INICIAR SESIÓNTatiane acariciou os cabelos de Bia.— Acho que ainda faltam uns dois meses. Está tão ansiosa assim para conhecer seu irmãozinho?— Eu só quero ver como ele é.Tatiane sorriu.— Quando ele nascer, você vai descobrir.De repente, sentiu um movimento na barriga.— Seu irmão mexeu.Bia imediatamente colocou a mão sobre a barriga da mãe.No mesmo instante, o bebê deu outro chute.— Mamãe, o que o meu irmão está fazendo?— Deve estar aprontando aí dentro.Bia encarou a barriga da mãe com toda a seriedade e tratou de repreender o irmãozinho:— Nada de ficar aprontando dentro da barriga da mamãe! Senão sua irmã vai bater em você.Tatiane não conseguiu conter o riso.E, curiosamente, depois da bronca de Bia, o bebê realmente se aquietou.— Pelo visto, no futuro, só você vai conseguir colocar seu irmão na linha.Nos dias seguintes, Henrique levou até a propriedade os designers responsáveis pelas alianças e pelas joias, além da equipe encarregada do vestido de noiva.Todos apresentaram esboços i
Na hora do jantar, Henrique não desceu.O mordomo explicou que ele ainda estava ocupado e que, mais tarde, mandariam levar a refeição até o escritório.Tatiane olhou para Bia.— Então vamos comer primeiro, Bia. Não vamos atrapalhar o papai.A menina assentiu.— Está bem.Depois do jantar, quando uma funcionária se preparava para levar a comida de Henrique para o andar de cima, Tatiane pediu que Bia ficasse assistindo televisão por um tempo e subiu junto.Parou diante da porta do escritório e bateu.Ao ouvir a resposta lá de dentro, abriu a porta e pegou a bandeja das mãos da funcionária.— Pode deixar comigo.Henrique ergueu os olhos assim que a viu entrar.A irritação em seu rosto desapareceu quase no mesmo instante, e ele deixou os documentos de lado.Tatiane, porém, percebeu.Um segundo antes, ele estava claramente de mau humor.Ela se aproximou, colocou a bandeja sobre a mesa e começou a arrumar os pratos e os talheres.— Aconteceu alguma coisa?Henrique fez um gesto para que ela s
Bia foi levada pela babá para o quarto, onde faria a higiene antes de dormir.No quarto do casal, Henrique abriu o guarda-roupa, pegou o pijama e as roupas íntimas de Tatiane e levou tudo para o banheiro.Depois voltou até o sofá e a tomou nos braços.Tatiane nem se deu ao trabalho de olhar para ele.Afinal, aquela não era a primeira vez que Henrique tomava banho com ela. E ela sabia muito bem o que provavelmente aconteceria em seguida.Àquela altura, só lhe restava aceitar.Pouco depois, o banheiro já estava tomado pelo vapor quente.Henrique passou um braço pela cintura dela, inclinou-se e mordiscou seus lábios antes de aprofundar o beijo.O calor úmido do ambiente tornava tudo ainda mais íntimo.Tatiane ergueu os olhos para ele, a voz rouca:— Vá com calma.Henrique a envolveu por trás e respondeu em tom baixo, tentando tranquilizá-la:— Eu vou tomar cuidado.Tatiane perdeu a noção do tempo.Quando já não aguentava mais, Henrique finalmente parou.Depois de ajudá-la a se limpar e se
Na véspera da viagem de Henrique e Tatiane para a Austrália, o grupo se reuniu para jantar na Residencial Aurora.Felipe, Cristiano e os outros também apareceram.Tatiane chegou a ligar para Nadja, querendo convidá-la. Mas, como Aureliano havia sido internado de repente, ela precisava ficar no hospital cuidando dele e não pôde ir.Roberto já tinha voltado havia algum tempo, mas, poucos dias antes, viajara novamente para Boston.Todos estavam reunidos em um amplo jardim de inverno aquecido, aproveitando o churrasco.Noemi olhou para a barriga de Tatiane e comentou:— Tati, olhando para a sua barriga, eu apostaria que é menino.Tatiane usava um vestido largo de tricô, que deixava apenas a curva da barriga em evidência. Enquanto comia um pedaço de carne que Henrique acabara de cortar para ela, perguntou:— Dá mesmo para saber só por isso?— Dizem que, quando é menino, a barriga fica mais compacta e projetada para a frente — Explicou Noemi. — Pelo menos foi assim com as minhas primas. Quan
— Que bom, professor...Tatiane nem terminou a frase. Henrique a interrompeu:— Então não vamos atrapalhar o Sr. Leandro enquanto ele visita o paciente. Nós já estamos de saída.Leandro lançou um olhar de relance para Henrique antes de voltar a atenção para Tatiane.— Vá para casa. E tome cuidado no caminho.Tatiane assentiu.Henrique segurou a mão dela e a conduziu para fora do saguão sem lhe dar chance de dizer mais nada.O carro já os esperava na entrada.Assim que entraram, o veículo deixou o hospital.Durante alguns minutos, nenhum dos dois disse uma palavra. O silêncio dentro do carro era denso o bastante para denunciar o mau humor de Henrique.De rosto fechado, ele mantinha os olhos voltados para a janela.Tatiane o observou por alguns segundos.— Em que você está pensando?— Em nada.A resposta saiu seca demais para convencer alguém.— Em nada? Então por que essa cara?Henrique permaneceu em silêncio por um instante antes de se virar para ela.— Você parecia ter bastante assunt
Depois que Leandro se sentou, Roberto puxou assunto sobre trabalho.Ele realmente estava em Boston para resolver algumas questões profissionais.— E a Tati, como está? — Perguntou com naturalidade.— Está bem. Só ainda não recuperou as lembranças do passado.Leandro assentiu, como se entendesse a situação. Não pareceu especialmente surpreso.Depois do jantar, os quatro deixaram o restaurante e seguiram até o estacionamento.— Quando tivermos tempo, marcamos de novo. Na próxima, eu pago. — Disse Leandro.— Combinado. Dirija com cuidado.— Pode deixar.Antes de ir, Leandro voltou os olhos para Nadja e fez um leve aceno de cabeça.Em seguida, entrou no carro e foi embora.— Vamos voltar também. — Disse Roberto.Assim que chegaram ao apartamento, Nadja recebeu uma ligação de Tatiane.— A Noemi comentou comigo que o professor estava em Boston. Vocês chegaram a se encontrar?— Sim. Jantamos com ele hoje, junto com o Beto. Mas ele volta para Nova York amanhã.— Entendi. Pelo jeito, o professo







