Compartir

Capítulo 2

Autor: Ana Elói
last update Fecha de publicación: 2023-04-05 10:05:08

P.V. Daniel Hart

– Pode falar. – Atendi o telefone, olhando os papeis em minha mão.

– A senhorita Cameron está aqui, senhor. – Minha secretaria diz.

– Deixe entrar. – Desligo sem esperar uma resposta.

Assino os papéis confirmando mais um projeto. A porta é aberta segundos depois, Sophia Cameron entra na sala bem vestida como sempre. Vestindo um vestido tubinho preto, social Oxford, justo em seu corpo. Seu cabelo em ondas negras indo até o meio das costas.

– Já acertei com seu pai sobre a nova quantidade de peças que será realizada para a coleção dos carros. – Abrir a gaveta do lado esquerdo da minha mesa e eu peguei uma pasta.

Não tem porque a Sophia ter vindo aqui, há não ser que tenha havido algum problema. Olho para ela.

– Você sempre indo direto ao assunto. – Sophia está com as mãos de frente ao corpo e um sorriso no rosto.

– Sabe que não gosto de perder o meu tempo, Sophia. – Olhei a quantidade de papéis naquela pasta e passei a língua preguiçosamente pelo lábio. – O que você faz aqui?

– Sim, eu sei muito bem. – Ela olha a pasta em minhas mãos. – Não sei se você se lembra, mas precisa se alimentar também. Almoçou hoje? – Sophia apoiou as mãos na cadeira da minha frente, inclinando o seu corpo levemente para frente. – Sabe que horas são? – Ela estreita os olhos em minha direção.

Quatorze horas da tarde. É claro que sei a hora, ela dá um sorriso sem graça.

– Tenho alguns trabalhos pendentes. – Volto minha atenção para os papéis que estão na pasta. – Posso almoçar depois.

Sophia deu a volta na mesa e escorou seu corpo contra a mesa.

– Trabalhos pendentes? Você é o homem mais pontual e organizado que conheço, Daniel. – Ela queria uma sobrancelha. – Vamos lá, apenas um almoço.

– Troco o almoço pelo jantar, que tal?

Eu não estou nem um pouco a fim de parar o meu trabalho agora. E conversar com ela nesse momento só está me atrasando.

– Sempre negociando. – Sophia cruza os seus braços na altura do peito, seu sorriso aumentou. – Ok, te espero para jantar hoje. Na sua casa?

Faça um gesto de cabeça concordando.

– Até. – Não dou espaço para que ela prolongue o assunto.

Sophia me conhece bem e não insiste, logo sai de minha sala me deixando sozinho novamente. Quase 7 minutos perdidos. Ouço duas batidas na porta quando estou na segunda linha da primeira folha em minhas mãos. Parece que ninguém quer me deixar trabalhar hoje. Soltei os papéis sobre a mesa e olho em direção a porta. Relaxando o corpo na cadeira e apoiando o cotovelo no apoio, passo o polegar pelo queixo. Jeff entra na minha sala e vê que estou olhando para ele dar um sorriso sem graça.

– Vejo que você não está no seu melhor humor. – Jeff fecha a porta atrás dele.

Jeff está em um perfeito terno na cor azul-escuro. Seu cabelo em um dread na altura do ombro está amarrado em um rabo de cavalo. Jeff é alguns centímetros mais baixo do eu e ele adora chama atenção com as suas vestimentas, esse tom de azul-escuro é o mais básico que ele consegue usar. Não é à toa que ele é chefe do setor de publicidade e propaganda da minha empresa. Seu tom de pele em um marrom avermelhado, Jeff está sempre sorrindo e conversando. Essa é a parte ruim de conversar, pelo menos comigo, já que se dependesse dele poderíamos passar horas e horas conversando sobre assuntos aleatórios.

– Comparando que você é a segunda pessoa no dia que vem atrapalhar meu trabalho. – Fingi pensar em suas palavras. – Sim, estou de mau-humor.

– Cara, você precisa relaxar. – Jeff ajeita terno em seu corpo e senta na cadeira na minha frente sem ser convidado. – Você por acaso já almoçou?

– Por que todo mundo agora resolveu se preocupar com a minha alimentação? – Faço um estalo com a língua e não escondo a minha irritação.

Jeff riu.

– Deixa eu adivinhar? – Ele ainda diz risonho. – Sophia estava aqui por causa disso? Te convidando novamente para almoçar.

Sofia só consegue me encontrar aqui pela parte da manhã e muito raramente como hoje na parte da tarde, então a chance dela fazer algum convite é almoçar. Porque na parte da noite sempre tenho um compromisso, exceto caso sugiro que a gente se encontre na parte da noite. Recusei os últimos cinco convites dela para almoçar e não temos luz encontrado nos eventos familiares, resolvi aceitar dessa vez.

– Perdi 7 minutos e uma conversa tola. – Suspirei. – Algo que podemos combinar por uma troca de mensagem no celular.

Jeff riu alto. Já se foram três minutos gastando com esse cara.

– Como se você usasse o seu celular para falar com alguém sobre qualquer outro assunto que não seja trabalho, Daniel. – Jeff nega com a cabeça. – Você tem que lembrar que tem uma vida pessoal, mano. Uma vida…

– E você está aqui para falar sobre trabalho ou não? – Interrompi ele.

Ele ergueu as mãos no ar como se estivesse se rendendo.

– Ei, calma. – Riu novamente. Ele está rindo bastante, talvez eu devesse dá mais trabalho para esse homem. – Estou aqui para falar sobre o trabalho.

– E por que não mandou uma mensagem? – Olhei para ele chocado. – Porque, no fundo, eu tenho certeza que isso poderia ter resolvido com uma simples mensagem.

Jeff tem uma mente brilhante e uma coisa que eu não me arrependo é de ter contratado ele. Deixei toda a área de publicidade e marketing com ele, confiando completamente no seu trabalho. E até hoje nunca me decepcionou.

– Porque eu não estava a fim de ouvir um não. – Não havia mais sorriso em seu rosto. – Recebemos uma proposta de uma faculdade de Publicidade. É um lugar bem respeitado e bem frequentado atualmente. Sr. Willis é o diretor e está promovendo essas palestras no qual você foi convidado.

– Acabei de autorizar a produção de mais de 50 máquinas para uma construção civil daqui a dois meses. – Massageei as têmporas. – Não tenho tempo para dar palestra em uma faculdade.

– Vai ser importante para a empresa, nos dando mais visibilidade…

Olhei para ele chocado com o tamanho interesse nessa faculdade.

– Por acaso você se lembra onde trabalha, Jefferson? – Encaro ele seriamente. – Com toda certeza não estamos necessitados.

– Não, não estamos. – Ele concorda. – Mas marketing nunca é demais e você sabe disso. Você atingiu um patamar que não é mais questionável, produzimos mais de 100 mil peças por hora. Ok, isso é perfeito! – Ele dá um sorriso admirado e vejo essa empolgação enquanto ele se ajeita na cadeira, inclinando o seu corpo levemente para frente. – É um engenheiro mecânico bem invejado, e largou a engenharia mecânica automotiva porque achou que a faculdade estava muito atrasada para o seu conhecimento. Fechou uma parceria incrível com a família Cameron, produzindo peças de primeira mão e uma quantidade enorme para uma linha de carros que sinceramente revolucionará o mercado. – Jeff riu. – Mas quem é Daniel Hart? Sabemos que você é perfeito na sua área profissional, mas os seus esforços até aqui? O que você sentiu? O que você passou? Daniel, encontramos uma forma perfeita de trazer o lado mais humano para essa empresa. Aqueles futuros profissionais podem estar trabalhando para você daqui a um tempo. Proponho lidarmos com o lado emocional das pessoas e assim conseguir mais clientes e inspirando outras pessoas.

– Odeio quando você vem com esses textos para tentar me convencer. – Relaxei na cadeira e fechei os meus olhos por alguns segundos.

– Bem, como falei, eu não queria receber um homem não. – Senti desconforto em suas palavras e abrir meus olhos. – Espero ter te convencido porque eu já confirmei a sua participação nas palestras.

– Você o quê?! – Me levanto.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 67 - Livro 2

    Aproveitamos ao máximo o tempo na Disney, proporcionando a Melinda uma experiência incrível. Passamos horas nos divertindo, e até mesmo o Daniel, conhecido por seus raros sorrisos, pareceu se divertir imensamente. Ele até sugeriu que deixássemos a Melinda aos cuidados de um atendente para que pudéssemos aproveitar uma atração da qual ela estava com medo, mas o Daniel estava ansioso para experimentá-la.– Vocês não podem sem mim! – Melinda bateu o pé e cruzou seus braços.– Melinda, não me estressa. – Diz Daniel deixando uma família passar na nossa frente, porque Melinda estava atrapalhando ele de entrar. – Você vai ficar aqui quietinha…– Sou uma

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 66 - Livro 2

    O Sr. Moreau, dono da MoNavu, subiu ao palco fazendo um longo discurso e agradecendo a presença de todos. Depois foi apresentado via um vídeo a parceria feita com cada um dos parceiros. Melinda me cutucou, olhei para ela que apontou para Daniel. Com um lindo sorriso no rosto sussurrou um “parabéns” automaticamente me lembrei do primeiro evento que tivemos juntos na época da faculdade. Estava tão incomodada por estar usando vestido e salto alto e todas aquelas pessoas me olhando, passei anos e mais anos fugindo das atenções. Naquela noite consegui todas as atenções possíveis. Porém, Daniel estava lá, o homem do qual nunca imaginei que meses depois estaria casada.Ele disse que conseguiria e aquele momento mesmo visto de longe, e duvidando que eu pudesse ter visto coisa. Não imaginava que aquela palavra poderia ter tanto significado.Um tempo depois todos os parceiros juntamente com os diretores da MoNavu e o Sr. Moreau subiu ao palco para tirar fotos juntos, mas dessa vez sem entrevist

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 65 - Livro 2

    Nunca vou me acostumar com salto alto, sinto que estou andando em uma corda bamba e a ideia não me anima em nada. Essa era uma das primeiras festas formais das quais Daniel e eu estávamos presentes como casal e agora casados, desde que foi assumido a público nosso relacionamento corremos de tudo que foi possível dos holofotes. Ontem houve um jantar na casa de um amigo e cliente de Daniel, havia mais gente do que o esperado e claro que esse amigo aproveitou a oportunidade para nos exibir em sua casa.Hoje estamos em uma festa produzida pela MoNavu da qual estaria divulgando as suas mais novas parcerias. Eu queria financiar uma festa à parte entre mim e MoNavu, apenas para que eu possa ter mais destaque, o que não era necessário. Agradecia meu marido constantemente por sempre querer me deixar nas alturas, mas gostaria de estar em contato com as outras parcerias. É uma forma de todos se conhecerem e ter uma noção de quem me aliar futuramente. Já conquistei uma grande influência por casar

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 64 - Livro 2

    Havia um longo tapete sobre a escada e Melinda me ajudou a tirá-lo, fomos até a área interna da casa à procura de uma corda. Encontramos um lugar com algumas ferramentas de jardinagem e assim contamos dois pedaços de corda que seria o suficiente para o que queria fazer. Agora seria preciso achar um bom colchão para que fizéssemos a nossa aventura. Optei por pegar o colchão de um quarto vazio e por sorte esse colchão nos lados tinha uma alça personalizada para caso quisessem tirar o colchão do lugar.Com ajuda da Melinda levamos o colchão até a casa principal que seria feita de escorregador. Peguei outro colchão e deixei que a Melinda empurrasse escada abaixo, ele seria o nosso apoio para que não passassem direto. Mas claro que um colchão não seria suficiente para nos barrar, com a ajuda da Melinda movemos o sofá para o meio da sala e de frente para grande escada tomando uma certa distância para não recebermos o impacto muito grande.Amarrei as cordas na alça do colchão. Coloquei bem p

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 63 - Livro 2

    P.V. Layla BarrettParis sem dúvidas é um lugar incrível, a iluminação da cidade me encanta, mas a torre Eiffel sempre chamou a minha atenção. Melinda dormiu durante o voo e a carranca em seu rosto sumiu ao chegar na cidade. A sua curiosidade era perceptível, Daniel só soltou a mão da menina quando chegamos no condomínio onde alugamos uma casa para ficar nesse tempo que estaremos em Paris. Nossas coisas foram levadas para os quartos e devidamente arrumados. Havia um chefe de cozinha disponível para nós.Ao sair da cozinha vejo Daniel sentando no sofá, finalmente podendo relaxar. Entreguei a ele a taça de vinho e olhei ao redor, à procura da Melinda.– Onde está a Melinda?A casa está silenciosa demais. Daniel me perguntou como que eu gostaria da casa e com muita insistência falei que queria algo pequeno já que seria nós três. Ele parecia ter ouvido tudo ao contrário, a casa é gigante composta por quatro cinco, sete banheiros, uma garagem que cabe cinco carros e uma grande área interna

  • Ela é a protegida do CEO   Capítulo 62 - Livro 2

    P.V. Layla Barrett– Melinda, não vamos levar Apolo para Paris. – Disse uma vez e parecia que não entrava na cabeça da menina.Junto com a Matilde coloquei algumas roupas em cima da cama, no cronograma ficaremos no máximo uma semana. Agora estamos indo dois dias antes e dizem que criança se suja muito, então estou sendo bem seletiva com as suas roupas. Claro que dinheiro não é um problema e qualquer coisa que falte podemos comprar em Paris, mas não tem porque ficar gastando dinheiro sem necessidade. Melinda tudo que precisar aqui e levaremos o necessário.– Alguém precisa cuidar dele…– Matilde ficará com Apolo.– Mas ele vai sentir saudade de mim. – Balança de um lado para o outro em cima da cama.– E quando você voltar matará a saudade. – Sorri, informando o óbvio para a criança teimosa.Faz 10 minutos que a Melinda está tentando convencer a levar Apolo.– Mas…– Ei, pequena. – Matilde chama a atenção dela. – Deixe o Apolo aqui comigo, cuidarei dele muito bem e assim não ficarei soz

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status