LOGINPor trás de cada grande império, existe uma mulher intocável. Nala Alencar é uma mente brilhante, bilionária e CEO implacável da Alencar Tech. Para o mundo corporativo, ela é um modelo de sucesso inalcançável; para si mesma, ela é uma mulher que aprendeu a controlar tudo — inclusive o próprio coração — construindo muralhas intransponíveis contra os traumas e os medos do passado. Ela não precisa de ninguém para protegê-la. Até que uma grave ameaça coloca sua vida na mira de um inimigo perigoso, forçando-a a aceitar a escolta de Breno. Breno é o novo chefe de segurança da empresa: letal, possessivo, de passado enigmático e com uma presença física impossível de ignorar. Para ele, Nala é um protocolo de proteção rigoroso. Para Nala, Breno é uma provocação diária que testa cada grama de sua sanidade. Entre a tensão sufocante de uma cobertura de luxo, jogos de poder nos corredores da empresa e uma atração física explosiva que nenhum deles consegue conter, uma linha tênue é cruzada. O acordo é claro: manter as aparências estritamente profissionais. Mas quando a desobediência vira uma arma e o desejo se torna inevitável, Nala descobrirá que o maior perigo não está lá fora, mas sim na intensidade de se render ao homem que jurou mant-la a salvo. Até onde uma mulher intocável consegue resistir quando o único homem capaz de derrubar suas defesas decide atacar?
View MoreA memória mais antiga que Nala guardava da mãe não era um rosto, mas o cheiro de jasmim e a sensação de ser embalada com a promessa de que tudo ficaria bem. Aos quatro anos, essa promessa virou fumaça. Com a partida da mãe, o mundo de Nala desabou no silêncio e na ausência.
Mas o pior não foi a dor do luto precoce; foi a traição daqueles que deveriam ser seu porto seguro.
Aos onze anos, a inocência foi violentamente arrancada pela única pessoa que tinha o dever jurado de protegê-la. O homem que a gerou tentou transformá-la em presa dentro de sua própria casa. Para escapar daquele inferno e da ameaça constante, Nala fugiu. O mundo lá fora foi impiedoso: foi arremessada a trabalhar em casas de família em troca apenas de teto e um prato de comida. Naquelas paredes, ela aprendeu cedo demais a ser invisível, a desviar de olhares predadores e de mãos que tentavam tocá-la à força. Todos os homens daquelas casas viam nela um alvo.
Aos quatorze anos, exausta de ser a vítima de um ciclo de abusos que parecia eterno, ela tomou uma decisão drástica, fria e calculista. Entregou sua virgindade a um homem dez anos mais velho, não por desejo, mas como um rito de passagem brutal — um ponto final. Queria tirar deles o poder de achá-la "intocada", de acharem que tinham qualquer controle sobre o corpo dela. Naquela noite, Nala jurou para si mesma que jamais, em hipótese alguma, seria indefesa outra vez.
Se o mundo era um tabuleiro onde os fortes devoravam os fracos, ela não seria a presa. Seria a dona do jogo.
Enquanto outras crianças brincavam, Nala devorava livros à luz de velas escondidas. Quando encontrava um computador velho nas casas onde trabalhava, passava noites acordadas decodificando linhas de código. O intelecto tornou-se sua arma mais letal. Enquanto o corpo crescia — moldando-se em curvas marcantes, uma cintura fina e um conjunto de traços que chamavam atenção onde quer que ela passasse —, a sua mente se tornava uma fortaleza intransponível.
Ela lutou com unhas e dentes para entrar na faculdade de Tecnologia da Informação. Dominou a lógica dos sistemas, aprendeu a invadir redes, a rastrear dados e a cavar segredos que os homens poderosos faziam questão de esconder. Paralelamente, dominou o inglês e o espanhol com a fluência de quem precisava entender o mundo globalizado para conquistá-lo.
Aos vinte e sete anos, Nala não era mais a menina acuada na cozinha de patrões abusivos. Ela era dona de um império tecnológico, uma bilionária enigmática cujos passos faziam o mercado financeiro tremer.
Mas armaduras de ferro pesam. E por trás da mulher fria, temida e intocável, cujas laces mudavam para que ninguém jamais soubesse quem ela realmente era de verdade, habitava uma verdade solitária: Nala havia aprendido a trancar o coração a sete chaves. Amar era sinônimo de perigo. E ela preferia reinar sozinha no topo a correr o risco de sangrar de novo.
Pelo menos, era isso o que ela repetia a si mesma. Até o dia em que o passado e o controle absoluto começaram a desmoronar.
Nas semanas seguintes, a rotina dentro e fora da empresa entrou em um ritmo de calmaria aparente, uma trégua frágil que mais parecia a calmaria que antecede tempestades devastadoras. Nala, decidida a provar para si mesma e para qualquer vestígio de fraqueza que ainda habitasse sua mente que tinha o controle absoluto de suas próprias emoções, cortou totalmente o contato com a agência de modelos de alto luxo e parou de procurar qualquer tipo de distração noturna efêmera. Ela queria provar que conseguia viver perfeitamente bem sem aquele alívio físico rápido e, acima de tudo, queria testar a paciência de ferro de Breno, impondo uma convivência que fosse estritamente profissional, mecânica e fria. Aos poucos, conforme as auditorias de segurança avançavam com sucesso absoluto sob a liderança firme da Titan Security e as ameaças anônimas direcionadas aos servidores da Alencar Tech diminuíam drasticamente — fruto de uma varredura rigorosa que eliminou brechas de rede —, a escolta implacável
A luz da manhã que cortava as frestas das persianas automatizadas da cobertura não trazia calor, mas sim a sensação fria de uma lâmina raspando na consciência de Nala. Sentada à mesa de vidro temperado da sala de jantar, ela empurrava distraidamente um pedaço de fruta de um lado para o outro no prato de porcelana importada, incapaz de engolir qualquer bocado. A dor de cabeça latejante não vinha de excesso de álcool ou de uma noite mal dormida comum, mas sim do peso esmagador de sua própria hipocrisia recém-descoberta. Ela repassava mentalmente cada segundo da noite anterior, lembrando-se do som abafado, dos gemidos que escaparam sem permissão, da porta do quarto que estava propositalmente — ou talvez subconscientemente — apenas encostada. E, embora não houvesse provas materiais definitivas de que Breno estivesse ouvindo cada suspiro na hora exata do seu clímax, a lembrança do olhar pesado, da postura rígida e do sorriso cínico que ele ostentava na entrada da empresa fazia o estômago d
Na manhã seguinte, Nala acordou sentindo o corpo pesado, exausta e tomada por uma raiva profunda. A invasão de Breno na noite anterior, a forma como ele a havia acuado contra a parede e o tom mandão que ele usara ainda queimavam em sua mente como ferro em brasa. Ela era a dona do próprio destino, a mente bilionária que controlava um império de tecnologia; não tolerava ser vigiada de perto como uma criança desobediente, muito menos ser tratada como alguém que precisava de uma babá em tempo integral.Logo cedo, assim que o sol começou a iluminar os prédios de São Paulo, ela mandou chamar sua secretária pessoal e principal confidente, Camila — uma das pouquíssimas pessoas no mundo em quem Nala confiava minimamente para cuidar dos seus bastidores.— Camila, escute bem: eu preciso dar um basta definitivo nessa história de escolta integral. O Breno passou de todos os limites aceitáveis — disse Nala, andando de um lado para o outro na sala, cruzando os braços com força enquanto revisava algun
A raiva corria nas veias de Nala como um veneno quente. Cada segundo que passava fazia a imagem de Breno invadindo sua sala e a chamando pelo primeiro nome voltar à sua mente, alimentando uma frustração difícil de engolir. Ela sempre foi uma mulher que resolveu seus próprios problemas com frieza e cálculo. Não tolerava desaforo, não aceitava ordens e, acima de tudo, não aceitava perder o controle da própria vida.No entanto, desde que aquele homem apareceu, ela sentia que o chão sob os seus pés estava começando a ceder.Já passava da meia-noite quando o carro a deixou na porta da sua cobertura de luxo, no topo de um dos prédios mais caros da cidade. As luzes da metrópole brilhavam lá embaixo, formando um mar de pequenas estrelas artificiais, mas Nala não conseguia apreciar a vista. Sua cabeça estava a mil por hora, latejando de puro estresse. Precisava de alívio. Precisava de uma distração urgente para descarregar toda aquela pressão acumulada antes que fizesse alguma loucura no escri


















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