MasukDepois do sexo mais alucinante da minha vida, acabei dormindo no chão com a minha garota em meus braços. Não sei ao certo quanto tempo passou, mas desperto assustado com o barulho da porta se abrindo e um grito estridente de mulher:— Putz, Panda, eu vi o pipi do seu amigo! — A voz é aguda e alta. — Na verdade, Panda nada, esquece o que eu falei, porque eu ainda tô com raiva de você!— Porra, amor... Eu te falei para não entrar assim sem avisar, e agora como é que vou apagar essa cena de merda da sua cabeça? E eu sou seu Panda sim, senhora, já te expliquei tudo, porra, me perdoa logo, minha nanica!Olho assustado e ainda completamente atordoado por ter acabado de acordar, e vejo — bloqueando a porta de entrada do apartamento, a uns três metros da gente — Thiago com a cara do mais puro ódio, me encarando enquanto tenta insistentemente tapar os olhos de Sophia com as mãos, empurrando-a contra o próprio peito. A loirinha desmiolada tenta, sem sucesso, se desvencilhar dele e abaixar se
Anton afasta o homem de mim. Imediatamente, como uma criança birrenta, Yago entra no meio de nós dois, tapando minha visão daquele que sai porta afora com o sócio, indo embora de nossas vidas.Assim que a porta se fecha, Yago vira-se para mim e estende a mão de cara amarrada. Levanto uma sobrancelha, sem entender ao certo o que ele quer com a mão estendida.— Me dá logo, Ailim! — Ele exige, sabe-se Deus lá o quê.— Me dá o quê, Yago? Seja mais claro, porque minha bola de cristal pifou, homem.Cruzo os braços, observando o insano na minha frente.— Eu quero a porcaria do cartão de visitas daquele brutamontes sem noção, porque nem fodendo que você vai salvar o telefone dele na sua agenda!Ele responde irritado, me deixando ainda mais incrédula. É brincadeira, só pode ser brincadeira! Mas se ele quer esse joguinho, bom... que aguente as consequências. Disposta a infernizá-lo, faço uma cara de desdém, com um sorriso de canto de boca e olhar comprimido.— Nem pensar, Castilho... Ele
Depois de todo o inferno, finalmente minha ficha começa a cair. Acabou! Dante está morto e nunca mais será capaz de fazer mal a ninguém. O mais estranho é o vazio que estou sentindo; é como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado. O pedaço da vingança. Foi por causa dele que decidi entrar para a polícia, por causa dele estudei direito, por causa dele me moldei na mulher e na profissional que sou hoje. E agora ele simplesmente não existe mais. O sentimento que tenho é o de que perdi meu propósito, e isso é uma insanidade. Eu deveria estar radiante, feliz por tê-lo feito pagar por tudo o que fez, mas estou me sentindo um monstro por não conseguir sentir isso.Não, eu não me culpo por tê-lo matado; se não fosse ele, seria eu. Também ainda não consegui pensar em como farei a respeito de toda essa bagunça. Não podemos esquecer que sou uma delegada e, mesmo que tudo tenha ocorrido fora das vistas de outros policiais, o asqueroso estava diretamente envolvido com casos que investigamos, a
Ainda segurando seus cabelos, inclino seu pescoço para o lado, expondo a pele clara salpicada de pintinhas fascinantes. Chupo e mordo com força, marcando-a como minha, enquanto minha outra mão localiza seu mamilo, pinçando-o com a ponta dos dedos até arrancar dela um gemido alto e um rosnado de puro prazer.A coisa toda vira uma batalha campal: ela me bate, eu a mordo; ela me masturba, eu a beijo; ela me empurra, eu a puxo de volta, até que o banheiro parece pequeno demais para a nossa insanidade.Pego-a no colo, arrastando-nos para fora do box em direção ao quarto. Foda-se a água espalhada pelo chão ou o chuveiro que continua aberto; eu a quero sem freios nem limitações.Solto-a no centro do colchão apenas o suficiente para contemplá-la dos pés à cabeça. Molhada, descabelada, com os lábios inchados e a pele corada pelas marcas que deixei, ela é deslumbrante — uma verdadeira deusa do caos. Minha tentação, meu tormento.Ela retribui o olhar, devorando cada centímetro do meu corpo o
— Filha de uma puta! Você não vai sair viva daqui, sua vadiazinha! — A voz masculina grita. Não vejo o rosto, mas nem preciso: é Duran que nos ataca.— Você não sabe mesmo a hora de parar, não é, Dante? — Ela retruca com fúria, movendo-se com agilidade pela penumbra. Tento segui-la, mas James me bloqueia com um gesto silencioso.Duran está nitidamente transtornado. A insanidade brilha em seus olhos — o olhar de quem não tem absolutamente nada a perder. Antes que ele possa alinhar a mira, o estampido seco de um único disparo corta o ar. É ela. Ailim atirou direto no peito, sem darle chance de defesa.Vejo o queixo dela tremer antes de desabar de joelhos. Corro até lá e a envolvo nos braços, disposto a protegê-la quantas vezes forem necessárias.— Acabou, minha ruiva. Acabou... — sussurro em seu ouvido, apertando-a contra mim.— Eu o matei, Yago! — Ela não chora mais, mas sua voz é um fiapo de som, como se verbalizar aquilo doesse demais.— Você precisou matá-lo. Ele nunca iria pa
— Que seja, então, mas o senhor fará tudo o que mandarmos e não vai se pôr em risco. Ela é nossa prioridade, e não teremos tempo para ser babás de ninguém. Estamos entendidos?— Vai se foder, Anton. Ela é quem importa.— Vou passar as coordenadas ao James. Venha com ele; nos encontramos em duas horas no local.Dito isso, ele desliga a chamada. Olho para os meus amigos, que nem precisam dizer nada, pois já estão se organizando e sei que virão conosco. James é o único que não parece animado com isso e sai resmungando em inglês, como se nós não fôssemos capazes de entender essa merda.Menos de cinco minutos depois, estamos os quatro em um jipe indo em direção ao endereço — uma área industrial antiga a cerca de duas horas de distância de onde estamos. A noite já caiu e minha apreensão só aumenta. A mensagem que Duran havia prometido mandar com o endereço para a entrega do dinheiro nunca chegou, o que me deixa ainda mais sobressaltado. O que aconteceu para que ele não fizesse contato?







