INICIAR SESIÓNO pedido de divórcio de Jason chegou às notícias na segunda-feira à tarde. Na manhã de terça-feira, ninguém conseguia parar de falar o nome dele ou o de Sloane, e eu tinha parado de ler.Marcus chegou ao hotel um pouco depois das nove com um envelope manila debaixo do braço. Parecia que estava acordado há horas. Dana tinha levado Rowan ao parque para andar no carrossel. Daxton serviu um café a Marcus sem perguntar.— Aldric Voss foi preso ontem de manhã — disse Marcus. — É um detetive particular que trabalha para Cordelia e seus associados há anos. Ele está respondendo às perguntas dos investigadores desde o almoço.Pousei a xícara.— Jason deu o nome de Aldric ao promotor no sábado à noite, com o advogado presente. Também contou a eles tudo o que Cordelia admitira a ele no escritório dela, inclusive que ela dissera a Aldric para tirá-la da cidade, mas nunca perguntara como ele planejava fazer isso.— E o Aldric?— Ele contratou um homem com quem já trabalhara antes e disse a ele para
— Não esta noite — disse o pai dela de novo. Ele não abriu a porta mais um centímetro.Sloane apertou o casaco no colarinho; estava mais frio do que ela esperava. O táxi permanecia ligado na calçada atrás dela, o motorista fingindo olhar o telefone.— Pai, eu preciso de um lugar para dormir. Só uma noite.— Você tem um marido.— Ele vai entrar com o pedido de divórcio na segunda-feira. Ele me contou hoje.O pai dela não piscou. Ela o observou fazer as contas atrás dos olhos e soube o que ele diria antes mesmo de ele dizer.— Então a conexão com os Crane também acabou.— É isso que você está perguntando?— Tenho o direito de perguntar. — A voz dele subiu. — Você sabe o que esta semana me custou? Meu maior parceiro se retirou ontem de manhã. O banco ligou sobre a minha linha de crédito ao meio-dia. Vou ter que demitir gente, Sloane. Pessoas que trabalham para mim há vinte anos.— Eu sei — disse ela. — Sinto muito.— Sinto muito. — Ele riu uma vez, curto. — Sua irmã fez isso comigo.— Nã
O Marlowe era um hotel discreto fora da Park Avenue, daquele tipo de lugar onde o porteiro nunca fazia perguntas. Jason deu o nome da esposa à recepcionista. O funcionário olhou para ele por um momento antes de pegar o telefone.— Ela disse para mandá-lo subir.O advogado dela pedira que ele não viesse, mas ele veio mesmo assim.Sloane abriu a porta ela mesma. Estava sem maquiagem, e o cabelo estava preso num grampo. O vestido dourado do baile de gala pendia sobre uma cadeira, como se ela não conseguisse se decidir a guardá-lo ou jogá-lo fora. Uma bandeja de serviço de quarto intocada estava sobre a escrivaninha.— Seu advogado me pediu para não vir — disse Jason.— Ele me pediu para não deixar você entrar. — Ela se afastou. — Estou cansada de fazer o que as pessoas me mandam.Jason sentou-se na beirada da poltrona enquanto ela permanecia de pé junto à janela.— Falei com a minha mãe — disse ele. — Ela me contou sobre o quarto de hotel. Ela pagou por ele. Mas a ideia foi sua.— Sim.—
Jason ouviu o telefone tocando antes mesmo de entrar na casa. Continuava tocando no corredor, uma vez atrás da outra, mas ninguém atendia.A casa estava estranhamente quieta. Não havia governanta nem assistente passando apressada com papéis. O único som era o do telefone tocando.Ele encontrou a mãe no escritório. A gaveta de baixo da mesa estava aberta e vazia.— Ela esteve aqui — disse ele. Tinha visto o carro de Serenity na entrada. Ela se virara no banco para olhar para trás, para ele.— Esteve — respondeu Cordelia.Ela parecia menor do que no baile de gala. A gola estava torta, e uma xícara de chá frio estava sobre a mesa, com uma fina película formada na superfície.— O que havia na gaveta?— Uma fotografia do seu filho.Jason ficou parado. Sabia que a mãe conhecia a existência de Rowan há anos, mas não sabia que ela tinha uma fotografia dele.— Ele tem o queixo do seu pai — disse ela. — Eu olhava para ela quase todas as noites. Dei a ela.— Bom — respondeu Jason.Ele não se sen
Dois dias depois do baile de gala, a cidade inteira ainda falava sobre o que havia acontecido, mas Cordelia permanecia em silêncio.Ela não havia divulgado nenhuma declaração nem aparecido com um advogado. A única coisa que a família dissera publicamente era a breve declaração de Jason, que todos os veículos de notícias não paravam de repetir.Eu estava cansada do silêncio dela. Queria enfrentá-la e ouvir o que ela tinha a dizer.— Vou para a propriedade — disse a Daxton durante o café da manhã.Ele pousou a xícara de café.— Hoje?— Sim. Você pode me levar e esperar do lado de fora, mas eu quero vê-la sozinha.— Eu não ia discutir — respondeu ele. — Ia perguntar se você precisa de alguma coisa.— Nada. Só quero que ela me olhe nos olhos quando eu disser o que tenho a dizer.Dana chegou às nove, carregando sua bolsa de sempre cheia de giz de cera. Rowan já estava à mesa, ocupado em pintar um dinossauro verde. Havia tanta água no papel que a tinta começara a escorrer.Ele mal notou qua
Quando regressámos ao hotel, o meu telemóvel já estava a vibrar sem parar. Uma notificação aparecia atrás da outra, mais depressa do que eu conseguia lê-las.Daxton sentou-se ao meu lado na cama enquanto eu percorria as manchetes. Rowan dormia profundamente no quarto ao lado, alheio ao facto de a história da sua família ter acabado de explodir em todos os principais meios de comunicação da cidade.“Irmã da herdeira da Crane Global expõe escândalo de divórcio fabricado”, li em voz alta, a voz ainda instável. “Aqui está outra. Sloane Crane admite fraude em gala pública.”“Quantas?”, perguntou Daxton.“Perdi a conta por volta das doze.”Marcus telefonou pouco depois da meia-noite. A voz dele tinha a energia concentrada de um homem que não tinha dormido e não pretendia dormir tão cedo.“Quero explicar o que está a acontecer neste momento”, disse ele, “antes que ouças de outra pessoa e comeces a entrar em pânico.”“Adiante.”“Três membros da direção já me ligaram diretamente”, disse ele. “







