgio sob a água quente, mas o vapor só fez as lembranças da noite anterior me assaltarem com uma nitidez quase dolorosa.Cada toque de suas mãos, a forma como seu corpo havia se movido contra o meu e a intensidade de suas palavras ecoavam em minha mente, fazendo meu coração acelerar numa mistura de desejo ainda presente e um medo persistente que apertava meu peito.Meus dedos percorreram minha pele, ainda sentindo o eco de suas carícias e uma pontada de dor física que, estranhamente, me fazia sentir mais viva do que nunca. Mesmo assim, a sombra da dúvida se recusava a ir embora, sussurrando que aquela felicidade era frágil, como um castelo de cartas à mercê do vento.Eu estava tão mergulhada em meus pensamentos que não ouvi o rangido da porta até sentir uma presença imponente bem atrás de mim, prendendo-me num
As batidas do meu coração retumbavam em meus ouvidos como um tambor de guerra enquanto eu tentava processar o que acabara de acontecer.Nikolái se ergueu devagar, passando o dorso da mão pelo rosto, arrastando os vestígios da minha entrega absoluta com uma naturalidade que me fez querer desaparecer debaixo das cobertas.A vergonha subiu pelo meu pescoço, queimando minhas bochechas até que o calor se tornou insuportável.—Me perdoa, Nikolái, eu realmente não sei o que dizer —balbuciei, escondendo o rosto entre as mãos enquanto ele me observava com uma calma que me deixava ainda mais nervosa—. Isso nunca tinha acontecido comigo, eu nunca tinha perdido o controle desse jeito na frente de ninguém.Ele soltou uma risada baixa, um som quente que terminou de romper a última barreira que separava meu corpo do espaço dele.Aproximou-se de mim com uma lentidão deliberada, afastando minhas mãos do rosto com uma suavidade que me obrigou a encarar seu olhar, que brilhava com uma intensidade que eu







