LOGINO fechamento do negócio significou um jantar. Ideia do Garrett, pequeno, nada sofisticado, só o suficiente para marcar do jeito que as pessoas daquele mundo sempre marcam as coisas. “A gente não precisa ir,” o Daxton disse, lendo o convite por cima do meu ombro. “A gente precisa,” eu disse. “Você mesmo disse para o Jason. Você não foge de um bom negócio por causa de desconforto. Pular a festa do negócio que você acabou de fechar seria exatamente isso.” “Eu odeio que você esteja certa.” “Eu também.” O restaurante era pequeno e escuro, mesas redondas em vez de uma lista de lugares. Eu usei o vestido verde de novo, principalmente porque era a única coisa que eu tinha que ainda parecia uma armadura. O Jason apareceu alguns minutos depois de nós. A Sloane estava no braço dele, composta, polida, do jeito que ela sempre era em salas como aquela. O jantar se desenrolou do jeito que essas coisas sempre se desenrolam. Brindes. Conversa fácil. O Garrett contando uma história sobre a prime
Eu estava servindo mais suco para o Rowan quando o telefone do Daxton tocou na mesa do café da manhã. Ele atendeu ainda mastigando, disse “Garrett, oi”, e então parou de mastigar de vez. “Diz isso de novo,” ele disse. Ele ouviu por um longo tempo. O Rowan continuou falando sobre as panquecas o tempo todo, sem perceber que havia algo de errado. Eu percebi. O rosto do Daxton tinha ficado imóvel de um jeito que eu já conhecia bem. Ele desligou e pousou o telefone com cuidado, como se pudesse tocar de novo se ele se mexesse rápido demais. “Foi o Garrett,” ele disse. “Sobre o negócio que eu fechei na semana passada.” “Ok.” “Uma das firmas parceiras acabou de se fundir com alguém maior.” “Quanto maior.” “Crane Global.” Eu pousei a caixa de suco. Minha mão não estava exatamente firme ao fazer isso. “Eles não estão tirando o negócio de mim,” o Daxton disse rapidamente, observando meu rosto. “Eles só fazem parte dele agora. O que significa que em algum momento eu provavelmente vou es
Daxton estava segurando o telefone quando eu saí do banheiro. Ele se sentou muito imóvel, agarrando-o com cuidado, como se pudesse explodir nas mãos dele.“Jason me mandou mensagem”, ele disse. “Não para você. Ele não tem o seu número. Ele conseguiu minhas informações de contato daquela reunião há algumas semanas.”Ele me entregou o telefone. Eu li a mensagem duas vezes antes de me sentar devagar na beira da cama. Rowan estava assistindo desenhos com o tablet, o volume alto o suficiente para que ele não nos ouvisse.*Este é Jason Crane. Eu não quero fazer nada pelas suas costas. Eu gostaria de solicitar um teste de paternidade através dos nossos advogados. Nada secreto, nada sem o conhecimento dela. Eu só quero lidar com isso do jeito certo pela primeira vez. Eu entendo se a resposta for não.*Eu baixei o telefone.“Um teste de paternidade.”“É.”“Através de advogados.”“Eu te ouvi da primeira vez”, respondeu Daxton, uma dureza na voz que eu raramente ouvia.“Daxton...”“Você sabe o q
A propriedade parecia a mesma de sempre, perfeitamente mantida, silenciosamente enorme, e Sloane atravessou as portas da frente naquela tarde sem nada da compostura que costumava conseguir carregar para dentro desta casa.Cordelia estava esperando na pequena sala de estar, o chá já servido, a mesma sala onde ela conduzia toda conversa que considerava delicada demais para os espaços maiores e mais formais da casa.“Sente-se”, disse Cordelia, do jeito que sempre dizia, não sem gentileza, simplesmente eficiente.Sloane sentou-se, as mãos dobradas apertadas no colo.“Jason acredita”, disse Sloane, sem preâmbulo. “Eu sei que você viu o menino também, naquela noite no baile. Mas Jason me disse esta manhã, claramente, que acredita que aquela criança é dele. Ele não está só se perguntando mais. Ele decidiu.”Algo na expressão de Cordelia permaneceu cuidadosamente imóvel, embora Sloane tenha captado o menor lampejo atrás dos olhos dela, o olhar particular de uma mulher recalculando alguma cois
Sloane não dormiu aquela noite, deitada acordada ao lado de um marido que confessara, essencialmente, que o filho de outra mulher poderia ser a coisa de pé entre ela e tudo pelo que lutara cinco anos para garantir. Pela manhã ela decidira alguma coisa, deitada ali na luz cinzenta antes do amanhecer, observando o peito de Jason subir e descer ao lado dela, alheio ou fingindo estar. Ela não ia perder isso. Não depois de tudo que já lhe custara. Ela se levantou antes dele, tomou banho, vestiu-se com cuidado, e estava sentada à mesa do café da manhã com o café já servido quando ele desceu, olheiras sob os olhos de uma noite que claramente não fora mais fácil para ele do que fora para ela. “Nós precisamos conversar”, disse Sloane, antes mesmo de ele alcançar o café. “Sloane.....” “Não sobre ela”, ela disse rapidamente. “Sobre nós. Sobre o que acontece a seguir, independentemente do que você decidir fazer a respeito daquele menino.” Jason se sentou devagar, algo cauteloso na e
Jason não voltou para o escritório depois do parque. Ele disse à assistente que precisava da tarde, o que ele nunca fazia, e dirigiu para casa em vez disso, sentado no carro do lado de fora do prédio por quase vinte minutos antes de conseguir se forçar a entrar.Sloane estava na cozinha quando ele entrou, passando por amostras de tecido para algum evento próximo, e ela levantou o olhar, algo já guardado na expressão dela. Ela não dissera muito a ele desde o baile três noites antes, os dois circulando o assunto de Serenity sem nunca nomeá-lo diretamente, ambos aparentemente esperando que se não discutissem, aquilo pudesse simplesmente se acomodar de novo por conta própria.“Você voltou cedo”, ela disse.“Precisava de uma pausa”, ele disse, o que era verdade do jeito que a maioria das coisas que ele dizia a ela ultimamente eram tecnicamente verdade sem serem a verdade inteira.Ele se serviu de um drink que não queria e ficou parado na janela, olhando para a cidade, a imagem do rosto de







