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Ele Escolheu um Herdeiro, Então Forjei Minha Morte
Ele Escolheu um Herdeiro, Então Forjei Minha Morte
Penulis: Crystal K

Capítulo 1

Penulis: Crystal K
Meu companheiro destinado, Dexter, tornou-se Rei Alfa quando seu irmão morreu. A coroa veio com um preço: ele também herdou a companheira viúva do irmão, Jenica. Tudo porque ela podia lhe dar o que eu não podia. Um herdeiro de sangue puro. Todas as manhãs, eu era forçada a suportar o cheiro de outra loba na pele do meu companheiro. Um lembrete constante e sufocante de que eu, sua companheira destinada, por ser mestiça, havia falhado. Esse era o meu tormento. Minha realidade. Até o dia em que Jenica anunciou que estava grávida.

— Parabéns, Jenica. Um herdeiro real de sangue puro traz nova esperança ao reino. — Disse a voz da Anciã Erin ecoando na sala do conselho.

Congelei do lado de fora da porta, apertando os resultados de laboratório que eu tinha acabado de buscar. Dexter havia dito que iria precisar desses dados sobre a estabilidade da linhagem real para preparar a sucessão. Mas agora estava claro que um novo sucessor já havia sido escolhido.

— Que a Deusa da Lua nos abençoe, esta criança será o herdeiro mais forte que nosso reino já viu. — Disse outro ancião, a voz carregada de reverência. — Um príncipe Alfa de sangue puro. O primeiro em séculos.

Empurrei a porta. A conversa morreu instantaneamente. Dexter estava sentado à cabeceira da mesa, o brasão real — uma lua cheia prateada cruzada por garras afiadas — pendendo acima dele. Mesmo em um terno humano sob medida, seu poder era uma presença física no ambiente, uma aura de comando que irradiava a cada respiração. Ao seu lado, Jenica acariciava suavemente a barriga levemente inchada. Um sorriso orgulhoso e triunfante no rosto. Ela era a mãe do futuro príncipe.

Mas meus olhos se fixaram no colar em seu pescoço. A Pedra do Brilho Lunar. Uma relíquia sagrada que apenas a verdadeira companheira do Rei Alfa tem permissão para usar. Era minha.

— Noelle.

Um lampejo de algo indecifrável cruzou os olhos de Dexter quando me viu.

— Você está aqui.

Não olhei para ele. Meu olhar permaneceu preso à garganta de Jenica.

— A Pedra do Brilho Lunar ficou bonita em você. — Eu disse, com a voz neutra.

A mão de Jenica foi instintivamente ao colar. Ela sorriu, a própria imagem da elegância.

— Obrigada, Noelle. Dexter disse que o herdeiro real precisa do poder da pedra para estabilizar a energia alfa dele.

— Noelle, sente-se. — Disse a Anciã Erin, apontando para a cadeira mais distante da cabeceira da mesa.

— Temos assuntos a discutir.

Sentei-me, colocando o relatório sobre a madeira reluzente.

— Os dados estão todos aqui. A linhagem real enfraquece na terceira geração, a menos que…

— A menos que o quê? — A voz de Dexter carregava o comando afiado do Rei Alfa.

— A menos que ambos os pais sejam de uma linhagem real pura.

O ar na sala ficou imóvel. A Anciã Erin assentiu, a expressão presunçosa.

— É por isso que a presença de Jenica é tão vital para o reino. Ela vem de uma linhagem antiga e de sangue puro. A criança dela será a mais preciosa de todas — um herdeiro real de sangue integral.

Os olhos de Dexter vasculharam meu rosto, procurando algo.

Talvez raiva.

Talvez protesto.

Talvez desespero.

Ele não encontrou nada além de uma máscara serena.

— Eu entendo. — Eu disse, levantando-me.

— A Pedra do Brilho Lunar deve, de fato, proteger o herdeiro de sangue puro. Vou providenciar para que o restante dos itens cerimoniais da Luna seja enviado da minha suíte também.

— Noelle… — Dexter finalmente falou, com um traço de incerteza tingindo o seu tom.

— Algo mais? — Perguntei, olhando diretamente para a Anciã.

Um brilho satisfeito surgiu nos olhos de Erin.

— Não. Você pode ir.

Peguei a pasta agora vazia e me virei para sair. Ao alcançar a porta, ouvi a voz suave e enjoativa de Jenica.

— Dexter, sinto o bebê se mexendo. Ele deve estar sentindo o poder Alfa do pai. Essa energia… só a verdadeira realeza pode possuí-la.

Então veio a resposta baixa e maravilhada de Dexter.

— Sim, eu consigo sentir. Esse poder… é assim que um verdadeiro herdeiro real deveria se sentir.

A porta se fechou atrás de mim.

Mais tarde naquela noite, eu estava sentada no quarto temporário do décimo segundo andar para o qual havia sido relegada, encarando as luzes da cidade. Era uma imitação pálida da suíte cobertura real. Sem banheira circular, sem varanda ampla, nem sequer uma cama king size. Apenas uma cama de casal comum.

Ouvi uma batida na porta.

— Entre.

Dexter entrou. Ele havia tirado o paletó do terno, e estava com as mangas da camisa arregaçadas até os cotovelos. Mesmo a sós, ele carregava a aura inconfundível de um rei.

— Você está com raiva? — Perguntou em voz baixa.

— Por que eu estaria?

Ele sentou ao meu lado na cama.

— Por causa da Pedra do Brilho Lunar. Por causa de Jenica. Por causa da… sucessão.

Finalmente me virei para olhá-lo.

— A sucessão?

— Noelle, você sabe que eu preciso colocar o reino em primeiro lugar. — Disse ele, a voz marcada pelo cansaço ensaiado de um rei.

— Um mestiço não pode herdar o trono. É uma regra selada há mil anos. Eu preciso de um herdeiro de sangue puro.

Minha mente voltou três anos no passado. A noite em que ele colocou pela primeira vez a Pedra do Brilho Lunar em meu pescoço, logo após nossa cerimônia de vínculo.

— Só existe uma mulher digna de ser minha Luna, e é você, minha companheira destinada. — Ele havia jurado.

E:

— Noelle, eu juro, não importa o que aconteça, você é a única para mim.

E agora?

— Isso é apenas para a continuidade da linhagem, Noelle. — A voz dele era suave, persuasiva, manipuladora.

— Meu amor por você não mudou. Jenica é apenas… uma necessidade política.

Uma necessidade para o reino. Que desculpa nobre e conveniente.

Assenti.

— Eu entendo.

— Entende mesmo? — Ele pareceu visivelmente aliviado.

— Entendo.

Aproximei-me, invadindo o espaço dele como havia feito por mil noites antes.

— Vem, me abraça.

Tentei me fazer acreditar. Acreditar que nada disso era escolha dele, apenas o peso esmagador da coroa. Dexter me puxou imediatamente para seus braços, o queixo apoiado no topo da minha cabeça. Esse abraço, antes meu refúgio, agora parecia uma jaula.

E então eu senti o cheiro.

O aroma de sândalo, selvagem e agressivo, emanando de sua pele.

O cheiro de Jenica.

Não era novo. Por meses, esse cheiro havia se agarrado a ele como um filme que ele não poderia lavar. Eu me obrigava a ignorar.

Mesmo quando a agonia rasgava nosso vínculo de companheiros enquanto ele se deitava com ela, eu ainda forçava um sorriso quando ele voltava para mim.

Mas naquela noite, depois de tudo o que acontecera, o cheiro estava forte. Inconfundível.

Um pesadelo do qual eu não podia escapar.

Meu corpo enrijeceu, e a náusea se enroscou no meu estômago.
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