Mag-log inEmilie tinha uma vida simples e uma fé inabalável, até que um único homem decidiu que ela lhe pertencia. O que ele tirou dela — a família, a inocência, o chão sob os pés — ela jurou nunca mais recuperar. Christian Dumont não acredita em amor. Aprendeu, do jeito mais duro, que confiança é apenas outro nome para fraqueza — até o dia em que uma desconhecida invade seu banheiro armada de uma vassoura, e sem querer, começa a desarmar tudo o que ele construiu por dentro. O que nasce entre os dois não é conto de fadas. É dois corações partidos aprendendo, aos trancos, a confiar de novo — enquanto um passado violento se recusa a ficar para trás. Uma história sobre sobrevivência, poder e o tipo de amor que só floresce depois do fogo.
view moreCapítulo 20 Emilie Acordei sentindo a luz do sol bater de leve no rosto, e a cabeça latejando como se fosse explodir a qualquer momento. Sentei-me na cama, as costas apoiadas na cabeceira estofada de um colchão enorme e confortável demais para ser meu. Reparei que estava sozinha no quarto — e não fazia a menor ideia de como tinha chegado ali. Notei também que não estava com meu vestido, e levei a mão à boca. “Meu Deus, como eu vim parar aqui? Será que…?” Balancei a cabeça, recusando aquele pensamento. Eu jamais me deitaria com um desconhecido — muito menos depois de tudo que já tinha vivido. Levantei-me em busca da minha roupa, mas não encontrei em lugar nenhum. Parei, a dor de cabeça latejando ainda mais forte. “Eu nunca mais bebo na minha vida”, jurei a mim mesma. Ouvi um barulho na porta, que se abriu revelando exatamente quem eu menos esperava — ou talvez, no fundo, quem eu já suspeitava que seria. — Bom dia — disse o senhor Christian, entrando com al
Capítulo 19 Christian Saí correndo daquela mansão. Eu não sou esse tipo de homem — mas perto daquela garota, eu simplesmente não sabia mais como agir. Voltei para minha cobertura e passei o fim de semana inteiro bebendo até não sentir mais nada. Voltei ao trabalho na segunda como se nada tivesse acontecido, mas não posso negar que, em várias noites seguidas, o olhar de puro pavor de Emilie me assombrou antes de eu conseguir dormir. Um mês se passou, e eu não tive coragem de voltar à mansão. Ela sentia nojo de mim — eu sabia disso. Algumas mulheres sentem raiva de mim, outras chegam a me odiar, mas nunca, em toda minha vida, alguém tinha olhado para mim com aquele tipo específico de repulsa. Era sexta-feira. Decidi ir para uma balada, beber, distrair a cabeça, tentar tirar o gosto amargo daquele dia da minha mente. Eu nem sabia direito por que aquela garota insistia em não sair dos meus pensamentos — nunca tinha sequer gostado dela. Liguei para Hamilton, comb
Capítulo 18 Emilie Não consegui gritar. Era como se tudo que eu tinha construído naqueles meses estivesse prestes a desmoronar, ali, com aquele homem sobre mim. Ele também vai me destruir, pensei. Ele também é um monstro. Se ele fizer isso comigo, eu juro que não vou aguentar viver esse pesadelo de novo. Não seria capaz. — O que estou fazendo? — ele perguntou para si mesmo, e finalmente se afastou, levantando-se de um salto. Sentei-me na cama, abraçando o próprio corpo, chorando baixinho, com medo até de fazer barulho. Corri para o banheiro e vomitei, limpando a boca com as mãos trêmulas. Ele veio atrás de mim. — Emilie, me perdoa. Eu nunca faria isso de propósito, nunca te obrigaria a nada que você não quisesse. Fui um idiota. Me desculpa — disse, antes de sair do quarto, batendo a porta atrás de si. Levantei-me segurando o vestido junto ao corpo, já que alguns botões tinham se soltado, e caminhei de volta ao meu quarto — graças a Deus, sem com ningué
Capítulo 17 Christian Fazia uma semana que eu tinha saído da mansão Dumont, e não conseguia parar de pensar naquela cena no meu escritório. Depois daquele dia, a garota passou a me evitar de todas as formas possíveis. Normalmente, as mulheres se atiram aos meus pés, implorando por um pouco da minha atenção. Ela, não. Eu conheço bem o olhar de desejo de uma mulher sobre mim — e ela nunca me olhou assim. Era como se eu simplesmente não existisse para ela, e isso, de um jeito que eu não sabia explicar, estava me tirando do sério. Passei a semana inteira resistindo à vontade de ir até a mansão no meio da semana — fazer o quê, eu nem sabia dizer. O olhar dela não saía da minha cabeça. Maldita garota. Estava na minha sala, na empresa, quando o celular tocou. Já sabia quem seria: Hamilton, meu amigo de longa data — o maior conquistador que eu já conheci, embora às vezes exagerasse na dose. — E aí, cara, vamos pra alguma das suas boates? Beber um pouco, curtir






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