LOGINAnyelle
Cheguei no baile e já recebi vários olhares. Escrotos! — Menina aqui só tem boy magia. — Bruna fala e reviro os olhos. — Só bandidos. — Bandigatos — O que? — Bandigatos, bandidos gatos. — Que merda de nome. Fiquei dançando com a Bru, e logo encontramos a Sofya. — AMIGAS. — Sofya chega nos abraçando. A louca já ta cheia de intimidade, não queria usá-la, mas é necessário. — Oi gata — Esse baile ta o fluxo, meu irmão arrasa. Olho para o camarote, e vejo um cara me encarando. — Sofy quem é aquele que ta olhando pra cá? — Aquele é o Phellipe. — O PH? Ela concorda com a cabeça. De longe e no escuro não iria reconhecê-lo, meu alvo está bem ali, me encarando como um leão faminto. Fiquei dançando com as meninas, e as vezes olhava para o camarote. — Amiga me apresenta teu irmão. — Claro, vamos la no camarote. Subimos e dei de cara com o monstro. Depois de nos apresentar, eu e as meninas descemos. Já estava alterada, eu e as meninas rebolamos até o chão, e chamamos a atenção de muitos homens. Dispensei vários caras, não queria ficar com ninguém, afinal eu odeio bandido, mas teve um que vinha se aproximando de mim, e esse não dispensaria. — Tô afim de tu. — Ph já chega me encoxando. — Que pena, porque eu não estou nem um pouco interessada. — Eu só tô querendo conversar. — Sei qual tipo de conversa você quer. — Eu sou o dono do morro, e se eu digo que quero conversar, nós iremos conversar. — Vai me obrigar a conversar? — Só quero conhecer a nova moradora, que ta deixando vários apaixonados pelo morro. — Não me interesso por nenhum deles. — Tu ta falada, eu já estava louco para saber se era verdade que a nova moradora é gostosa, e pelo que tô vendo é verdade. — Então estou aprovada? — dou uma voltinha, e vejo ele morder os lábios. Nojo! — Mais que aprovada, quer dançar? — Achei que iria me oferecer uma bebida primeiro. — Achei que iria querer beber algo depois de dançar. — não querido, eu quero agora, preciso ficar bêbada para conseguir dançar com você. — Ah mais eu quero agora. — Tá, eu vou pegar. — ele me agarra pela cintura, cheira meu pescoço e sai. — Menina tu já ta pegando o chefão? — Bruna chega até mim. — Ainda não. — Tu vai dar pro cara que tu quer matar? — Tenho planos, farei ele se apaixonar por mim, e depois que ele comer nas minhas mãos, eu o mato. — Ele é tão gato — Um assassino você quer dizer. — Mas não deixa de ser gato. Lá vem o bonitão, tchau e aproveita essa delícia. — Voltei gata. — Vodka, obrigada Phellipe. — É Ph, porra! — Desculpa. — que ódio desse cara, e eu vou ter que transar com ele, mas não vou fazer isso hoje, tenho que fazer ele implorar. Fiquei dançando e roçando minha bunda em seu membro, já estava sentido ele animado. — Não me provoca garota. — Não estou fazendo nada. Continuo dançando e me insinuando, até que ele me pega pela cintura e me beija. Nojo é só o que estou sentindo. Ele me agarra ainda mais e aprofunda o beijo, eu retribuo, pois tenho que fingir gostar dele. O beijo vai ficando mais quente, e ele começa a passar a mão por baixo de meu vestido, suas mãos vão de encontro a minha intimidade, e ele acaricia ainda por cima da calcinha. — Vamos pra minha casa. — Não posso. Saí de perto dele, ajeitei meu vestido e fui curtir o baile, deixei ele ali sozinho, com sua ereção enorme amostra. ... Eu e as meninas estávamos dançando como três bêbadas loucas, e cantarolando as músicas. Todos já estavam nos olhando, eu digo todos, porque eram todos mesmo. Vejo o monstro me olhar, e seus olhos demonstravam desejo. — Caralho, nunca me diverti tanto como hoje, eu amo vocês. — Sofya nos abraça. — Eu também amo vocês. — Bruna fala e as duas começam a pular e gritar. — Acho melhor ir pra casa, vocês duas já passaram do limite. — sou a única sã nesse trio. — Durmam na minha casa hoje, por favorzinho. — Sofya faz bico e acho uma graça. — Por mim tudo bem. Subimos o morro praticamente de quatro, eu exagerei na bebida hoje e isso não pode acontecer, tenho que ficar atenta a tudo. Chegando na casa da Sofy e eu fico emocionada, sorte que ela estava bêbada, e não percebeu nada. — Não chora minha florzinha. — Bruna me abraça. — Aqui não mudou nada, apenas as mobílias que estão diferentes e modernas. E meu quarto, que hoje é da Sofya, continua da mesma cor, lembro que mamãe não queria que eu pintasse de lilás, ela falava que era cor de menininha, e ela não queria me ver como uma fraca, mas papai me defendeu, e disse que eu era a menininha dele, e não era fraca, ele que me ajudou a pintar. — Desculpa, mas sua mãe era uma chata. — Ela era uma ótima mãe, apenas queria me ver sendo forte, assim como ela era. Sofya nos emprestou uma roupa de dormir, e caímos na cama dela, nós três dormimos na mesma cama. Acordo e vejo que ainda são 06:00, e uma sede me consome. Vejo que a Bruna dorme com as pernas em cima da Sofya, e ela com os braços na cara da Bru, e as duas estão babando. Tirei uma foto, porque sou dessas que j**a na cara os micos das amigas. Desci as escadas e fui até a cozinha, peguei uma garrafa de água e me servi. Escuto um barulho na porta e logo pego uma faca, quando eu ia avançar na pessoa, vejo que é o Ph. — Calma ai morena, sou eu. — Quase te mato. — não que eu não quisesse matar ele, mas ainda quero ver ele sofrer antes da morte. — Ta fazendo o que acordada essa hora, aliás o que faz na minha casa? — Sofy chamou para dormir aqui, eu tive sede e vim pegar água. — De boa, ta gostosa nessa camisola. — A Sofy me emprestou. — Fica bem melhor em você. — Não deixa a Sofya ouvir isso. Ele se aproxima e eu me afasto, acabo batendo no balcão, bem clichê, mas não tenho culpa do balcão está ali, fico encurralada, isso faz com que ele ataque imediatamente meus lábios. Acho que ele já está caindo nas minhas garras, e isso é ótimo. Eu entrelaço minhas pernas em sua cintura, e ele me beija ainda mais, logo ele me põe sentada no balcão e com desejo beija meus lábios, dando leves mordidas, ele desce até meu pescoço, e deixa a marca de um chupão lá. Com suas mãos grandes, massageia meus seios, ainda por cima da camisola, vai descendo até minha intimidade, afasta um pouco minha calcinha, e penetra um dedo, logo ele ta me levando a loucura, como pode ser tão... Droga porque estou gostando. Que se dane, eu preciso deixar acontecer, ele precisa confiar em mim. Então eu me entrego a suas carícias. Vejo que ele esta super excitado, e chegou a hora de sair e deixá-lo ali mais uma vez, duro e cheio de tesão. — O que foi morena? — Eu não posso. Saí correndo e segurando meu sorriso. Ah Ph, já estou conseguindo te deixar louco, tu ainda vai comer na minha mão.Liz O sol banhou o Morro Senegal em um brilho dourado, mas aquele não era um dia comum. Era o dia do meu casamento com Brandon. E desta vez, não era apenas um pacto de amor e poder entre nós dois, era uma celebração que selava a nova era do morro sob os olhos de todos, incluindo minha família, que já haviam retornado das férias. A pequena igreja da comunidade, um refúgio de fé e tradição no coração do morro, estava abarrotada. Seus bancos de madeira simples mal comportavam a multidão que ansiava por testemunhar. O cheiro de flores frescas e incenso se misturava ao perfume familiar da pólvora e do suor que permeava cada viela. Era o nosso santuário, e ali, diante de Deus e dos nossos, iríamos nos unir. Eu caminhava pelo corredor, o vestido branco, era uma visão que parava o tempo. Longe de ser um traje de noiva tradicional e volumoso, ele era a personificação da minha força e elegância. Confeccionado em um crepe de seda pesada e fluida, com um brilho sutil que capturava a luz, ele
Liz Os dias que se seguiram transformaram o Morro Senegal num palco para a minha vontade. A cada nascer do sol, as punições impostas aos traidores se desenrolavm, cravando minha autoridade na mente e no corpo de cada morador. O Coveiro, sujo e exausto, era a prova viva de que a arrogância se pagava com a miséria. A Velha Coruja, com sua faixa, tornou-se a voz que proclamava minhas vitórias. E Beto Sem-Braço, com seu corpo moído pelo trabalho forçado, era um monumento a insubordinação. O Morro Senegal respirava um ar de respeito. Os boatos cessaram, os murmúrios se transformaram em ordens obedecidas. A paz, a minha paz, havia sido imposta. E com ela, a prosperidade começava a florescer sob o meu pulso firme. As "bocas" funcionavam sem problemas, o dinheiro fluía, e até as famílias mais afastadas sentiam a diferença de ter uma Patroa atenta. Uma noite, a brisa trazia o cheiro de maconha das bocas de fumo e o som abafado de um samba distante. Eu estava na varanda da minha casa, obser
LizO cheiro de suor e pólvora ainda estava impregnado nas minhas narinas quando estacionei a moto na boca do morro. A adrenalina da caçada a Marcus começava a se dissipar, dando lugar a uma satisfação fria. A lição havia sido dada, e o recado claro: o Morro Senegal tinha uma nova patroa, mesmo que temporária, e ela não tremia nas bases. Ph, meu pai, sabia que podia contar comigo para manter a ordem enquanto ele aproveitava suas merecidas férias.Brandon se aproximou, limpando o sangue seco de Marcus da sua mão com um lenço. Seus olhos encontraram os meus, e um aceno de cabeça mudo trocamos. Aquele era o nosso idioma, o entendimento sem palavras que só existia entre quem compartilhava o mesmo tipo de fardo.— O Chris tá lá dentro com uns vapores, patroa. Parece que tem uns recados chegando — ele disse, sua voz rouca, como sempre.Meus passos ecoaram no corredor estreito da boca. Lá dentro, a fumaça de cigarro e o cheiro doce de maconha disputavam espaço no ar abafado. Chris estava sen
Liz — Ele pagou? — Minha voz soou impaciente no celular. Já passava das quatro da tarde, e Marcus ainda não havia dado as caras. — Não, patroa, ele sumiu. O vapor que estava na cola dele disse que ele despistou. Um arrepio frio percorreu minha espinha, mas não de medo, e sim de uma raiva crescente. Sumiu? Comigo, ninguém sumia. — Ele não sabe com quem está mexendo. Reúna os vapores. Quero todos na boca em cinco minutos. — Sim, patroa. Olhei para Brandon, que estava ao meu lado, sua expressão séria refletindo a minha. — Ele vai se arrepender de ter nascido. — Sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. Brandon apenas acenou, seus olhos fixos em mim, entendendo a fúria que eu sentia. Não era só sobre o dinheiro, era sobre autoridade. Era sobre mostrar quem mandava agora no Morro Senegal. Chegamos a boca e os vapores já estavam reunidos. A tensão era palpável no ar. Todos sabiam que Marcus havia cruzado uma linha. — Escutem bem. — Minha voz cortou o silêncio. — Marcus sumiu
Um Ano Depois Liz Um ano desde que a minha vida virou de cabeça para baixo e se reajustou em um novo eixo. Um ano desde que a verdade sobre minha origem veio a tona e eu abracei o que sempre esteve em meu sangue. Agora, aqui estamos, uma família unida e feliz. Meu sangue, meu povo. — Cadê os meninos? Vamos chegar atrasados. — A voz da minha mãe ecoou pela casa, carregada de uma urgência divertida. — Ryan está descendo com eles. — meu pai avisa, segurando as últimas malas para colocar no carro. Os gêmeos estavam descendo as escadas com a ajuda de Ryan, eles ainda estavam aprendendo a andar, e era a coisa mais fofa do mundo. Um calor reconfortante invadiu meu peito ao vê-los, uma sensação que só eles conseguiam provocar. — Não aguento essas fofuras, venham dar um beijo na melhor irmã do mundo. — Meus pequenos cambalearam em minha direção, com uma energia contagiante. Eu os peguei nos braços, dando beijos que os fizeram gargalhar até ficarem sem ar. Era o som mais doce do mundo.
PH Acordei em um quarto estranho, cercado por aparelhos apitando ritmicamente. As lembranças da noite anterior invadiram minha mente como uma avalanche, e uma onda de preocupação me atingiu. A última imagem nítida era Any, pálida, com sangue escorrendo. Virei a cabeça com dificuldade e vi Ryan dormindo pesadamente em uma cadeira ao lado da cama. — Ryan! — minha voz saiu rouca, um fio de som. Ele sobressaltou, os olhos arregalados antes de se suavizarem em um sorriso aliviado. — Pai! Que bom que acordou! — Como está a Any? Ela estava sangrando.— a urgência na minha voz era inegável. — Está tudo bem agora, pai. Os gêmeos nasceram e estão ótimos. — Nasceram? — a pergunta escapou, carregada de incredulidade. — Sim, e a mãe está revoltada. Nasceram mais dois filhos loiros de olhos azuis. — Ryan riu. Um sorriso fraco brotou em meus lábios. Any sempre ficava possessa com a genética teimosa que insistia em gerar filhos com minha aparência. Ryan, Liz, Isaac e agora os gêmeos. O cabe







