LOGINGiulia D’Angelis Sabe quando algo importante está para acontecer e mesmo que você esteja 100% certa, ainda sim, você fraqueja, treme, eu me sinto assim enquanto espero Matteo para entrarmos. O vestido está impecável, a maquiagem e o cabelo mais ainda, o sorriso parecia tão brilhante quanto de comercial. Mas as mãos estavam úmidas e geladas Os pés também. Eu sabia que aquilo não era um casamento. Ainda. Era apenas nosso noivado, uma celebração com nossa família, pessoas próximas e alguns convidados que provavelmente estavam mais interessados no significado daquela união do que propriamente em nós dois. E talvez fosse justamente isso que estivesse me deixando daquele jeito. Não estava arrependida. Nem por um segundo. Se pudesse voltar àquela sala e ficar novamente diante de todos aqueles homens que tentaram decidir o que eu poderia ou não fazer, faria exatamente a mesma coisa. Talvez até com um pouco mais de deboche. Mas uma coisa era enfrentar o Conselho c
Aurora D’Angelis Foram as duas semanas mais intensas, desde o meu casamento, e olha que eu não tive que fazer muita coisa nem naquela época e nem agora! Mas convenhamos que arrumar buffet com um prazo apertado e que conseguisse fazer um banquete de noivado e de casamento, se tornou uma missão quase impossível, é muito suada! Para completar meu picolino, resolver enjoar de tudo que eu gosto, e agora não posso nem mais sentir o cheiro! — Guilhermo, se você perguntar mais uma vez se esse vestido está apertando minha barriga, eu vou sozinha. Meu marido me encara através do espelho, completamente indiferente à minha ameaça. — Está apertando? Fecho os olhos e respiro fundo. — Madonna Santa, me dê paciência. — Não peça para ela, peça para mim! — Para você me dar paciência? Você tira ela Guilhermo. — Para abrir esse vestido. Viro imediatamente para encará-lo. — Eu preciso que você saia pra que eu consiga arrumar os últimos detalhes. O sorriso descarado em seu ros
Aurora D’Angelis Assim que entramos no quarto, Guilhermo fecha a porta atrás de nós e imediatamente passa os braços pela minha cintura. — Banheira — lembro, antes que ele tenha qualquer outra ideia. — Eu estou indo para a banheira - diz beijando meu pescoço — Não parece - respondo entre suspiros — Estou seguindo o caminho mais interessante. Sorrio, escapando dos seus braços. — Você está impossível hoje. — Passei horas cuidando dos filhos dos outros, passarinha. Tenho direito a alguma recompensa. — Sua recompensa é um banho quente relaxante, uma pizza, e um vídeo game ! A expressão de decepção que ele faz me arranca outra risada. Entro no banheiro e começo a preparar a banheira, deixando a água quente correr. Depois de um dia inteiro fora, a simples ideia de mergulhar ali já faz meu corpo relaxar. Guilhermo aparece atrás de mim alguns segundos depois. Dessa vez, quieto. Quando finalmente entramos na água, solto um suspiro longo e apoio as costas contra
Aurora D’Angelis Assim que chego em casa, me despeço de todo mundo, encaro Guilhermo jogado no sofá. cena por si só já era engraçada. Meu marido estava praticamente largado entre as almofadas, com a expressão cansada de quem tinha acabado de voltar de uma missão particularmente complicada.Só que eu sabia muito bem qual tinha sido a missão daquela tarde.Duas crianças.Preciso morder a parte interna da bochecha para não rir antes mesmo de abrir a boca.— Parece que teve uma guerra por aqui - comento Ele me encara sério — Eu não sei que ideia absurda foi essa do Vincenzo de por a gente pra cuidar das crianças DELE A ênfase no “dele” quase acaba com o pouco de autocontrole que ainda tenho.Caminho tranquilamente até ele, deixando minha bolsa de lado. Eu sabia exatamente de quem tinha sido aquela ideia e, ao contrário do meu marido, continuava achando genial.Principalmente agora, vendo o resultado.— Eu achei uma ótima ideia, você vai ser pai, é um ótimo treinoEle me encara com os
Guilhermo D'Angelis Eu ainda estava incrédulo, quando Vincenzo e Matteo entrando na minha sala com os picolinos no braço, ali eu sabia que eu estava ferrado. Não precisei de explicação. Bastou olhar para Enrico nos braços de Matteo e para a pequena Giovanna confortavelmente acomodada no colo do pai para entender exatamente o golpe que aquelas mulheres haviam armado. A minha passarinha tinha saído de casa toda satisfeita para resolver as coisas do casamento. Antonella também. E, aparentemente, os filhos ficaram como lembrancinha. Maravilhoso. Observei os dois homens acomodarem-se na minha sala como se aquilo fosse perfeitamente normal. Não era. Aquela deveria ser uma tarde tranquila. Homens. Bebida. Sinuca. Talvez charutos. Definitivamente não mamadeiras e crianças. — Achei que íamos beber e jogar sinuca - resmungo — Aparentemente esse não são os planos das garotas - Vince resmunga sentando com cuidado ao meu lado, ja que a pequena Giovanna estava quietinh
Aurora D’AngelisEstávamos todas sentadas no escritório do Alessandro, o chefe mor, da nossa família, enquanto as matriarcas terminavam uma lista imensa de coisas que precisávamos de fazer.E quando digo imensa, não era exagero.Havia folhas espalhadas sobre a mesa, duas agendas abertas, celulares sendo usados para anotar coisas e uma quantidade de nomes circulados que eu nem sequer sabia o que significavam.Eu observava tudo tentando acompanhar o raciocínio daquelas mulheres, mas minha cabeça ainda insistia em voltar para um único detalhe.Um mês.Giulia tinha realmente decidido se casar em um mês.Ao meu lado, ela parecia estranhamente tranquila para alguém que havia acabado de jogar uma bomba no colo de toda a famiglia. Estava recostada na cadeira, observando as nossas mães organizarem a sua vida como se estivéssemos discutindo um jantar qualquer.Eu não sabia se aquilo era confiança ou negação.Provavelmente os dois.Camille percorreu a lista com os olhos mais uma vez antes de fin







