INICIAR SESIÓN
Há cinco anos, Ayla enfrentaria sua primeira Bruma.
O medo do desconhecido se enroscava em seu peito como garras invisíveis. Quando uma loba entra no período fértil, não é apenas o corpo que muda, uma aura inebriante de desejo e luxúria se espalha pelo ar, despertando instintos primitivos e atraindo olhares perigosos.
Ela já tinha visto o que a Bruma era capaz de fazer. Ainda se lembrava da prima, do olhar febril, da respiração descompassada, dos lobos que surgiram de todos os lados como predadores sentindo sangue na água. Naquela noite, Ayla decidiu que seria diferente.
Trancada em casa.
Sozinha.
Intocável.
Mas nada sairia como planejado.
O sol da manhã atravessou as cortinas e invadiu seu quarto, derramando luz dourada sobre suas bochechas salpicadas de sardas. Ela gemeu baixo e cobriu os olhos com o antebraço, tentando fugir da claridade.
Uma batida repentina na porta a fez se sentar na cama.
— Acorda, filha! Já são quase onze horas. Você precisa se arrumar… hoje é o grande dia — chamou sua mãe, do outro lado.
Ayla soltou um suspiro pesado.
— Já vou levantar…
Hoje era o dia que todas as mães aguardavam com ansiedade e temiam em silêncio. O dia da primeira transformação.
Aos dezoito anos, toda mulher da matilha passava pela Bruma.
Era inevitável.
Natural.
Selvagem.
E, por algum motivo cruel, parecia enlouquecer todos os homens ao redor, o pensamento fez seu estômago revirar, ela não queria viver aquele dia. Não agora. Talvez nunca.
Levantou-se devagar e seguiu para o banho, deixando a água morna cair sobre sua pele enquanto tentava acalmar o coração inquieto. Seu único objetivo era passar despercebida.
Escolheu roupas largas, um moletom grande demais e uma blusa folgada, como se o tecido pudesse escondê-la do mundo. Prendeu o cabelo ruivo em um coque despretensioso e desceu as escadas.
O cheiro de bacon invadiu seu nariz antes mesmo de chegar à cozinha. Sua mãe havia preparado um verdadeiro banquete. Assim que a viu, abriu um sorriso e caminhou até ela, envolvendo-a em um abraço apertado, um abraço que dizia, sem palavras: eu vou te proteger.
Ayla fechou os olhos por um instante, permitindo-se sentir aquela segurança.
— Venha — disse sua mãe, puxando um dos bancos do balcão. — Precisamos conversar… sobre o que pode acontecer hoje. Se você quiser que aconteça.
— Eu realmente não queria ter essa conversa — murmurou Ayla, quase em um sussurro, mas se sentou mesmo assim. — Mãe, eu já sei de tudo.
Sua mãe sustentou seu olhar.
— Quando conversamos da primeira vez, você era jovem demais para entender. Agora não é mais
Ela hesitou por um segundo antes de continuar.
— A Bruma é uma mistura perigosa de emoção e instinto. Se deixar que ela te domine, pode acabar se envolvendo em situações… ruins.
O silêncio pesou entre elas.
— Não quero que ninguém te machuque — acrescentou, com a voz agora mais baixa. — Principalmente esta noite. Os lobos jovens perdem o controle quando sentem nosso cheiro… ainda mais durante o sangramento.
O desconforto fez Ayla desviar o olhar.
— Pode ficar tranquila. Eu nem pretendo sair de casa hoje.
Sua mãe soltou um suspiro leve.
— Não se prenda, minha filha. Quando sua loba despertar… você vai sentir o chamado da floresta. É mais forte do que qualquer parede.
Ayla a abraçou novamente antes de subir. Talvez a mãe estivesse certa, mas ela tentaria resistir.
O dia se arrastou lentamente, como se o próprio tempo prendesse a respiração à espera da noite.
O dia se arrastou lentamente, como se o próprio tempo prendesse a respiração à espera da noite.
E então ela chegou.
O calor veio primeiro, suave, quase agradável, espalhando-se por seu corpo como um toque invisível e insistente. Deitada na cama, Ayla fechou os olhos e se permitiu sentir. Era como se o ar tivesse se tornado mais denso, mais quente, roçando sua pele com promessas perigosas.
Cada nervo despertava, vivo demais. Cada respiração descia mais profunda, enchendo seus pulmões de um fogo lento que se acumulava no baixo ventre.
Seus dedos deslizaram distraidamente pelos próprios braços, traçando a curva da cintura, descendo pela barriga. O simples contato fez sua pele arder, um formigamento elétrico que se concentrava entre as coxas. Um suspiro trêmulo escapou de seus lábios quando a palma da mão roçou a parte interna da perna, subindo devagar, quase por vontade própria. O desejo pulsava ali, quente, úmido, exigente, uma necessidade primitiva que a Bruma despertava sem piedade.
Por um segundo, seus dedos hesitaram na borda da calcinha, tremendo. O calor entre suas pernas latejava, implorando por alívio. Ela mordeu o lábio inferior com força, sentindo o corpo arquear levemente contra a cama, os mamilos endurecidos roçando o tecido fino da blusa.
Quando percebeu o quão perto estava de ceder, de tocar onde o fogo mais queimava, Ayla ficou paralisada, assustada com a intensidade do próprio desejo.
— Não… — murmurou, rouca, retirando a mão como se tivesse se queimado.
Mas a Bruma já havia começado. E ela não aceitava recusa.
Correu para o banheiro, as pernas instáveis, e abriu o chuveiro no frio. A água gelada deveria trazer alívio, mas parecia evaporar antes mesmo de tocar sua pele febril. Seu corpo queimava por dentro, um fogo que não se apagava com água, apenas se espalhava, lambendo cada curva, cada ponto sensível.
Então veio a dor.
Uma dor crua, dilacerante, misturada ao prazer proibido que ainda pulsava entre suas coxas.
Seus ossos se contorceram, músculos se contraíram, e um estalo seco ecoou pelo banheiro. Ofegante, desligou o chuveiro e se enrolou na toalha, tentando chegar ao porão, ou em qualquer lugar onde pudesse se esconder.
Não conseguiu.
A dor atravessou seu corpo como um raio, derrubando-a no chão.
— Por favor… ainda não… — implorou, com as mãos tremendo.
Mas sua loba não podia ouvi-la, ainda não estavam ligadas.
O primeiro uivo rasgou sua garganta antes que percebesse, um som carregado de dor e poder.
Com aquelas palavras, o último fio de contenção de Damon se rompeu. Ele se posicionou melhor entre as pernas dela, a cabeça do pau já encostada na entrada molhada e latejante. Empurrando devagar, deixou o corpo dela se abrir em volta dele. O aperto era apertado demais, quente demais. Ayla soltou um gemido alto, mistura de dor e prazer, e mordeu o lábio com força. Damon parou com só a metade dentro, o maxilar travado, suando.— Respira… — murmurou contra o pescoço dela. — Me deixa sentir você.Ela acenou, as unhas cravadas nas costas dele. Ele avançou o resto num único movimento profundo e ficou parado, latejando dentro dela, sentindo cada contração. Ayla arqueou as costas, um gemido quebrado escapando. Aos poucos o corpo dela cedeu. Damon começou a se mover, lento, comprido, saindo quase todo e enterrando de novo até o fundo. O som úmido entre eles preenchia o chalé junto com o crepitar da lareira.Ele abaixou o corpo, os braços pressionando a manta dos dois lados da cabeça dela. Beij
Ayla tremia sob o toque dele, não de medo, mas de um desejo tão denso que doía. Os braços dela se fecharam em volta do pescoço de Damon e o puxaram para baixo, colando o peito dele no dela. O calor da lareira era quase irrelevante perto do calor que vinha da pele dele. O crepitar das chamas só fazia o silêncio entre os dois parecer mais pesado, mais íntimo.Damon se deitou sobre ela na manta, apoiando o peso num braço. A outra mão deslizou lenta, quase reverente, pela cintura, pela curva da anca, subindo até o seio ainda coberto. Ele não apressava. Explorava como quem sabia que aquilo era raro. Os lábios dele desceram pelo pescoço, deixaram um beijo úmido no ombro e pararam na borda do vestido. Os olhos dourados pediram permissão.Ayla assentiu, a respiração já irregular.Ele puxou o tecido com calma, beijando cada palmo que ia revelando. A pele dela era quente, macia, e ele a saboreava com a boca aberta, a língua passando de leve, como se quisesse gravar o gosto.— Você é tudo o que
— Eu te amo Ayla Davis — Damon disse a olhando profundamenteEssas palavras a pegaram de surpresa, seu coração batia tão forte que sua voz parecia ter sumido, sua respiração pareceu parar, mas com muito esforço para pronunciar qualquer som ela disse.— Eu também te amo Damon Kamau.Damon se distanciou e levantou da cadeira e estendeu as mãos para Ayla, que as segurou confiante, ele então a guiou para dentro do chalé, que estava envolto em uma atmosfera de conforto e calor. A lareira crepitava suavemente, projetando sombras dançantes nas paredes de madeira. As almofadas estavam espalhadas pelo chão, e uma manta macia cobria o tapete próximo ao fogo. Velas espalhadas por todo o ambiente emitiam uma luz dourada, realçando os detalhes do rosto de Ayla enquanto ela olhava ao redor, encantada com a beleza simples e acolhedora do lugar.Damon estava atrás dela, sua presença imponente e reconfortante ao mesmo tempo. Ele se mudou, envolvendo-a com seus braços fortes, e descansou o queixo em se
— Minha família sempre foi pequena, mas cheia de amor. Minha mãe era a pessoa mais paciente que conheci, sempre me incentivando a ser eu mesma. Meu pai... ele era forte e protetor, mas sempre fazia questão de mostrar o quanto me amava. Eu aprendi muito com eles. Depois que me transformei pela primeira vez, tudo mudou, mas os momentos que tivemos juntos antes disso são os que guardamos com mais carinho.Damon a observou atentamente, absorvendo cada palavra, como se pudesse visualizar as memórias dela.— E você, Damon? — Ayla perguntou, pousando o garfo suavemente no prato. — Como foi a sua infância?O olhar de Damon escureceu levemente, mas ele apareceu sereno.— Não foi fácil, — começou, com a voz mais baixa. — Desde pequeno, fui preparado para ocupar o lugar do meu pai como Alfa. Não havia tempo para brincadeiras ou diversão. Tudo era treino, responsabilidade e aprendizado. Cresci carregando um peso que nunca pude largar.Ayla manteve o olhar fixo nele, a expressão cheia de compreens
Damon entrelaçou seus dedos com os dela, puxando-a gentilmente para que seguissem em direção à noite misteriosa que os aguardava. O coração de Ayla batia mais rápido, mas ela não sabia se era por causa da surpresa que viria ou por causa de Damon e sua maneira única de fazê-la se sentir especial.Damon dirigiu Ayla até seu carro, uma Porsche preta reluzente, com faróis dourados que lembrava os olhos de Apolo quando em sua forma lupina. Ele abriu a porta do passageiro com conforto, gesticulando para que Ayla entrasse.— Sua carruagem a aguarda, minha Luna — disse ele, com um sorriso travesso que fez Ayla rir levemente.Ela entrou, ajustando o vestido e lançando um olhar curioso para ele. Damon fechou a porta com cuidado, contornou o carro e entrou pelo lado do motorista. Quando o motor rugiu, o som profundo reverberou como um prelúdio da noite que prometia ser inesquecível.Conforme dirigiam para longe da mansão, o silêncio confortável entre eles foi preenchido pela melodia suave que to
– Sim. Alguns lobos possuem dons especiais, habilidades únicas que vão além das normais — Damon cruzou os braços enquanto conversavam. — Por exemplo, o meu dom é caça. Eu consigo sentir o cheiro de presas a distâncias absurdas, muito mais forte do que qualquer outro lobo. É útil, mas tem suas Desvantagens.— Desvantagens? — Ayla perguntou, curiosa.— Apolo, meu lobo, é extremamente temperamental por causa disso — Damon admitiu com um sorriso torto. — Ele adora caçar e fica impaciente quando estamos parados por muito tempo. Além disso, ele é muito forte, o que pode ser... um desafio em algumas situações.Ayla riu suavemente, a visão de Damon falando sobre seu lobo de forma tão franca a deixou mais à vontade.— Você acha que minha conexão com as flores pode ser um dom da minha loba? — Disse ela, pensativa.Damon concordou, observando-a com interesse.— Pode ser. Talvez sua loba tenha uma habilidade de conexão com a natureza, algo que permite que ela influencie no crescimento ou na saúde







