LOGINRowan ainda falava sobre o centro de ciências dez minutos depois que Dana saiu. Mesmo depois que eu o ajeitei na cama, ele continuava tagarelando sobre dentes de dinossauro e como o T-Rex provavelmente conseguiria morder um carro. Quando eu voltei, Daxton não tinha se mexido da cadeira, as mãos descansando entre os joelhos. "Ele dormiu", eu disse. "Ele adormeceu no meio de explicar por que o T-Rex era o melhor dinossauro." Daxton balançou a cabeça, mas não sorriu como de costume. "Não podemos simplesmente torcer para que hoje não aconteça de novo", eu disse. "Dana disse que ele correu até o Jason. Rowan fez isso sozinho. Nenhum de nós pode controlar isso da próxima vez." "Eu sei." "Então o que a gente realmente faz?" perguntou Daxton. Eu me sentei em frente a ele, puxando os joelhos para cima. "Eu não quero que o Jason se aproxime de Rowan de novo. E certamente não vou deixar ele levar Rowan a lugar nenhum." "Nem eu." Eu estudei o rosto de Daxton, aliviada por concordarmos n
O táxi parou do lado de fora do hotel um pouco depois das nove, e Dana desceu com a bolsa meio aberta.....um giz de cera escorregou e caiu na calçada antes que ela notasse. "Achei", disse ela, inclinando-se para pegá-lo antes que Rowan pudesse pisar nele. "Há um centro de ciências a algumas quadras daqui. Dinossauros e todo tipo de coisas divertidas. Ele vai adorar." "Só tenta não deixar ele gritar o lugar inteiro abaixo", eu disse. Dana riu, e por um momento, eu me senti um pouco melhor. Eu precisava daquela leveza. A noite passada tinha deixado algo pesado no meu peito. Daxton, no escuro, me dizendo que às vezes imaginava perder Rowan aos poucos em vez de de uma vez. Aniversários para os quais ele não seria convidado. Uma peça escolar onde outra pessoa se sentava no lugar dele. Eu não conseguia me livrar daquela imagem desde que ele disse. Daxton tinha outra reunião naquela manhã com a equipe de Garrett sobre a documentação final da fusão, então Dana levaria Rowan sozinha. Eu o
O fechamento do negócio significou um jantar. Ideia do Garrett, pequeno, nada sofisticado, só o suficiente para marcar do jeito que as pessoas daquele mundo sempre marcam as coisas. “A gente não precisa ir,” o Daxton disse, lendo o convite por cima do meu ombro. “A gente precisa,” eu disse. “Você mesmo disse para o Jason. Você não foge de um bom negócio por causa de desconforto. Pular a festa do negócio que você acabou de fechar seria exatamente isso.” “Eu odeio que você esteja certa.” “Eu também.” O restaurante era pequeno e escuro, mesas redondas em vez de uma lista de lugares. Eu usei o vestido verde de novo, principalmente porque era a única coisa que eu tinha que ainda parecia uma armadura. O Jason apareceu alguns minutos depois de nós. A Sloane estava no braço dele, composta, polida, do jeito que ela sempre era em salas como aquela. O jantar se desenrolou do jeito que essas coisas sempre se desenrolam. Brindes. Conversa fácil. O Garrett contando uma história sobre a prime
Eu estava servindo mais suco para o Rowan quando o telefone do Daxton tocou na mesa do café da manhã. Ele atendeu ainda mastigando, disse “Garrett, oi”, e então parou de mastigar de vez. “Diz isso de novo,” ele disse. Ele ouviu por um longo tempo. O Rowan continuou falando sobre as panquecas o tempo todo, sem perceber que havia algo de errado. Eu percebi. O rosto do Daxton tinha ficado imóvel de um jeito que eu já conhecia bem. Ele desligou e pousou o telefone com cuidado, como se pudesse tocar de novo se ele se mexesse rápido demais. “Foi o Garrett,” ele disse. “Sobre o negócio que eu fechei na semana passada.” “Ok.” “Uma das firmas parceiras acabou de se fundir com alguém maior.” “Quanto maior.” “Crane Global.” Eu pousei a caixa de suco. Minha mão não estava exatamente firme ao fazer isso. “Eles não estão tirando o negócio de mim,” o Daxton disse rapidamente, observando meu rosto. “Eles só fazem parte dele agora. O que significa que em algum momento eu provavelmente vou es
Daxton estava segurando o telefone quando eu saí do banheiro. Ele se sentou muito imóvel, agarrando-o com cuidado, como se pudesse explodir nas mãos dele.“Jason me mandou mensagem”, ele disse. “Não para você. Ele não tem o seu número. Ele conseguiu minhas informações de contato daquela reunião há algumas semanas.”Ele me entregou o telefone. Eu li a mensagem duas vezes antes de me sentar devagar na beira da cama. Rowan estava assistindo desenhos com o tablet, o volume alto o suficiente para que ele não nos ouvisse.*Este é Jason Crane. Eu não quero fazer nada pelas suas costas. Eu gostaria de solicitar um teste de paternidade através dos nossos advogados. Nada secreto, nada sem o conhecimento dela. Eu só quero lidar com isso do jeito certo pela primeira vez. Eu entendo se a resposta for não.*Eu baixei o telefone.“Um teste de paternidade.”“É.”“Através de advogados.”“Eu te ouvi da primeira vez”, respondeu Daxton, uma dureza na voz que eu raramente ouvia.“Daxton...”“Você sabe o q
A propriedade parecia a mesma de sempre, perfeitamente mantida, silenciosamente enorme, e Sloane atravessou as portas da frente naquela tarde sem nada da compostura que costumava conseguir carregar para dentro desta casa.Cordelia estava esperando na pequena sala de estar, o chá já servido, a mesma sala onde ela conduzia toda conversa que considerava delicada demais para os espaços maiores e mais formais da casa.“Sente-se”, disse Cordelia, do jeito que sempre dizia, não sem gentileza, simplesmente eficiente.Sloane sentou-se, as mãos dobradas apertadas no colo.“Jason acredita”, disse Sloane, sem preâmbulo. “Eu sei que você viu o menino também, naquela noite no baile. Mas Jason me disse esta manhã, claramente, que acredita que aquela criança é dele. Ele não está só se perguntando mais. Ele decidiu.”Algo na expressão de Cordelia permaneceu cuidadosamente imóvel, embora Sloane tenha captado o menor lampejo atrás dos olhos dela, o olhar particular de uma mulher recalculando alguma cois







