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A queda de Erika (parte 1)

last update Data de publicação: 2025-11-17 10:51:38

Ketlyn estava na sala de jantar quando o telefone de Carla vibrou com insistência. A amiga largou os talheres e atendeu sem pensar duas vezes.

“Pode falar. Ela está aqui do meu lado.”

Ketlyn parou de mastigar. O olhar de Carla ficou mais duro a cada segundo.

“Você tem certeza disso? Ótimo. Me mande tudo.”

Ela desligou.

“Temos um nome.”

Ketlyn engoliu em seco.

“Quem?”

“Ricardo Soares. Ex-assessor de imprensa do Derick. Foi ele quem vazou as informações pra imprensa.”

“Mas ele foi demitido há
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Último capítulo

  • Da Perversão a Redenção    Epílogo: Redenção

    O som das teclas era suave.Ketlyn digitava devagar, como se cada palavra ainda fosse uma ferida que aprendia a cicatrizar. Mas o cursor não parava. As páginas se acumulavam. Um capítulo por vez. Uma lembrança por vez.Ela não contou tudo. Mas contou o que doía.E também o que curava.O livro foi publicado no outono. Um título simples: O que restou depois da queda. Nenhuma foto na capa. Nenhuma pose forçada. Só as palavras — cruas, reais, sem filtro.Nos primeiros dias, duvidou que alguém fosse ler.Mas leram.E choraram.Recebeu cartas. Mensagens. E-mails de outras mulheres que também tinham sido peças em contratos disfarçados de afeto. Outras que nunca ousaram dizer em voz alta o que sentiram. Outras que ainda estavam presas.Ela respondeu todas. Uma a uma.Foi assim que a fama chegou. Não pelo sobrenome dele. Mas pela coragem dela.Erika sumiu da mídia.Alguns diziam que tinha ido morar fora. Outros, que tentava abrir um negócio com um novo sobrenome. Ketlyn nunca procurou saber. N

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    As câmeras esperavam por ela, mas não era um desfile. Nem um evento de gala.Era uma escola antiga, reformada com doações, cercada por meninas de olhares desconfiados. Algumas com o cabelo cortado à força, outras com cicatrizes que os vestidos floridos não escondiam. Meninas como ela já foi um dia.Ketlyn respirou fundo antes de atravessar o pátio.O lugar ainda cheirava a tinta fresca e esperança.Derick segurava sua mão, mas dessa vez era ela quem guiava. E ele apenas seguia — orgulhoso.Ao fundo, um banner com o nome do projeto:Instituto Ketlyn — Por Ela Mesma.O nome tinha surgido durante uma noite de insônia. Ela não queria um abrigo, nem um nome de ONG que soasse como caridade. Aquilo não era sobre esmola. Era sobre devolver dignidade.Ketlyn subiu os três degraus até o microfone montado em frente às crianças. O coração acelerado. As mãos trêmulas.Ela olhou para Luke, que estava ao lado de Carla e Kleber, usando uma pequena camisa social e segurando um desenho.O mesmo que ela

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