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De Donna a Médica: Minha Segunda Vida Começou

De Donna a Médica: Minha Segunda Vida Começou

By:  KarenWKumpleto
Language: Portuguese
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Quando dei por mim, eu já era uma esposa invisível ao lado do meu marido, Adrian Kane, o Don da máfia. Eu era uma dona de casa enterrada em tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos, enquanto meu marido desfilava por aí com Viola, a secretária dele, que era dez anos mais nova do que eu. — Ela é inteligente e sabe como me ajudar. — Adrian disse uma vez. Naquela noite, completávamos dez anos de casamento. Vi um vestido elegante de grife e um colar expostos na sala de estar. Por um segundo, fiquei feliz. "Será que Adrian finalmente decidiu me levar ao encontro anual da máfia deste ano e me apresentar como sua Donna?" No fim, o vestido e a joia eram para Viola. Mais tarde naquela mesma noite, peguei Adrian entrando escondido com Viola. Os dois estavam bêbados, com as mãos passeando pelo corpo um do outro, como se eu nem existisse. Apenas fiz uma ligação: — Vou entrar para o programa Médicos Sem Fronteiras. Me mandem para longe. Antes de me casar com Adrian, meu futuro era na medicina. Mas eu abri mão de tudo por ele. Agora? Chegou a hora de escolher a mim mesma e deixar para trás tudo aquilo que, no fundo, nunca foi realmente meu.

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Kabanata 1

CAPÍTULO 1

Ponto de Vista de Maeve.

Meu marido, Adrian Kane, o Don da máfia, me negligenciava há dez anos. Quando dei por mim, eu já era a esposa invisível que ficava em casa e fazia as tarefas domésticas, enquanto meu marido levava a secretária dele a todos os eventos e a apresentava como se ela estivesse no mesmo nível que ele.

Naquele ano, na noite do nosso décimo aniversário de casamento, um vestido deslumbrante e um colar foram entregues em casa. Pensei que talvez Adrian finalmente tivesse se lembrado. "Talvez este ano ele me leve ao baile anual da máfia e me apresente como sua Donna."

Experimentei o vestido, estava um pouco apertado, mas não me importei. Eu estava feliz.

Então Adrian chegou em casa.

A voz dele estalou pela sala como um chicote:

— Esse vestido não é para você!

O sorriso congelou nos meus lábios.

— Então é para quem?

Adrian soltou o ar, exasperado e irritado.

— É para Viola. Meu Deus, será que você não consegue passar um dia sem criar drama dentro de casa?

Minha garganta secou. Eu não havia começado nada, eu só...

— Mandei aquele alfaiate trabalhar nisso durante semanas. E agora olha só, seu corpo inchado alargou as costuras. Nem posso mais dar isso a ela. Como diabos eu devo levar Viola ao baile anual amanhã?

Baixei os olhos. O vestido grudava no meu corpo de um jeito estranho. No começo, pensei que talvez houvesse um erro no tamanho. Mas não. No fim, o erro era eu.

— Me desculpe. — Sussurrei, baixando o olhar como uma criança repreendida.

— Eu pensei que fosse um presente de aniversário de casamento.

Ele riu, frio e sem humor.

— Presente? Por que eu te daria um presente? O que exatamente você fez para merecer um? Tudo o que você faz é passar pano no chão e dobrar roupas.

As palavras dele me atingiram com mais força do que qualquer soco.

Por um longo momento, fiquei apenas encarando aquele homem. Meu marido parecia exatamente igual ao dia em que nos casamos. Mandíbula marcada, olhos frios, sempre no controle. Mas aqueles olhos já não carregavam amor algum por mim.

Antes de me casar com Adrian, eu era a melhor aluna da minha turma. Uma estudante com um futuro promissor na medicina. Meu professor até havia conseguido para mim uma vaga para estudar com um dos cirurgiões mais renomados do país, sob a condição de que eu me transferisse para a Europa.

Então Adrian me pediu em casamento.

Ele implorou para que eu não fosse. Disse que não conseguia imaginar uma vida sem mim, que queria que construíssemos um futuro juntos. Que tudo o que eu precisava fazer era um pequeno sacrifício pelo bem da nossa família.

Ingênua como eu era, acreditei nele. Fiquei e abri mão de tudo pelo que trabalhei.

— Você será minha Donna. A única. — Ele prometeu.

Então, quando me pediu ajuda com a casa, dizendo que seria "só por um tempo", eu disse sim outra vez.

Fiquei em casa. Construí uma vida ao redor das necessidades dele. Mantive a casa impecável, preparei as refeições dele e lhe dei um filho, um menino inteligente e encantador, do tipo que qualquer pai deveria se orgulhar de ter.

Mas ser apresentada como sua Donna? Isso nunca aconteceu.

Nem uma única vez ele me levou a uma daquelas festas. Sequer aparecíamos juntos em público.

Quando eu perguntava, Adrian sempre me dizia para esperar o momento certo. Esperar até ele subir mais alto, esperar até que o mundo pudesse me ver do jeito que ele dizia me ver.

Então, mais uma vez, confiei nele. Esperei.

E ainda assim, ali estava eu. Dez anos depois, rebaixada a nada mais do que uma empregada dentro da minha própria casa. Não era digna nem de um presente no nosso aniversário de casamento.

Quando foi que o homem que dizia que me amaria para sempre parou de me enxergar?

— Adrian. — Chamei suavemente, tentando impedir que minha voz se quebrasse.

— Hoje é nosso décimo aniversário...

Ele nem olhou para mim ao responder.

— E eu esperava que você já tivesse amadurecido a essa altura. Eu já não te disse? Ser casada comigo significa apoiar tudo o que eu faço. Já tenho estresse suficiente fora destas paredes, não preciso disso dentro da minha casa também.

Por fim, ele se virou, com um olhar cortante.

— Se ao menos você fosse mais parecida com Viola. Útil, ou no mínimo, capaz de me fazer parecer bem diante dos outros Dons. Ao invés de sair tropeçando por aí como um fardo desajeitado, tornando tudo mais difícil.

Endireitei a postura. Minhas mãos tremiam, mas não recuei.

— Eu ajudei, Adrian. Você me disse para não contratar empregada. Disse que era perigoso demais deixar estranhos perto dos seus negócios. Então eu cuidei de tudo na casa e até lavei.

A mandíbula de Adrian se contraiu, então ele explodiu de irritação.

— Bem, eu não quis dizer que era para você engordar e se vestir como a avó de alguém. — Ele disparou.

— Olhe para você. Você ainda se reconhece no espelho? Acha mesmo que eu posso te levar para fora e te apresentar como minha Donna?

Ele soltou uma risada amarga, enquanto seus olhos percorriam meu corpo como se eu fosse algo quebrado.

— Iriam zombar de nós dois. Não vou permitir que você envergonhe o nome Kane. — Disse ele com frieza.
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Rebyu

Cybelle Avanci
Cybelle Avanci
Boa história. de mulher fraca pra dona de si.
2026-07-08 13:34:46
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0
11 Kabanata
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