LOGINElisa casou-se jovem demais para entender sobre os desejos dos homens. Seu marido, um homem que sua família comprou para ela, fez apenas uma promessa ao se casar, não a agrediria! E para Elisa, que cresceu sob constantes ameaças, no meio de uma família que só se entendia na frente das câmeras dos jornalistas, era o que bastava. Pelo menos nos primeiros anos de casamento, achou que ter um homem bonito que não batesse nela era o suficiente. Mas, conforme o tempo passava, ela desejou ser notada por ele... Ser tocada intimamente, algo que fosse além do roçar dos dedos quando precisavam manter as aparências no jantar semanal diante de sua família. Mas, quando Elisa descobre que seu marido tinha uma mulher com quem era gentil, atencioso e fogoso, seu mundo desaba. Elisa pede ao motorista que a leve para a melhor balada da cidade, a fim de encontrar consolo em drinques e música alta. Sem perceber, vai parar no território dos Trigêmeos Guerra. Assim como o próprio sobrenome indica, Ettore, Estefan e Ethan não são boas pessoas para se cruzar pelo caminho. Perigosos, intensos e capazes de destruir tudo o que encontram pela frente, os irmãos são atraídos pela pureza e inocência de Elisa. Mas algo tão puro e intocável jamais se manterá igual após passar pelas mãos dos três irmãos. Não existem limites para o que desejam... assim como não existem limites para o que farão para tê-la por completo.
View MoreUma caixa caprichosamente embalada chegou para Elisa Duran, e a empregada subiu animada até o quarto da patroa para lhe entregar.
— Sra. Duran, chegou a sua encomenda! Elisa olhou para o relógio inteligente no seu pulso apenas para confirmar a data. Suspirou desanimada e caminhou na ponta dos pés até a porta. Estava descalça, tinha saído do banho e estava passando esmalte nas unhas dos pés. Sabia o que tinha na caixa luxuosa antes mesmo de abrir e, a julgar pelo olhar empolgado da empregada, ela também sabia do que se tratava. A caixa tinha uma logo discreta, mas a marca era bastante conhecida. Lingeries escandalosas. Era esse o conteúdo da caixa. Elisa, na esperança de seduzir o marido, fez uma assinatura com a loja. Todos os meses, ela recebia uma caixa igual àquela, com lingeries extravagantes, algo que sequer considerava ter coragem suficiente para usar na frente do marido. Sempre provava. Isso ela fazia. Se olhava no espelho e se sentia bonita, mas bonita de um jeito muito diferente, como se ela se tornasse outra pessoa. Elisa gostava de provar aquelas roupas, sozinha em seu quarto, mas, quando o marido estava por perto, ela usava um robe comprido por cima e, vez ou outra, deixava aparecer algum detalhe. Mas tudo o que conseguiu até o momento foi que ele a mandasse trocar de roupa e brigasse com ela por não entender que ele não conseguia sentir atração por ela. César sempre jogava na cara dela que foi um marido comprado e, apesar de não se queixar de todos os benefícios que recebeu para se casar com Elisa, ele dizia que se sentia um gigolô. Por isso, jamais iria para a cama com ela. Três anos de casamento e Elisa permanecia virgem, intocada. O marido não a tratava mal, mas também não era carinhoso, sequer a beijava na boca. No máximo, um beijo na testa na frente de seus pais. Ela não aguentava mais. Via as suas amigas contando sobre suas aventuras sexuais e sentia inveja. Também queria um homem olhando para ela com desejo, apertando a sua bunda, sugando seus mamilos, como costumava contar Tayrime, sua melhor amiga. Elisa queria viver as suas próprias experiências. Era virgem, sim, mas lia muitos romances e aprendeu muito com eles. Tinha vontade de colocar em prática, mas o seu marido parecia um homem muito reservado para esses assuntos. Colocou a lingerie preta e foi para a frente do espelho enorme que tinha em seu closet. Soltou o rabo de cavalo e ficou admirando o resultado. A lingerie cheia de rendas e tiras em lugares estratégicos fez a mente de Elisa voar longe. Nunca tocou em si mesma para se dar prazer. Pelos livros, sabia que as mulheres faziam isso, mas ela desejava as mãos de um homem. Na verdade, tudo o que Elisa mais queria era que o seu marido também a quisesse. César era um homem bonito, de pele clara, com olhos que se destacavam em seu rosto simetricamente perfeito. Era alto e tinha uma postura impecável. E ainda tinha o cheiro. Toda vez que o encontrava pela casa, ele tinha acabado de sair do banho. Ele tinha cheiro de sabonete o tempo todo, e Elisa gostava das manias do marido. Ainda estava se olhando no espelho quando ouviu a voz do marido: — Elisa! Cadê você? Elisa até tentou pegar uma roupa para se cobrir, mas, apavorada, não conseguiu reagir rápido o suficiente. — O que é isso que você está usando? — O marido a mediu de cima a baixo. Seu olhar era neutro, frio, sem nenhuma emoção. — Eu... eu já vou tirar. — Tire isso agora mesmo e vista algo decente, porque nós teremos visita para o jantar esta noite! César dessa vez demonstrou alguma emoção. Parecia ansioso pelo jantar, e Elisa se perguntou quem seria essa visita que fez o seu marido, tão frio e controlado, esboçar uma reação. Elisa fez o que o marido mandou. Colocou um vestido simples preto, sapato de salto alto e um casaco creme por cima. Quando desceu as escadas, ouviu a risada animada de uma jovem que devia ter pelo menos cinco anos a menos que ela. César também ria e segurava a mão dela em um gesto de carinho. Olhou em volta, procurando pelo acompanhante da moça, mas ela estava sozinha. — Elisa, essa é a minha amiga da infância, Olívia Prado. Olívia? Mas essa não era a garota de quem César gostava antes de se casar com ela? Lembrava-se da confusão. Na época, Olívia era menor de idade e, quando a família dela descobriu que César estava indo buscá-la todos os dias na escola, eles a mandaram para estudar fora do país. César ficou desolado, e foi ela quem o consolou. Quando Elisa escreveu uma carta declarando o seu amor, seu irmão mais velho pegou o envelope de suas mãos e o entregou aos pais. No começo, Elisa ficou muito magoada com o irmão. Mas, quando sua família decidiu que a casaria com César, ficou muito contente. César aceitou, porque tornar-se parte da família Duran lhe abriria muitas portas. E ele soube aproveitar cada uma delas. Agora era um empresário bem sucedido, e a família de Elisa acreditou ter feito um bom investimento ao comprar um marido para a filha. Mas a verdade é que Elisa se sentia infeliz e frustrada. Achava que César não tinha a habilidade de sorrir ou ser gentil, mas, naquele jantar, descobriu que não era assim. César era muito divertido e atencioso, só não com ela. Depois de algumas taças de vinho, já estava tonta, e a visita, pelo jeito, não estava com pressa de ir embora. Cansada de ver o marido paparicando outra mulher na sua frente e fingindo que ela não existia, levantou-se e foi para o quarto. Tirou o sapato e deitou-se encolhida na cama, ainda com o vestido. Queria muito pegar no sono para não ouvir os gritinhos de contentamento de Olívia e as risadas graves e animadas do seu marido. Teve a impressão de ter cochilado brevemente, mas, quando abriu os olhos, escutou vozes vindo do quarto que ficava de frente para o seu. Sentou-se na cama, tentando se concentrar nos sons, mas o que escutou a deixou estarrecida. Eram gemidos e um som molhado. Levantou devagar, foi até a porta do quarto. — Ohhh, César... você faz isso tão bem... — Não faz barulho, Elisa vai acabar acordando — ele a repreendeu, e ela escutou o barulho do que devia ser um tapa. Não devia ser de punição, já que Olívia gemeu mais alto ainda. Sem aguentar mais escutar aquilo, Elisa empurrou a porta do quarto onde seu marido transava com outra mulher. — Elisa, saia já daqui. Não vê que estou ocupado? — Ele puxou o lençol para cobrir a amante. — Como tem coragem de me trair dentro da nossa casa? — Traição? Mas quem falou em traição? Nós temos um casamento aberto. Te expliquei isso no dia em que nos casamos.Elisa realmente acreditou que tinha se livrado dos trigêmeos. Já havia se passado um mês desde que os viu pela primeira vez. E, mesmo assim, todas as noites sonhava com três homens grandes e fortes entrando nela, todos ao mesmo tempo, num ritmo implacável.Três pares de mãos apertando seu corpo sensível, três bocas abocanhando seus seios, três línguas lambendo seu sexo, três homens rosnando seu nome enquanto a corrompiam contra o balcão do bar.Sempre acordava suada, ofegante e molhada.Levantou-se da cama letárgica. Arrumou-se devagar e desceu para o café da manhã.César estava arrumando a mesa, colocando a cesta de pães e as jarras de suco no centro.Desde que seus pais começaram a exigir um neto para poder incluir a empresa de César no Grupo Duran, ele mudou com ela.O marido frio e distante deu lugar a um homem atencioso e até carinhoso. Elisa sabia que não era de verdade, sentia isso em seu coração. César queria convencê-la de que podiam ser uma família.Prometeu que não iria par
Elisa jamais escolheria um homem para Ethan matar. Não tinha dúvidas de que o homem que parecia carregar uma tempestade naqueles olhos azuis poderia matar alguém diante de seus olhos.Foi por isso que ela caminhou até o sofá de couro no fundo da sala e deitou-se de lado. Como estava com os braços amarrados, era a única posição em que podia ficar mais confortável.Ethan olhou para a garota no sofá e rezou por algum auto controle. Daquele jeito, encolhida no sofá, ela realmente parecia um bichinho que havia caído em sua armadilha.Aproximou-se lentamente, com medo de Elisa rejeitá-lo. Jamais a forçaria. Se havia algo que ele e os irmãos sabiam fazer, era respeitar o "não" de uma mulher.Elisa estava com os lábios entreabertos, então Ethan se agachou ao lado do sofá e se inclinou para beijá-la.Ela correspondeu ao seu beijo, mas ele estava sedento por muito mais. Então, virou-a no sofá, de frente para ele, aprofundou o beijo enquanto esfregava a própria ereção contra as coxas dela.Amarr
Os trigêmeos encurralaram Elisa como três predadores movidos puramente por instinto.— Eu... Eu... — Elisa sempre gaguejava quando ficava com medo, e, nesse momento, estava com medo deles. — Achei que estava bonito.— Bonito? — Estefan rosnou, espalmando a parede bem ao lado dela. — Você realmente não tem ideia do quanto está linda?— Vem! — Ethan a pegou pela mão e acendeu as luzes, e ela pôde ver o espelho que cobria toda a parede oposta ao bar. — Veja você mesma!Ela ficou na frente, e os três irmãos um pouco atrás dela.Elisa era minúscula perto deles, fazia sentido a chamarem de "bichinho", pois os três homens pareciam seus predadores.Estefan tinha os fios de cabelo castanho-claros, quase loiros, e isso o diferenciava bastante dos irmãos. Ettore tinha uma cicatriz bem feia perto do olho esquerdo, e Ethan era o único com olhos claros.Apesar dessas diferenças, os três eram incrivelmente parecidos. O maxilar tenso e quadrado, a covinha no queixo e o nariz perfeito, como se tivesse
Elisa ficou chocada com a crueza das palavras de Ettore. Pensou em repreendê-lo por isso, mas, ao olhar para Ethan, desistiu.Ethan estava com uma expressão de dor, e os irmãos, dois insensíveis, pareciam não se importar e, pior do que isso, pareciam exigir que Ethan agisse como um valentão e não demonstrasse que estava sofrendo.Então, Elisa teve uma ideia. Se ficassem a sós, poderia cuidar dos machucados dele, dar algum remédio para dor. Sempre tinha um analgésico na bolsa, já que sofria de dores de cabeça com frequência.— Eu aceito o desafio. Quero ficar a sós com Ethan!Ettore e Estefan se viraram para olhar para ela e, pelo canto dos olhos, ela viu o sorrisinho de Ethan.— Tem certeza disso? — Estefan perguntou, sério, e Elisa notou que ele estava chateado.— Sim!— Então, vamos para a nossa casa! — Ethan avisou.— Para a casa de vocês? — Elisa estava quase se arrependendo do seu plano maluco. — Os três moram juntos?— Sim, moramos todos juntos. E fazemos tudo juntos. — Estefan












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