เข้าสู่ระบบManuela era boa de conversa. Ela entregou uma xícara de café para Miguel e puxou assunto com facilidade:— Miguel, o senhor acha que, na nossa idade, o que a gente devia fazer para cuidar melhor da saúde?Quando o tema caía na área dele, Miguel se animava. Ele começou a falar de alimentação, depois passou para rotina de sono, comentou sobre mudanças de estação, diferentes tipos de organismo… Ponto a ponto, tudo saía organizado e claro, quase como se fosse uma aula.Manuela e Íris escutavam com atenção, às vezes interrompendo com uma ou outra pergunta para entender melhor algum detalhe.O cheiro de café se espalhava pela saleta, e as risadas dos mais velhos, misturadas às vozes baixas, atravessavam a porta de correr entreaberta e chegavam, abafadas, até a sala de estar.Cauã veio do bar com uma garrafa de cerveja na mão e parou ao lado do sofá:— Vamos, vamos, enquanto eles ficam lá batendo papo, a gente aproveita para jogar alguma coisa.Ele deu umas batidinhas no braço do sofá e deixo
Cristina deu uma risadinha leve:— Dona Manuela, se a senhora gostou, eu já fico feliz. Quando eu conseguir mais, eu mando para a senhora de novo.Depois disso, ela cumprimentou um por um: o pessoal da família Frota, Miguel e Noemi.Naquela noite, ela não estava ali como secretária do Gustavo, e sim como a herdeira da família Coutinho. Circular, se aproximar das pessoas, criar laços… Tudo aquilo só ajudaria quando ela assumisse de vez os negócios da família.Não demorou para o jantar ser servido e todos se acomodarem à mesa.Noemi acabou comentando, com um suspiro cheio de satisfação:— Faz tempo que eu não vejo tanta animação assim.O filho dela morava do outro lado do oceano, e Miguel não gostava de se relacionar com gente interesseira e que vivia atrás de pessoas influentes, então os dois levavam uma vida bem tranquila. Ainda assim, Noemi sempre gostou de um pouco de agito.Manuela entrou na conversa, sorrindo:— Então venham sempre. A porta aqui está aberta para vocês a qualquer ho
Ninguém ali achou aquilo estranho. Douglas vivia circulando entre a família Frota, então fazia todo sentido que a Luiza já tivesse ouvido falar dele.Edson, sorrindo, entregou os presentes que tinha nas mãos para a funcionária, um por um. Só o último ele passou direto para Luiza, comentando com bom humor:— Esse é o presente de aniversário do Gustavo. Você guarda para ele por enquanto?— Claro, obrigada, Edson. — Luiza sorriu de canto. — Mas olha, eu só aproveitei o aniversário dele como desculpa para juntar todo mundo aqui. Não precisava ninguém ter se preocupado em trazer presente.Por impulso, Edson ergueu a mão, claramente querendo bagunçar o cabelo dela. Só que, antes de tocar a cabeça de Luiza, ele recuou discretamente.— Presente tem que trazer, sim. Aliás, eu também trouxe um para você.— Para mim? — Luiza piscou, surpresa, e em seguida riu. — Mas o meu aniversário ainda está longe.Edson olhou para a irmã, com aqueles olhos sorrindo em meia-lua, e o rosto dele se suavizou aind
Lilian estava agachada, trocando de sapatos. Quando ouviu o comentário, ela lançou um olhar de esguelha para o homem ao seu lado e só então respondeu, um pouco sem graça:— Eu falei que ele não precisava vir me buscar, mas ele insistiu em vir assim mesmo.Pelo tom, soava como reclamação. Mas, assim que terminou de calçar os sapatos, ela se virou de lado, dando naturalmente meio passo para abrir espaço para Cauã, sem nenhuma tentativa de se afastar dele.Luiza entendeu na hora e não insistiu no assunto:— Que bom que você chegou. A vovó Manuela ainda agora estava perguntando por que você não tinha aparecido.Ela segurou o braço de Lilian com intimidade e, ao mesmo tempo, olhou para Cauã:— Cauã, o Gustavo está lá em cima, no escritório. Ele falou que, quando você chegasse, era para você subir. Acho que ele quer conversar com você sobre alguma coisa.Quando ouviu aquilo, Cauã já soube do que se tratava. Só podia ser sobre o Osvaldo.O passado do Osvaldo estava limpo demais, o que tornava
Gustavo se recostou na cadeira e soltou um riso curto:— Se você está com inveja de mim, no seu próximo aniversário eu organizo uma festa pessoalmente para você.— Vai se ferrar… — Cauã xingou, rindo, claramente pego de surpresa. — Deixa de conversa, ninguém aqui está implorando para você organizar nada para mim.Apesar das palavras, depois que ele terminou, ele ficou em silêncio por dois segundos, como se estivesse voltando ao assunto que importava de verdade:— Falando sério, ainda não teve avanço nenhum com o Osvaldo?Quando ele tocou nesse ponto, o tom de Gustavo também ficou mais pesado.— O Leonardo ainda está investigando. O histórico do Osvaldo no País M é limpo demais. Tão limpo que chega a ser estranho. Vamos deixar para falar disso direito quando você chegar aqui à noite. Além disso, hoje ele apareceu do nada na clínica para procurar a Luiza.— O que o Osvaldo quer com a Luiza? — A voz de Cauã ficou séria na hora. — O que ele está tramando?— Não dá para cravar. — Os dedos d
O céu estava coberto por uma garoa miúda, e o frio cortava no osso.Só quando Luiza chegou debaixo da marquise é que ela foi falar, em um tom calmo e controlado:— Sr. Osvaldo, por que o senhor não me ligou antes? E se por acaso eu não estivesse atendendo hoje, o senhor não ia vir aqui à toa?— Eu olhei pela internet antes de vir. Eu sabia que você ia atender de manhã. — Osvaldo respondeu, com naturalidade. — E, de qualquer forma, eu tenho me sentido bem melhor nos últimos dias. Mesmo que eu viesse à toa, não seria nenhum grande sacrifício.Enquanto falava, ele deu mais um passo para perto, com a intimidade de quem já se considerava de casa:— Assim eu também aproveito para ver como você está. E o bebê, está bem?Quando ele disse isso, o olhar dele desceu para a barriga já bem visível de Luiza. O sorriso no rosto era manso e preocupado, exatamente como o de um velho conhecido que se importava com a nova geração.Luiza, sem deixar transparecer nada, se afastou meio passo de lado e fez u







