Beranda / Romance / De Repente Amor / # Capítulo 4 — O Problema Era Ele

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# Capítulo 4 — O Problema Era Ele

Penulis: Fee'h Martins
last update Tanggal publikasi: 2026-05-29 11:05:50

Entro no quarto e a bonita ainda tava passando batom na frente do espelho.

– Fala, maluca!

– Já chegou? kk Rápida em. – Juliana responde enquanto aperta os lábios espalhando o batom.

Cruzo os braços encarando ela.

– Você disse que tava pronta, dona Juliana.

Ela começa a rir.

– Kkkk. E eu tô, amiga! Só vou passar um perfuminho.

“Passar” era bondade minha.

Porque aquela garota praticamente tomava banho de perfume. kk

– Ju, é só uma cervejinha no bar da dona Zilu. – Rio olhando a roupa dela. – Tu tá parecendo que vai pra um aniversário.

– Ai mona, me deixa! kk Eu tenho que tá linda pra essas marmitas me respeitarem. Sou mulher de bandido, tenho que andar sempre bem patroa.

Caio na risada junto com ela.

Até parece que era só por isso…

Juliana sempre foi exagerada mesmo.

Ela pega a bolsa em cima da cama e me encara animada.

– Vamos?

– Bora, maluca. kk

– Ai Bia… tu tá muito gata! – Ela dá um tapinha na minha bunda e a gente desce rindo.

…

Assim que chegamos no pé da escada, vejo tia e tio FP vindo na nossa direção.

– Que surpresa boa, Bianca! Você tá tão linda, meu amor.

Sorrio abraçando ela.

– Obrigada, tia.

Depois abraço tio FP, que beija minha testa com aquele jeitão protetor de sempre.

– Você tá linda, princesa.

– Obrigada, tio.

– Vocês vão sair? – tia pergunta.

– Vamos sim.

– E vão pra onde? Tu nem avisa mais nada, né Juliana? – tio FP fala encarando ela sério.

Seguro o riso.

Ele era tão ciumento quanto meu pai.

– Ai pai… – Ju revira os olhos dramaticamente. – Nós só vamos tomar uma cervejinha no bar da tia Zilu.

Ela abraça ele pelo pescoço e, como sempre, o homem desmonta na mesma hora. kk

– E o RN já sabe disso?

Ju faz uma careta engraçada e concorda.

– Já, pai.

– Vão se divertir, meninas. Para de ser chato, FP. – tia fala puxando ele pela camisa.

Ele ainda resmunga:

– Só fico tranquilo porque sei que o RN tá lá pra cuidar de vocês.

– Paiii!

– Ué, filha… ele é teu namorado. kk

Todo mundo ri.

Mas meu sorriso desaparece no segundo seguinte.

– Se preocupa não. O K2 também vai tá lá. Ele disse que ia beber com os amigos dele, por isso o RN vai ficar por lá também.

Meu coração trava por um instante.

Olho pra Juliana surpresa, mas disfarço rápido.

– Amiga, vamos? – corto o assunto antes que percebam qualquer reação minha.

Ju se despede deles e eu faço o mesmo.

– Bia, domingo vai ter churrasco lá em casa. Seus pais vão também, viu? Chega cedo! – tia fala.

– Pode deixar. Eu vou sim.

Saímos andando em direção ao bar da dona Zilu.

Era perto.

Mas cada passo parecia mais pesado depois que ouvi o nome dele.

K2.

Kaue.

Droga.

Tento afastar aqueles pensamentos da cabeça e focar no que realmente importava: me divertir com meus amigos.

…

O bar tava lotado.

Música alta, cheiro de churrasquinho, gente rindo pra todo lado… e a minha equipe praticamente ocupando uma mesa inteira.

– Olha eles ali! Vamos! – Ju fala animada.

Mas antes de irmos, ela para olhando pra outra direção.

– Vai indo você, amiga. Vou falar com meu boy rapidinho.

Sigo o olhar dela.

RN tava sentado numa mesa mais afastada.

Kaue também.

E junto deles… Aline.

Meu estômago embrulha automaticamente.

Tinha mais um cara sentado de costas, mas nem consegui prestar atenção direito.

– Tá bom. Te espero lá então. – Dou um beijo no rosto dela e sigo até meus amigos.

Assim que me aproximo, Wesley abre os braços dramaticamente.

– E aí, doutora! Puta que pariu… é a médica mais gata daquele postinho!

Começo a rir na mesma hora.

– Para de ser besta, Wesley! Quero ver se o Cláudio escuta uma coisa dessas. kk

Sento perto dele já pedindo um chopp.

Wesley era enfermeiro e trabalhava diretamente comigo.

E o Cláudio, namorado dele, era faxineiro no posto.

Os dois formavam um casal incrível.

Pena que o Cláudio não conseguiu ir porque tava fazendo um extra.

Entre uma cerveja e outra, a conversa vai ficando cada vez mais animada. Logo Ju aparece e se junta ao pessoal.

Ela se dava bem com literalmente todo mundo.

…

Depois de um tempo, Wesley levanta.

– Meninas, vou nessa. Meu bofe já tá me esperando.

Nos despedimos dele e assim que ele sai, Ju me encara.

– Amiga… vamos lá ficar com os meninos?

Faço uma careta na hora.

– Ai Ju… zero vontade de ficar perto da Aline. E muito menos do teu irmão.

Ela sabia tudo que eu tinha passado por causa do Kaue.

Sabia das noites que chorei escondida.

Da raiva que senti dele.

E principalmente… do quanto ainda doía.

Lembro até hoje que ela ficou semanas sem falar com ele por minha causa.

Mas eu mesma pedi pra eles se resolverem.

Não queria ser motivo de briga entre irmãos… ainda mais sabendo que a culpada da história toda fui eu.

Fui burra o suficiente pra me apaixonar.

E no final, quem saiu machucada fui eu.

– Acho melhor eu ir embora já. – Termino minha cerveja me levantando.

Ju segura meu braço na hora.

– Por favor, amiga. Por mim. O RN pediu pra te chamar quando o pessoal fosse embora.

Faço uma cara derrotada.

– Tu é muito chata, sabia?

Ela começa a rir toda feliz.

– Sabia. Agora vamos!

Respirei fundo antes de seguir ela até a mesa.

Aline me viu primeiro.

E claro… já ficou me encarando com aquela cara azeda.

Mas cara feia pra mim sempre foi fome.

Abri meu melhor sorriso só pra irritar ela ainda mais.

– Oi, gente. Boa noite.

Todo mundo respondeu.

Menos ela.

Aline simplesmente virou o rosto e agarrou o pescoço do Kaue como se precisasse marcar território.

Ridícula.

O homem que tava sentado de costas nem se virou pra olhar.

Nem liguei também.

Sentei perto dos meus amigos e evitei ao máximo olhar pro Kaue.

– Pensei que nem vinha ficar com nós, minha fechamento. – RN fala me abraçando de lado.

Sorrio.

– Culpa da tua mulher. Ela me arrastou pra cá.

– Essa aí consegue tudo que quer. Aposto que fez chantagem. kk – ele fala beijando o rosto da Ju.

Os dois eram fofos demais.

– Consigo mesmo. kk

– Pois é, dona Juliana… eu já tava indo dormir.

– Tá cedo ainda, Bia. A noite é uma criança.

– Fala isso porque tu tá acostumado, RN.

Ele começa a rir.

– Isso é verdade. Mas e aí, fechamento… como foi lá no postinho?

– Foi tranquilo. Me dei super bem com o pessoal.

– Aposto. Tu é maneira pra caralho.

– Verdade. Você é incrível, amiga. – Ju fala sorrindo.

Olho pros dois sentindo o coração quentinho.

– Obrigada, gente… Tô muito feliz de estar aqui com vocês.

A conversa continua leve entre nós três.

Mas, mesmo sorrindo… mesmo tentando focar nos meus amigos…

eu sentia.

Sentia os olhos dele em mim.

E odiava perceber que, depois de tudo…

o problema ainda era ele.

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