เข้าสู่ระบบ— Ah, e como está o professor? — Tatiane perguntou de repente.No dia anterior, Noemi tinha contado sobre o trabalho que ela fazia antes e mencionado também que Patrícia trabalhava na Alvorada.Desde que Leandro deixara a Islândia, Tatiane não tivera mais nenhuma oportunidade de falar com ele.— Ele foi para os Estados Unidos a trabalho. Não está em Nova Aurora e provavelmente ainda vai demorar um pouco para voltar. — Respondeu Patrícia.— Entendi.Patrícia estava prestes a acrescentar alguma coisa quando ouviu passos firmes se aproximando por trás.Ao perceber que Tatiane olhava naquela direção, virou-se também.Henrique vinha pelo corredor.Seu olhar passou por Patrícia, frio e cortante.Por um instante, ela sentiu um arrepio na espinha.Mas, assim que Henrique se aproximou e voltou a atenção para Tatiane, aquela frieza desapareceu por completo.— Sobre o que vocês estavam conversando?— Nada demais. Só estava conversando um pouco com a Paty.Henrique assentiu de leve.— Vocês podem
— Você conhece bem a Nadja? — Perguntou Tatiane.— Não diria que somos próximos. Mas por que resolveu procurar por ela de repente? Aconteceu alguma coisa?— Não. Nada demais.Henrique não insistiu. Preferiu mudar de assunto.— Neste fim de semana, o filho do presidente de uma empresa parceira vai se casar. Vamos ao casamento. Quem sabe a gente pega um pouco da sorte dos noivos.Tatiane levou o copo aos lábios, tomou um gole de água morna e o pousou de volta sobre a mesa.— Hum.Havia, porém, uma coisa que vinha despertando sua curiosidade.Bia já estava tão crescida, mas Tatiane não tinha visto uma única foto de casamento dela com Henrique no Residencial Aurora.Provavelmente, os dois nunca tinham feito uma cerimônia.Ela não chegara a perguntar diretamente a Henrique. Quando voltou para casa, tentou sondar Mônica, mas só ouviu que as circunstâncias em que os dois haviam oficializado o casamento tinham sido um pouco complicadas.Tatiane conseguia imaginar o que aquilo queria dizer.Naq
— Tá bom, tá bom. Olha só como você ficou ansiosa.Sérgio riu.— O nome dela é Marina Bezerra. É a filha caçula do presidente do Grupo Veredas. E também é prima do Henrique.Patrícia não esperava que a jovem fosse prima de Henrique.— E ela é boa no que faz?— Aí eu já não sei. Ouvi dizer que ela só voltou no ano passado, depois de se formar em Londres. Mas, se conseguiu uma vaga como assistente do Felipe, incompetente não deve ser.Patrícia cruzou os braços, recostou-se no banco e voltou a olhar pela janela.— Com uma família dessas, e foi justo escolher trabalhar como assistente do Felipe...Sérgio sorriu de leve.— Talvez ela só queira ganhar experiência por conta própria.Patrícia não respondeu.O silêncio se instalou no carro por alguns instantes, até Sérgio voltar ao assunto que realmente lhe interessava.— E vocês dois? Até onde chegaram?— Ele continua tão travado quanto sempre. Até onde você acha que a gente poderia ter chegado?Felipe simplesmente não sabia namorar.Na verdad
— Não parece, mas até que você é bem generoso.— Eu sempre fui generoso.Tatiane revirou os olhos.— Tá bom. Agora você já pode ir embora.Naquele dia, Bianca tinha levado Bia de volta ao Residencial Villa Serena. Já fazia algum tempo, afinal, que a menina não passava uns dias com eles.Henrique arqueou as sobrancelhas.— Está com tanta pressa assim para me mandar embora?— Ou você está pensando em ficar?— E por que não? Ou você pode voltar comigo.— A gente não combinou que seria amanhã?— Que diferença faz hoje ou amanhã?— Se eu disse amanhã, é amanhã.Henrique soltou uma risada, rendido.— Tudo bem. Amanhã saio mais cedo do trabalho e venho buscar você.Já estava ficando tarde, e ele acabou deixando a casa da família Oliveira sem insistir de verdade em ficar.Depois de acompanhá-lo até a saída, Tatiane subiu para o quarto.Na tarde seguinte, Sérgio e Patrícia foram até a empresa de Felipe para conversar sobre o andamento do projeto.Como Leandro não pôde comparecer, os dois foram
— Só não quero, pronto.Henrique a observou por um instante e apertou de leve a mão dela.— Tudo bem. Se não quiser ser minha assistente, posso arrumar outra função que tenha mais a ver com você. Você escolhe o que prefere fazer.— Primeiro vou procurar alguma coisa por conta própria.— Está bem. Mas me avise antes de decidir.Tatiane assentiu.Em seguida, pegou o controle remoto e ligou a televisão.O olhar de Henrique desceu até a barriga dela.Sem prestar atenção, quase não dava para perceber qualquer diferença. Ele pousou a mão sobre o ventre de Tatiane e sentiu sob a palma a curva discreta que começava a se formar.Ao sentir o toque, ela se contraiu por reflexo.O calor da mão dele atravessava o tecido da roupa e chegava à pele.— O que foi? — Perguntou Henrique.Tatiane relaxou aos poucos.— Você é quente demais.— Melhor ainda. Assim eu te aqueço.— Mas eu não estou com frio.Henrique ficou sem resposta.Quando Felipe voltou para a casa da família Oliveira depois de fazer hora e
Só então Henrique voltou a falar do outro lado da linha:— Estou aqui perto da Rua das Magnólias.Tatiane se surpreendeu.Naquele dia, a caminho da casa da família Oliveira, havia passado por aquela região. Não ficava muito longe da mansão do Jardim das Colinas.Ela respirou fundo.— Então venha para cá. Vou pedir que preparem alguma coisa para ajudar com a bebida.Henrique respondeu com a maior naturalidade:— Está bem.Menos de vinte minutos depois, o carro parou diante do portão da mansão.Henrique entrou na sala. Àquela hora, a casa já estava mergulhada em silêncio.Ao ouvir passos na escada, ergueu os olhos.Tatiane vinha descendo com um vestido longo rosa antigo, que deixava à mostra apenas os tornozelos finos. Nos pés, usava pantufas de coelhinho. Os cabelos compridos caíam soltos pelos ombros, e a luz quente da sala suavizava ainda mais seus traços delicados.Mesmo à distância, Henrique quase podia sentir o perfume leve dela.Foi em sua direção.Tatiane o observou se aproximar.







