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Capítulo 84

last update publish date: 2026-05-03 00:14:50
— Está com medo que eu engravide? Ou talvez queira que eu tenha um herdeiro para abafar as coisas que você faz? Me diga, Dominic – você só ficou comigo para fazer um filho? – A voz dela era dura, cortante, e seus olhos agora faiscavam como fogo.

Franzi a testa, incrédulo com o que acabara de ouvir. Ela realmente achava que eu tinha me entregado a ela com esse intuito? Que tudo aquilo – a noite, os beijos, a entrega – tinha sido uma estratégia?

— Claro que não, Stella. Eu só não quero filhos, e
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Michele Araujo De Oliveira César
Ela já casou!
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  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    20

    Acordei com a cabeça pesada, uma dor latejante atrás dos olhos. O sol da manhã entrava pelas frestas das cortinas, e por um instante, não soube onde estava. Sentei-me na cama, confusa, e percebi que estava usando uma das minhas camisolas – uma que eu nem lembrava de ter. O quarto não era o meu.Ouvi o barulho de uma porta se abrindo, e Damon saiu do banheiro, vestindo apenas um roupão. Seus cabelos ainda estavam úmidos, e gotículas de água escorriam por seu peito.— Bom dia... – sua voz rouca chegou até mim, e eu me levantei, sentindo o chão girar sob meus pés.— Bom dia – respondi, com a voz seca. – O que aconteceu?— Você bebeu – disse ele, com um tom que era ao mesmo tempo preocupado e acusador. – Desde quando está com esse vício em vinho, Avery?— Não quero falar sobre isso, Damon – respondi, desviando o olhar.Ele se aproximou, com uma garrafinha de água e um comprimido na mão.— Estou preocupado com você.— Não precisa – disse, tomando o remédio com a ajuda da água. – Quando voc

  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    19

    ---As horas passaram num borrão de farinha, molho e risadas. Clara e eu cozinhamos juntas como nos velhos tempos, e por um instante, esqueci onde estava. A lasanha saiu perfeita – queijo derretido, molho encorpado, massa no ponto exato. A torta de maçã estava dourada, o aroma doce preenchendo a cozinha. Arrumei a mesa com capricho – velas, flores, os talheres de prata que só usávamos em ocasiões especiais. Sorri ao ver o resultado. Estava perfeito.— Parece que saiu de um filme – Clara comentou, com um sorriso. – Ele vai adorar.— Espero que sim – respondi, com um suspiro. – Vou me arrumar.Subi para o quarto, tomei um banho morno – a água escorrendo sobre minha pele, levando consigo o cansaço e a ansiedade – e arrumei o cabelo em ondas soltas. Coloquei um vestido preto de alcinha, justo ao corpo, e um salto prata que fazia meu olhar brilhar. Passei um batom vermelho – aquele que Damon sempre dizia que me deixava irresistível – e desci as escadas, ligando para ele. Já estava atrasado

  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    18

    Assinei mais dois papéis com um suspiro cansado, a caneta deslizando pelo papel com um movimento automático. Peguei a xícara de café que haviam me trazido e tomei um gole – já estava frio, mas eu precisava da cafeína para continuar funcionando. O relógio na parede marcava quase 16 horas, e a pilha de documentos ainda era alta. Minha cabeça doía, meus olhos ardiam de tanto ler, e eu sentia o peso dos últimos dias sobre meus ombros como uma manta de chumbo.Ouvi dois toques na porta e ergui o olhar, tirando os óculos de grau que usava para ler os textos pequenos. Clara surgiu em meu campo de visão, com uma expressão que eu conhecia bem – aquela mistura de determinação e irritação que ela usava quando estava prestes a me arrastar para algum lugar contra minha vontade.— Pode ir levantando, vamos sair – disse ela, com a voz firme. – Chega de ficar trancafiada nesse escritório. Você já está aqui há horas, Ave. Isso não é saudável.Revirei os olhos, apoiando a caneta sobre a mesa.— Clara,

  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    17

    ---Horas depois, Damon apagou a luz do meu abajur.— Pode ligar? – pedi, com a voz suave. – Ainda não terminei de ler.Ele me olhou com os olhos escuros – uma cor rara, que sempre me fascinou.— Já passou da uma da manhã – disse ele, com a voz cansada. – Amanhã você termina.— Damon, está frio aqui...— Coloca um casaco. Você tem milhões no seu guarda-roupa.— Mas eu...— Vá dormir.Seu tom de ordem fez com que eu revirasse os olhos. Liguei o abajur novamente e voltei a ler, ignorando sua presença. Mas, de repente, o livro foi arrancado de minhas mãos com um movimento rápido, caindo no chão.— Desliga essa porra e vai dormir! – ele ordenou, com a voz tensa.— Me obrigue! – desafiei, cruzando os braços embaixo dos seios, fazendo-os subir pelo decote do pijama.Num movimento rápido, ele veio para cima de mim, forçando-me a deitar-me completamente na cama. Seu corpo pesava sobre o meu, e senti o calor de sua pele através do tecido fino de seu moletom. Seu rosto estava a centímetros do m

  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    16

    Desci do carro sozinha, sentindo o peso da noite sobre meus ombros. Coloquei minha digital na porta, e ela se abriu com um clique suave. Adentre o hall, largando os saltos no chão com um suspiro de alívio, e caminhei até a cozinha. As luzes se acenderam automaticamente ao meu redor, e abri o armário, pegando um copo.Ouvi o barulho de passos pesados atrás de mim. Damon entrou na cozinha, seu rosto ainda uma máscara de irritação. Ele me olhou de cima a baixo – o vestido vinho curto, o cabelo bagunçado, o salto que eu acabara de tirar – e cruzou os braços, com uma expressão que não prometia nada bom.Nossos olhares se encontraram, e tomei toda a água do copo, colocando-o no balcão com um movimento seco.— Pode me explicar agora? – perguntou ele, com a voz tensa.— Explicar o que? – respondi, com um tom de desafio, virando-me e abrindo o zíper do vestido atrás. – Eu é que deveria pedir uma explicação, Damon. Pensei que você estivesse em mais uma de suas viagens intermináveis.— Cheguei h

  • Dominic: A virgem e o CEO Bilionário    15

    ---O carro cortava as ruas de Nova York com a velocidade de quem fugia da morte. As luzes da cidade se tornavam borrões coloridos, e o som do motor era uma sinfonia de desespero. Olhei pelo retrovisor e vi um carro preto – o mesmo da boate – nos seguindo a uma distância constante.— Estamos sendo seguidas – Clara murmurou, os nós dos dedos brancos de força no volante.— Merda! – desliguei a chamada de Julian e liguei de volta, com os dedos trêmulos. Ele atendeu na primeira chamada.— POR QUE CARAJOS VOCÊS NÃO ME ATENDEM?! – o grito de Julian chegou aos meus ouvidos como um trovão, e fiz uma careta, afastando o celular por um instante.— Pode descontar seu ódio em nós depois – respondi, com a voz tensa. – Estamos sendo perseguidas pelos Vipers! Eles estão atrás de nós!— Placa! – ouvi barulho de conversa do outro lado, e Julian parecia dar ordens a alguém. – Fica na ligação, Ave. Troy está rastreando vocês.— Está bem... – abri o vidro, tentando ler a placa do carro que nos perseguia.

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