Share

CAPÍTULO 12

Author: Edi Beckert
last update publish date: 2023-11-07 17:04:43

CAPÍTULO 12

— Ah, é brincadeira! — Alicia sorriu sozinha, do nada, como se zombando do casal. — É que Anelise cuidou tanto, que acabei não fazendo nenhum exercício! — gargalhou e Vicente acabou sorrindo, segundos depois, demorou a entender a brincadeira de Alicia. Na verdade, estava satisfeito de saber que Anelise cuidou bem dela, embora Anelise não pensasse como ele, e apertasse os dentes na boca, Alicia estava passando dos limites.

— Mas, amanhã você pode trazer o atestado, farei questão de te ajudar com os exercícios! — Anelise sorriu, debochada, já pensando em como trataria bem a “ex” do seu namorado, amanhã.

Segurou na mão do Vicente e Alicia percebeu que estava sobrando, e enquanto Vicente ajudava Anelise entrar no carro com as flores, Alicia se lembrava que antes as flores eram dela, os cuidados de Vicente eram seus, e hoje lhe sobrou apenas uma carona, e com um funcionário dele.

Sem mais o que fazer no estacionamento sozinha, Alicia entrou no carro e foi para a casa.

Já, Anelise e Vicente foram para o apartamento, e ele esperou até que ela tomasse um banho, enquanto isso arrumou as flores num belo vaso.

Ele reparou que Anelise não abriu nenhum presente do dia anterior, então ele mesmo abriu alguns embrulhos, escolhendo uma roupa nova para a namorada usar, e também o conjunto novo de joias.

Quando ela saiu, adorou a combinação diferente que ele escolheu, então com cuidado ele a ajudou a provar as joias e ficar pronta.

— Gostou? — Vicente passou a mão em seu pescoço enquanto olhavam para o reflexo do espelho.

— Sim, é tudo lindo! — Anelise respondeu, olhando a roupa e as joias.

— É que você não abriu nada, nunca fez isso, então fiquei preocupado. — passou a mão nos cabelos dela, e fez uma carícia que desceu do pescoço aos ombros, tentando chamar a atenção da namorada, que disfarçou e foi arrumar melhor os cabelos.

— Eu estive bem ocupada, assim que puder abrirei o restante. Talvez você esteja exagerando nos presentes... — pegou uma bolsa vermelha, destacando na roupa. — Vamos?

Vicente estranhou, a namorada estava um pouco diferente, hoje. Ele Pensou um pouco, mas depois se atentou a abrir a porta. “Deve ser coisa da minha cabeça.“ — pensou.

Anelise parecia cansada, não falou quase nada no trajeto, e então Vicente quis agradar. Quando ela viu a placa do local, arregalou os olhos.

— McDonald's?

— Sim. Eu sei que é um dos seus lugares prediletos, quero que aproveite bem! — Anelise olhou o local e sorriu satisfeita.

— Nossa! O sorvete daqui é o melhor! Mas, e você? Vai comer num lugar como esse? — Vicente ficou mais animado, havia marcado ponto agora, Anelise ficou feliz.

— Sim, vou comer o maior duplo que tiver! — Anelise vibrou, achando divertido, o grande “CEO”, comendo ali.

Quando sentaram nas cadeiras e foram fazer o pedido, Anelise pediu um sorvete.

— Não vai comer o seu lanche especial? — ela negou.

— Não, eu comi na academia um negócio que levaram lá, só consigo comer o sorvete, agora! — Vicente se perguntava se ela estava bem, pois encostou a cabeça na cadeira e fechou os olhos por um segundo.

— Você está bem?

— Sim. É que estou muito cansada, hoje! — Anelise não quis dizer que Alicia conseguiu mantê-la ocupada o dia todo, e tentou ficar melhor para não preocupar o namorado.

Vicente comeu um belo lanche, e Anelise apenas o sorvete.

— Está tudo bem aí? — Anelise disse zombando, Vicente estava com dificuldades em segurar o lanche e comer sem deixar o nariz sujo de molho. — Parece que está levando uma surra do lanche! — gargalhou e ele percebeu o molho na bochecha e tentou passar aquilo em Anelise que desviou, então ambos sorriram.

Logo depois foram para o apartamento, e ela mal escovou os dentes e já deitou na cama caindo de sono, Vicente observou que não tocou nos presentes, e nem olhou para ele como de costume, usava um pijama bem coberto e virou para o outro lado, então foi deitar ao lado dela.

No outro dia de manhã, acordou melhor. No café comeu com Vicente e depois foi para a academia.

Hoje ela conseguiu descansar de manhã, Alicia não estava, então facilitou. Quando Alicia chegou, logo entregou o atestado a Anelise, pensando que agora a moça não teria mais desculpas para atendê-la e lhe dar as dicas que pediu.

— Estranho... seu médico não deu restrições?

— Não, eu posso fazer os exercícios! — Alicia disse animada, porém Anelise sorriu, “vou lhe ajudar a manter o corpo perfeitamente, já que o médico não deu nenhuma restrição”.

— Venha, Alicia! Pode começar o alongamento com a Natália, que vou preparar o seu treino! — Anelise anotou tudo que Alicia faria enquanto estava lá, na academia havia um documento que ficava tudo organizado, e então o seu treino começou.

Alicia viu uma moça fazendo exercícios para a barriga, então logo achou interessante dar umas dicas, mas ela nem conseguiu se aproximar, Anelise deu de dedo.

— Alicia, o seu treino já está atrasado! Trouxe os pesos menores, são de um quilo, no total! Bora começar a cuidar da barriga e dos braços, nem vá para o outro lado! — Alicia olhou ao redor, e percebeu que não seria fácil, era melhor começar logo, então não falou com ninguém, até as novas instruções.

— VAMOS ACELERAR! MAIS RÁPIDO, MAIS RÁPIDO! SEM PARAR, PARA NÃO PERDER O RITMO! — Anelise gritou.

— Estou exausta... — Alicia quis parar, mas Anelise não deu espaço.

— SE PARAR VOU AUMENTAR O RITMO! SEU MÉDICO DISSE QUE ESTÁ MUITO BEM, VAMOS, VAMOS! — Anelise bateu palmas para acelerar, e fez os exercícios bravamente na frente de Alicia, que passou vergonha, com tentativa nula de acompanhar o ritmo da personal.

— Alicia, é melhor deixar os pesos, agora!

— Por quê? Vou descansar, agora? — Alicia ainda tentava concluir a meta da personal.

— É melhor não abusar de musculação, acho melhor fazer polichinelo. — Alicia arregalou os olhos, pensando que iria morrer ali.

— Não entendo... tantas opções de treinamento e quer que eu faça esse exercício bobo que faço em casa? — Alicia soltou os pesos e respirou pesadamente, encarando Anelise.

— É um exercício leve, não posso correr riscos! — a personal disse, sorrindo internamente, porém Alicia sabia que cansaria muito mais, e não teve escolhas.

“Ninguém mandou dizer que te cansei ontem... você não viu o que é cansar, minha filha! Vai pensar duas vezes, antes de querer voltar para me perturbar!“ — Anelise pensava.

Um tempo passou e Anelise só dizia para ela continuar, e Alicia já estava cansada, aquele exercício se tornou repetitivo e ela estava exausta, não aguentava mais.

Anelise deu a sua aula normalmente, Alicia não lhe deu trabalho, pois ficou a tarde toda ocupada com o treino, Anelise se divertiu fazendo o que gostava, até o momento em que parou para tomar água, e Alicia tentou tirar ela do sério outra vez...

— Vou ligar para o Vicente! — Alicia falou para a Anelise que também estava com a sua garrafa.

— Ah, é? — tomou a sua água normalmente e deu uma dica para uma aluna ali perto.

— Sim, vou pra casa mais cedo, acho que fiquei muito tempo fora da academia, e você está se aproveitando, mas antes vou dizer ao Vicente o que fez comigo! — Anelise queria rir, mas se conteve.

— Sério? Pensei que estivesse gostando, já preparei muitas sessões para você treinar...

— Não, pode deixar! Eu vou falar com o Vi, e dizer a ele que você tentou me punir de algo que nem sei o motivo! — foi até a bolsa e pegou o celular, então Anelise ficou observando, queria gargalhar quando viu que ela não conseguiu.

— Bom... O Vi deve estar ocupado demais, caso contrário, me atenderia no segundo toque! — Alicia comentou meio sem graça, com um sorriso forçado.

— Provavelmente... ou talvez não quisesse.

— Acho que vou chamar um Uber, mais tarde falarei com ele, e amanhã estarei nova em folha! — Alicia comentou, se apoiando no balcão e Anelise sorriu internamente.

— Ah, está bem! Deixemos para amanhã, então! — Anelise falou e na mesma hora o seu celular tocou, era Vicente e Alicia viu, ficou irritada, esperando mais um pouco lá, enrolando para ouvir a conversa.

Vicente avisou a noiva que não poderia ir buscá-la hoje, estava bastante ocupado e ligaria para ela em breve para explicar. Vicente ainda pediu um favor, e Anelise apenas passou o recado:

— Alicia! Vicente pediu que te avisasse que o assistente dele já a espera no estacionamento! — Alicia a olhou incrédula e colocou a mão na cintura.

— E, ele não me atendeu, por quê? — Anelise abriu a boca para responder, mas Alicia a interrompeu. — Ah, acho que estava ocupado no segundo que liguei! — comentou, mas internamente se perguntava: “e, por que ligou para Anelise?“ — Anelise gargalhou, dessa vez não se conteve.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 79

    CAPÍTULO 79 Anelise encarou Vicente com o rosto erguido, e foi soltando a sua gravata enquanto o encarava, e assim foi tirando cada uma das peças do belo traje cor preta, do seu marido. Ele não perdeu tempo e a agarrou pela cintura, encostando o nariz na sua pele tão gostosa, fazendo uma trilha de beijos, enquanto ela passava as unhas nas suas costas. — Te amo, Vicente... — Te amo mais, Ane... Seus corpos se envolveram num momento íntimo. As chamas que sempre existiram entre eles, estava cada vez maior, e ambos ficavam mais dependentes um do outro. As suas mãos percorriam seus corpos nus com voracidade, fazendo com que arrepios os deixassem perder o sentido. Anelise tocou o membro dele, que simultaneamente também a tocou, e apenas o barulho das respirações eram ouvidas, que ficavam cada vez mais fortes. Vicente virou a esposa de costas. — Coloque as mãos na parede... — ela fez o que ele pediu, e sentiu a sua intimidade se contrair ainda mais

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 78

    CAPÍTULO 78 Depois que as coisas se resolveram, a vida de Vicente e Anelise começou a progredir. Alicia foi presa e condenada pelos crimes que cometeu, assim como o Robson, o seu irmão e também o falso médico que ajudou a Alicia. Os pais de Vicente ficaram muito felizes com a volta do casal, e fizeram de tudo que podiam para ajudá-los a começar uma nova vida, inclusive os acompanharam até a casa dos pais de Ane, para intensificar os laços familiares e deixar bem claro que o filho deles não era uma pessoa ruim, embora a essa altura, os pais dela e até Nayara, já estavam convencidos disso. Dessa vez o casamento entre eles se concretizou. Vicente não quis esperar mais, e programou uma bela festa num lugar famoso e sofisticado de Curitiba. É claro que a mídia estava toda lá, embora havia uma equipe para controlar isso, e ninguém conseguiria chegar perto dos noivos para fazer perguntas, Vicente não queria que incomodassem Anelise, havia entendido a lição. Anelise

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 77

    CAPÍTULO 77 — Mas, como? Eu mesmo acompanhei alguns procedimentos, conversei com o médico, isso não faz sentido! — Vicente falou já irritado. A atendente viu um dos médicos passando e aproveitou para chamá-lo, explicou a situação e mostrou os exames a ele, que deu uma olhada e depois olhou sério para todos. — Essa paciente não tem nada. Na verdade, eu trataria com ferritina, tem início de anemia, “não câncer”! — Merda! — Vicente falou furioso e Anelise encostou nos seus ombros tentando acalmá-lo. — Vicente, deixe pra lá... — O senhor conhece o doutor Mussolini? — Vicente perguntou entre dentes. — Não... conheço um residente com esse sobrenome, apenas. — Obrigado! — Vicente segurou na mão de Anelise e imediatamente ligou para Alicia, que sorriu aos quatro ventos quando viu seu rosto na tela. — Vi... — Me encontre em quinze minutos no mesmo consultório da última vez, quero conversar com o seu médico! — Ah, mas... — Quinze minutos, Alicia! — É que ele não tem consulta hoje

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 76

    CAPÍTULO 76 — A nossa história parou, Vicente... olha a quanto tempo estamos afastados. — Anelise falou, e Vicente olhou sorrindo para o filho. — Não, não parou... nosso filho continuou crescendo dentro de você! E, o sentimento também não morreu, sinto muito bem as vibrações do seu corpo quando te beijo, e hoje você estremeceu... — levou a mão até a dela a tocando, e seu corpo ficou bem perto do dela, Anelise voltou a sentir aquele cheiro tão familiar que a envolve naquele homem de uma forma diferente. — Impressão sua... — ela sussurrou, tentando mentir até para si mesma, mas Vicente não desistiu. — Eu já disse que te amo, vamos dar um jeito no restante. Podemos voltar para cá depois que resolvermos toda a questão da empresa. Mas por favor... casa comigo? — levantou a mão dela e começou a dar beijos suaves, trazendo de volta à memória dela, quando estavam tão bem, antes dele desaparecer da sua vida, e então respirou soltando o ar que estava preso. Anelise deu um leve sorriso. Po

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 75

    CAPÍTULO 75 Anelise começou a chorar e Vicente também. Ela não conseguiu responder, apenas entregou o bebê nos braços do pai que chorava tanto quanto ela. Anelise colocou as mãos nas costas dele, impulsionando para que Vicente entrasse, não adiantaria mais esconder. — Entra! Precisamos conversar! Vicente mal sentiu as pernas, acabou caminhando com Anelise para dentro da casa e sentou naquele sofá. Ele não disse nada, apenas olhava para o bebê, puxou a coberta olhando as suas roupinhas, observando cada movimento. — É um menino? — perguntou emocionado. — Sim... é seu filho, Vicente! Se chama Samuel. — o bebê voltou a chorar, então ele o entregou para Anelise, que tirou o seio para amamentar, e Vicente não tirou os olhos daquilo, ainda não estava acreditando que ela havia escondido o próprio filho dele. Vicente esperou que o bebê ficasse satisfeito ficou em silêncio enquanto Anelise o amamentava e depois observou quando ela ficou em pé e o fez ar

  • Droga! O CEO é substituto na vida dela!   CAPÍTULO 74

    CAPÍTULO 74 — Tudo bem, mas fique do lado de fora! Eu ainda não cheguei em casa! — Ela respondeu assim, pois ela resolveria tudo e Vicente não veria o bebê. — Ok, eu já estou a caminho! — Vicente desligou irritado, Anelise estava mesmo com aquele cara e o quer longe da sua vida, “porque as coisas precisavam ser assim?“ — pensava. Théo estava ao lado, ouviu parte da conversa. — Linda, vai com o meu carro, vou aproveitar para fazer uns exames, depois eu dou um jeito de ir, fica tranquila! Acha que consegue dirigir? — olhou pra ela com carinho, de certa forma ela precisava resolver isso sozinha, e ele faria exames para descobrir sobre o seu problema enquanto dorme. — Sim, eu acho que vou aceitar, quero resolver isso logo! — ela o abraçou e se despediu. Quando chegou na casa dos pais, Vicente já estava lá. Ele viu o carro e logo bufou, lembrando da cena de meses atrás, e já foi logo atacando Anelise: — Agora está explicado! Esse carro era do teu a

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status