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Capítulo 75

Penulis: DhaSantana
last update Tanggal publikasi: 2026-09-04 09:43:43

Bia Lacerda

De repente, o trinco da porta do banheiro girou com um clique suave. A porta se abriu lentamente.

Quando Maya saiu do banheiro, eu sabia que as nossas vidas iriam mudar para sempre.

Ela não disse nada em um primeiro momento. Estava com os olhos fixos na pequena tela digital que segurava com as duas mãos, como se temesse que, ao piscar, os números pudessem sumir ou transformar em outra coisa. O rosto dela estava completamente desprovido de cor, a boca entreaberta e os ombros curvado
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    Gregório Bernoulli Olhei para a minha colega de trabalho, depois encarei Julian, arqueando uma sobrancelha com um misto de cautela e diversão contida. Eu conhecia o meu irmão tempo suficiente para reconhecer os perigos daquele olhar.— É a Isabella — expliquei, mantendo o tom firme e protetor. — Minha colega de laboratório, imunologista brilhante, e uma das pessoas que ajudou a manter o estudo de auto tolerância celular funcionando enquanto a gente enfrentava o último ataque da mamãe. Ela é incrível profissionalmente, mas, Julian... eu te conheço. Nem ouse brincar com ela.Julian virou o rosto para mim, franzindo a testa com um sorriso irônico e desafiador nos lábios, como se eu tivesse duvidado de sua idoneidade diplomática.— Brincar com ela? O que foi, Gregório? Ficou com medo de eu estragar a reputação da sua equipe de cientistas? — ele retrucou, soltando uma risada curta e descrente. — Eu sou um homem civilizado, irmão. Apenas fiz uma pergunta legítima. Ela tem uma presença marc

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    Gregório Bernoulli O burburinho alegre da festa parecia flutuar suavemente acima de nós, embalado pelas risadas abafadas dos convidados, pelo tilintar distante das taças de cristal e pela música ambiente que mantinha o ritmo perfeito para aquela tarde ensolarada na fazenda. Eu ainda sentia a adrenalina deliciosa do altar correndo pelas minhas veias, misturada àquela sensação de paz absoluta que vinha em ondas quentes direto do meu peito. Foi exatamente nesse instante de calmaria e contemplação que senti uma presença firme aproximar por trás, seguida por um abraço caloroso e familiar que quebrou o meu transe.Era Julian. Meu irmão, meu meio-irmão, o homem que havia cruzado o Atlântico e colocado a sua própria engrenagem corporativa em risco para me ajudar a desmantelar a rede de manipulações que nos sufocara por anos.Julian veio me abraçar, ele me parabenizou pelo casamento, pelo bebê e que agora eu tinha todos os motivos para ser feliz. O abraço dele foi forte, carregado de uma leal

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    Gregório Bernoulli O teto da tenda armada na fazenda parecia refletir a imensidão do céu azul de São Paulo, mas nada se comparava ao turbilhão de cores, luzes e sentimentos profundos que explodia dentro de mim. Olhando para a pista de dança onde os convidados riam, brindavam e comemoravam, eu ainda me sentia flutuando em um estado de graça que parecia desafiar todas as leis da física e da lógica.Não acreditava que finalmente estava me casando com a mulher da vida inteira, com a única pessoa que conseguiu furar a minha carapaça de médico metódico e me ensinar o verdadeiro significado de lar. E mais do que isso: que ela estava grávida do nosso bebê... Era muita felicidade acumulada para poucas horas, uma avalanche de bênçãos que parecia redimir cada segundo de dor, solidão e perseguição que enfrentamos no passado recente.Cada segundo daquela festa parecia um fotograma de um filme perfeito, daquele tipo de produção impecável que a gente tem medo de acordar e descobrir que foi apenas u

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    Bia Lacerda Ao chegarmos à fazenda, o cenário que se abria diante de mim era de tirar o fôlego. Um altar rústico e elegante, adornado com milhares de flores brancas e folhagens delicadas, erguia-se sob a sombra generosa de uma centenária árvore de copa aberta. Cadeiras de madeira dispostas em fileiras perfeitas abrigavam os convidados mais queridos: amigos de longa data, parceiros da agência, a equipe médica do hospital liderada por Arthur e Maya — que já ocupava seu lugar de honra como madrinha principal —, e a senhora Nogueira, que sorria orgulhosa na primeira fila ao lado de Julian, recém-chegado da Suíça especialmente para a ocasião, ostentando um terno impecável e um sorriso cúmplice que parecia celebrar a derrocada definitiva de todos os nossos antigos tormentos. E lá na ponta do altar, esperando por mim, estava ele. Gregório vestia um terno azul-marinho perfeitamente tailored, sem gravata, com a gola da camisa levemente aberta. Mas o que chamava a atenção não era a elegância

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