FAZER LOGINA noite parecia mais escura do que o normal.
Quando Dante estacionou o carro em frente à casa, sentiu um peso estranho no peito, como se o próprio ar ao redor daquele lugar estivesse contaminado. Ele permaneceu alguns segundos com as mãos no volante, olhando para a fachada silenciosa, tentando controlar a respiração.
O carro avançava pela estrada escura como se fugisse não só de um lugar… mas de um destino.Dante mantinha as mãos firmes no volante, os dedos tensos, os olhos fixos à frente. A respiração ainda estava irregular, mas ele não podia se dar ao luxo de perder o controle agora.Atrás, Helena gemia baixo.— Ela tá piorando… — Laura murmurou, segurando o corpo frágil dela contra si. — A gente precisa parar.— Parar não é uma opção — Raul respondeu, olhando pelo retrovisor, ainda esperando ver faróis surgirem atrás deles. — Ele pode estar vindo.Natasha virou o rosto para trás, observando Helena com preocupação.— Se a gente não parar, ela pode não aguentar.O silêncio caiu pesado dentro do carro.Dante apertou mais o volante.— Tem algum lugar… qualquer lugar… — Natasha continuou, a voz mais urgente agora. — Um hospital, um posto, alguma coisa.— Hospital? — Raul soltou um riso nervoso. — E explicar o quê? Que a gente sequestrou uma garota desacordada?— Ela não foi sequestrada! — Laura retr
O corpo de Rafael caiu pesado no chão, sem qualquer reação. O copo escapou de sua mão e se estilhaçou ao tocar o piso, espalhando o líquido restante em volta dele. Por um segundo, o silêncio tomou conta do ambiente, um silêncio denso, sufocante, como se o mundo tivesse parado.— Rafael! — Natasha gritou, o desespero rasgando sua voz.Tadeu tentou segurá-lo, mas já era tarde. Rafael estava desacordado, completamente entregue ao efeito do que havia ingerido.O olhar de Tadeu mudou naquele instante.Frio.Calculista.Perigoso.Sem perder tempo, ele girou o corpo com rapidez, puxando a arma da cintura. Em poucos segundos, atravessou o espaço e agarrou Helena, que ainda estava caída no chão, confusa e fraca. Ele a puxou com brutalidade, envolvendo o braço em volta de seu pescoço e pressionando a arma contra sua cabeça.— NINGUÉM SE MEXE! — ele gritou, a voz carregada de fúria.Helena soltou um gemido baixo, o corpo tremendo.— Tadeu… — ela murmurou, quase sem forças.— Cala a boca! — ele a







