LOGINCapítulo 125 Na segunda-feira, Mia percebeu um problema prático em passar tantas noites no apartamento de Dante. Roupas. Estava diante do armário dele, já pronta para trabalhar, quando lembrou que teria uma apresentação importante depois do almoço e o blazer que combinava com a roupa estava no próprio apartamento. — Droga. Dante apareceu na porta do quarto enquanto ajustava o relógio. — O que aconteceu? — O blazer que eu queria usar à tarde está lá em casa. — Usa outro. Mia lançou um olhar para ele. — Se houvesse outro, você acha que eu estaria reclamando? — Com você, nunca se sabe. Ela consultou o horário. — Se eu sair agora, ainda consigo passar em casa antes do escritório. Só vou precisar trocar o café da manhã por alguma coisa no carro. Dante abriu o armário. — Ou pode deixar algumas roupas aqui e parar de atravessar a cidade sempre que descobrir que trouxe a peça errada. — Eu tenho roupas aqui. — Tem duas blusas, uma calça e aquele vestido. Mia acompanhou o olha
Capítulo 124 Na quarta-feira, Mia acordou alguns minutos antes do despertador. Não abriu os olhos imediatamente. Sentia o braço de Dante ao redor de sua cintura e a respiração tranquila dele contra seus cabelos. Durante alguns segundos, ficou imóvel, aproveitando aquela sensação que começava a se tornar familiar demais. Na noite anterior, não tinham saído para jantar. Não tinham ido a nenhum evento. Não havia viagem, festa ou compromisso que justificasse Dante estar ali. Ele simplesmente ficara. Mia virou-se devagar dentro do abraço. — Está me encarando? — Dante perguntou, sem abrir os olhos. — Como você sabe? — Experiência. — Convencido. Ele abriu um olho. — Bom dia. — Bom dia. Mia tentou se afastar, mas Dante apertou o braço ao redor dela. — Ainda não. — Precisamos trabalhar. — Daqui a pouco. — Meu despertador vai tocar. — Então temos até ele tocar. Mia sorriu. — Você está ficando folgado na minha casa. — Isso foi um convite para ficarmos mais na minha? Ela pen
Capítulo 123Na terça-feira, Mia entrou na sala de Dante e o encontrou parado diante das janelas, observando São Paulo como se houvesse alguma resposta escondida entre os prédios.Ela deixou uma pasta sobre a mesa e consultou o relógio.— Você tem uma reunião em dez minutos.— Eu sei.— Então por que está com essa cara?Dante virou-se, ajeitando o paletó.— Que cara?— A que você faz quando está pensando demais.Ele apontou para a pasta que já estava sobre a mesa. Mia reconheceu imediatamente os documentos do Conselho.Nas últimas semanas, boa parte das pendências societárias havia sido resolvida. A viagem a Milão e o avanço da parceria internacional tinham fortalecido ainda mais a posição de Dante diante dos conselheiros e acionistas. Mas aquela reunião encerraria o processo iniciado meses antes: a consolidação definitiva de sua presidência e do controle da empresa familiar sob sua gestão.
Capítulo 122 Na segunda-feira, Mia chegou ao escritório decidida a fazer uma coisa muito simples. Trabalhar. Nada de contrato. Nada de casamento. Nada de tentar interpretar a frase de Dante pela centésima vez. Quando o contrato acabar, eu quero continuar com você. Era uma ótima frase. Também era uma frase perigosamente capaz de destruir sua concentração. — Bom dia. Mia levantou os olhos. Dante estava diante de sua mesa. Terno escuro, café na mão e aquela expressão perfeitamente profissional que ela já não comprava tão facilmente. — Bom dia. Ele colocou outro copo ao lado do computador dela. — Pouco açúcar. Mia olhou para o café. — Você precisa parar com isso. — Com café? — Com saber exatamente como eu gosto das coisas. Dante sorriu. — Parece tarde demais. E entrou na sala. Mia ficou olhando para a porta. Ótimo. Sua concentração durara aproximadamente quatro minutos. A manhã foi corrida o suficiente para ajudá-la. Relatórios da viag
Capítulo 121 No sábado, Mia acordou pensando na frase de Dante. Eu não fiquei em silêncio porque a ideia me assustou. Era irritante. Não porque ele tivesse dito. Porque não explicara. E porque ela também não tivera coragem de perguntar. Pegou o celular. Nenhuma mensagem. Melhor assim. Precisava de algumas horas sem Dante ocupando todos os espaços da cabeça. Às dez e vinte, o celular vibrou. Alice: Almoço? Mia respondeu imediatamente. Mia: Por favor. Duas horas depois, Alice estava diante dela com uma expressão desconfiada. — Essa cara significa problema. — Nossas famílias querem saber quando vamos casar. Alice parou com o copo a meio caminho da boca. — Desculpa. O quê? — Ontem teve jantar na casa dos pais dele. Meus pais também estavam lá. Laila perguntou quando pretendemos casar. — E você respondeu o quê? — Nada. — Dante? — Disse que ainda não conversamos. Alice apoiou os braços sobre a mesa. — Tecnicamente, ele não mentiu. — Obrigada. Ajuda muito. — Est
Capítulo 120Na quarta-feira, Mia ainda não tinha terminado de desfazer a mala.A maior parte das roupas já estava guardada, mas algumas lembranças de Milão continuavam espalhadas pelo quarto.O livro de fotografia.O marcador que Dante lhe dera.E a camisa dele, agora pendurada no armário como se pertencesse àquele lugar.O celular tocou.Alice.— Finalmente — a amiga disparou. — Esperei um tempo socialmente aceitável para exigir detalhes.— Dois dias não são socialmente aceitáveis.— Para mim são. Como foi a Itália?Mia sentou-se na cama.— Muito boa.— Isso eu já sei. Quero a versão que você não colocaria num relatório.Mia sorriu.Contou sobre as reuniões, o jantar, as caminhadas por Milão.Então chegou ao sábado.— Dante me levou ao Lago de Como.Silêncio.— Alice?— Estou processando o nível de romantismo do seu chefe.— Ele não é só...Mia parou.Alice percebeu.— Não é só seu chefe?— Você entendeu.— Entendi perfeitamente.Mia passou os dedos pelo marcador.— Depois ele organ







