Share

Capítulo 14

Author: DhaSantana
last update publish date: 2026-08-20 02:10:27

Bia Lacerda

Gregório tentou se acalmar mais uma vez. Ele precisava ouvir tudo.

- O que mais aconteceu? Sei que você descobriu de alguma forma.

- Sim eu tinha... - Suspirei. — Bom, ele foi descuidado, Gregório. Foi a única sorte que tive na vida — continuei, engolindo em seco, com a voz cortante. — Ele deixou o notebook aberto na mesa da sala, com a aba do aplicativo de mensagens ativada e sincronizada. Enquanto ele tomava banho, eu levantei cambaleando, com o estômago embrulhado, e fui ver
Continue to read this book for free
Scan code to download App
Locked Chapter

Latest chapter

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 50

    Isabella Marcel — Gregório... — comecei a falar, erguendo uma das mãos no ar para tentar parar aquela torrente de justificativas que não conseguiam curar a ferida aberta no meu peito.Ele me interrompeu.— Julian sempre gostou de fazer tudo certo, Isa — ele disse, com aquela voz calma e grave, os olhos marejados de uma preocupação sincera. — Ele pode ser muita coisa, pode ser cabeça-dura, reservado, às vezes até desastroso para expressar o que sente quando está sob pressão... mas ele sempre tenta fazer tudo de forma correta. Por isso estava lá. Por isso está tentando respeitar os prazos médicos e legais, encarando a situação de frente em vez de fugir como a nossa mãe costumava fazer. Mas a Nadine passou de todos os limites. Ela viu a sua ligação entrar e orquestrou aquela cena em segundos para te destruir.Pressionei os dedos contra as têmporas, sentindo uma pontada aguda de dor de cabeça se alastrar pela minha testa. Respirei fundo, deixando o ar frio da sala entrar nos meus pulmões

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 49

    Isabella Marcel A imagem daquela mulher na tela do meu celular não se apagava. Ela continuava queimando atrás das minhas pálpebras a cada piscar de olhos, uma queimadura fria e lancinante que parecia paralisar todos os meus sentidos.A mulher de roupão de seda champagne, os cabelos levemente desordenados caindo sobre os ombros, a postura de quem se movia com a mais absoluta intimidade pelo escritório privativo de Julian, em pleno meio da noite em Zurique... E aquela voz. A doçura envenenada com que ela o chamara de "meu amor", oferecendo-lhe mais uma dose na cama como se aquilo fizesse parte da rotina doméstica diária dos dois.Ao desligar a chamada de vídeo, o meu apartamento mergulhara em um silêncio absoluto e aterrador.Eu não gritei. Não joguei nada contra a parede. Não tive uma crise histérica. O meu corpo simplesmente reagira como se estivesse em estado de choque, desligando-se do mundo ao redor. Caminhei a passos lentos até o meu quarto, sentindo o chão oscilar sob os meus pé

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 48

    Julian Bernoulli Ouço os gritos da Nadine com meu pai minutos depois.Nadine descera do quarto, percebendo o movimento na casa e a presença do meu pai. Ela percebera que o seu show teatral não havia culminado na minha saída desesperada para o aeroporto como ela planejara, mas sim numa reação em cadeia que ela não conseguia mais controlar.— Vocês não podem me obrigar a nada! — os gritos estridentes de Nadine invadiam o corredor, carregados de um pânico histérico e sem o verniz daquela voz suave de quando ela usava o roupão de seda. — A casa é do Julian! Vocês são uns monstros! Eu estou grávida! O médico disse que eu não posso sofrer pressão! Se vocês me tocarem com uma agulha amanhã sem o meu consentimento, eu coloco a polícia aqui dentro!Caminhei até a porta do quarto e saí para o corredor. Meu pai já estava no topo da escadaria, de pé, impecável no seu terno escuro, olhando para Nadine lá embaixo com o mais puro e sereno desprezo.— A senhora não está sendo coagida a nada, senhora

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 44

    Julian Bernoulli O som da zíper da mala rasgando o silêncio pesado do meu quarto era o único ruído que ecoava naquelas quatro paredes, marcando a contagem regressiva para a minha saída daquele inferno. As mãos me tremiam de uma forma que eu jamais experimentara antes. O desespero e a raiva formavam uma mistura corrosiva no meu peito, queimando cada célula do meu corpo. Cada segundo que eu passava ali parado em Zurique, respirando o mesmo ar que a mulher que acabara de destruir a minha vida, parecia um golpe direto no peito de Isabella.Eu só pensava no olhar dela pela tela do celular. Naquela expressão de dor pura, decepção e mármore antes da tela ficar completamente preta. O pensamento de que ela pudesse estar agora no seu apartamento em São Paulo, chorando e acreditando que eu era o pior canalha da terra, fazia meu estômago dar voltas e a minha cabeça latejar.Peguei o passaporte sobre a mesa de cabeceira e o enfiei no bolso interno do meu casaco pesado. Quando me virei para puxar

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 46

    Julian Bernoulli Liguei para o telefone de Gregório em São Paulo. Eram quase sete da noite lá. O telefone tocou quatro vezes até que a voz do meu irmão atendeu do outro lado, rouca de surpresa. — Julian? Meu Deus, cara, finalmente! Onde você esteve? A Isa... — Gregório... por favor — interrompi-o, a minha voz quebrando por completo, o choro contido há meses, finalmente rasgando o meu peito de forma incontrolável. — Por favor, Gregório... vai até o apartamento da Isa agora. Vai lá, cara, pelo amor de Deus... — Julian? O que aconteceu? Você está chorando? — Gregório perguntou, o tom de voz mudando no mesmo instante para uma preocupação alarmada. — A Nadine... ela armou uma cena no meu escritório no segundo em que a Isa me ligou por FaceTime — consegui explicar, as lágrimas escorrendo quentes pelo meu rosto, manchando o colarinho da minha camisa. — A Isa viu essa mulher de roupão aqui dentro, ouviu ela me chamar de amor... e desligou na minha cara. Ela não atende mais as minhas liga

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 45

    Julian Bernoulli O sangue fugiu do meu rosto no mesmo milésimo de segundo. A sensação foi a de ter levado um tiro no peito à queima-roupa. — Cala a boca, Nadine! — berrei, a voz rasgando a minha garganta enquanto eu empurrava a mulher para longe da mesa com uma força desgovernada, fazendo a bandeja de prata voar longe e a garrafa de uísque se estilhaçar no chão em um estalo ensurdecedor de vidro e álcool. Mas já era tarde demais. O estrago absoluto e irreversível fora feito. Voltei os olhos desesperados para a tela do telefone. O rosto de Isabella na tela passou de uma tristeza contida para uma palidez mortal. Vi o momento exato em que os olhos escuros dela se arregalaram em puro choque, captando a imagem da mulher de roupão de seda ao meu lado, ouvindo a palavra "amor" sair da boca dela com tanta naturalidade, vendo o cenário de intimidade doméstica que Nadine conseguira simular perfeitamente para a câmera. Vi o estilhaçar da confiança no olhar de Isabella. Vi a dor mais profun

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status