Compartir

Capítulo 7... Saindo da cidade

last update Fecha de publicación: 2024-03-23 09:06:11

Parte 7

Emma

O sol mal começou a iluminar as ruas estreitas de Palermo quando eu parei o carro naquela praça. Eu não podia ficar e esperar que o dia nascesse, tinha que sair antes que ele voltasse para casa.

A essa hora Alessandro já acordou e já se deu conta de que eu não estou no apartamento. Talvez tenha encontrado meu bilhete. Suspirei. Meu estômago está começando a roncar, pedindo por comida. Eu não trouxe nada comigo, nem mesmo uma barra de chocolate para me dar mais um gás no percurso.

Eu olho para os retrovisores, um pouco nervosa. Até sinto meus dedos das mãos começarem a doer de tanto que agarro esse volante. Estou muito ansiosa. A cada curva que o carro faz, percebo que não deveria ter vindo dirigindo.

Saber a teoria não tem nada a ver com a prática. Se meto o pé no acelerador o carro faz curvas bruscas e se alivio, ele para ou engasga. É péssimo! Isso só revela aos outros por perto, que sou inexperiente ao dirigir. E não vai ser nada legal se outro policial me abordar.

— Respire, Emma. Você consegue – digo entre dentes.

Eu tento manter a calma enquanto avanço pelas ruas quase desertas. De repente, um senhor idoso atravessa a rua com seu cão tranquilamente.  E ele não me vê, então eu freio bruscamente, o carro quase atingindo o homem e seu animal de estimação.

Ele olha para mim com indignação, balançando a cabeça em reprovação, enquanto continua seu caminho ileso.

— Meu Deus! Desculpe! – eu falo alto enquanto ele se afasta e me olha feio. Aí repito o mesmo pedido de desculpas em italiano, mas ele só fez um gesto com a mão para mim. Acho que me xingou.

E aí está, mais uma decisão que eu tomo por ouvir apenas o meu lado emocional. O carro é muito forte. Basta que eu pese um pouco o pé e ele pula para a frente de vez. Não quero bater em nada e nem ninguém, mas estou começando a ficar estressada por estar aqui. Eu deveria era ter chamado um táxi ou Uber e ter ido para a rodoviária.

De novo meu estômago me avisa de que eu preciso comer. Olho em volta buscando um lugar e vejo uma placa adiante, de uma padaria.

— Isso vai servir – observo como chegar lá.

Eu paro o carro de modo desajeitado, em frente da padaria e achei pitoresca. É uma casa antiga de esquina, com uma fachada de azulejos coloridos e uma atmosfera acolhedora. Eu saio do carro, ainda um pouco nervosa, e entro na padaria. Tem poucas pessoas aqui dentro.

O interior é aconchegante, com mesas de madeira polida e cadeiras de vime. O aroma reconfortante de pão fresco paira no ar e isso atiça minha fome. Eu me aproximo ao balcão, onde um barista sorridente me cumprimenta.

— Bom dia, senhorita. O que gostaria de pedir hoje? – ele inclina a cabeça — Temos algumas delícias fresquinhas.

Realmente. Eu olhei nas prateleiras dentro do mostrador e tinha muitas opções de comida, doce e salgada. Cheguei a salivar de vontade.

— Um café da manhã típico de Palermo, por favor. E um capuccino antes, por favor – eu pedi um pouco hesitante.

O barista assente e começa a preparar meu pedido enquanto eu encontro uma mesa próxima à janela. Me acomodo desajeitadamente na cadeira, ainda me acostumando com a ideia de estar dirigindo. Eu até gostei, mas seria melhor se eu tivesse mais noção e habilidade do que fazer.

Enquanto espero, eu observo os clientes locais interagindo com o ambiente familiar da padaria. Idosos conversam animadamente enquanto tomam seus expressos, e jovens apressados pegam croissants para viagem.

O barista traz o café da manhã que eu pedi. Uma bandeja repleta de guloseimas locais. Uma fatia generosa de sfincione, que é uma espécie de pizza siciliana, uma arancina dourada e recheada com ragu, e uma cannoli ricamente decorada com pistache e chocolate. Adorei a apresentação do prato.

— Uau, isso parece incrível – olhei para o prato com admiração.

Agradeci e passei a saborear cada mordida, aproveitando os sabores autênticos da culinária palermitana. O café é forte e aromático, me dando um impulso de energia muito necessário após o começo tumultuado do dia. E o capuccino de antes fez toda diferença também.

Terminei o café, olhando em volta o movimento que aumentava agora e tentando não pensar no que Alessandro estaria fazendo agora, depois que acordou e não me encontrou. Será que ele já contou para a outra que eu me fui do apartamento?

Ou será que ligou para os irmãos para contar e vai me fazer ser a vilã da história? De qualquer forma, não posso me demorar aqui. Agradeço, respiro fundo e continuo meu percurso, mas minha confiança já está abalada, com relação a dirigir.

Volto para as ruas e agora vejo mais carros de um lado para outro. Logo em seguida, um trio de motoqueiros passa ao lado do carro, rugindo seus motores ruidosos. Eu até gritei de susto, meu coração disparando enquanto agarro o volante com mais força.

— Ai, meu Deus! – eu falo com minhas mãos trêmulas.

Tento me recuperar do susto, mantendo os olhos na estrada. Porém, a confusão já está instalada em minha mente. Eu me vejo diante de uma bifurcação e hesito, incapaz de decidir qual caminho tomar.

— Qual era a saída para Cefalù mesmo? – eu estou quase começando a me apavorar.

Estico a cabeça de um lado para outro e olho freneticamente para os sinais de trânsito, mas tudo parece confuso demais para mim. A pressão aumenta enquanto carros começam a aparecer atrás de mim, impacientes.

— Calma, gente... – eu acelero e quase bato no carro da frente — Oh, Alessandro, por que você não me ensinou a dirigir antes de me dar esse carro? – eu digo preocupada.

Respiro fundo, tentando acalmar meus nervos enquanto tento encontrar meu caminho de volta para a estrada certa.

Autora Ninha Cardoso

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Comentarios (2)
goodnovel comment avatar
Elena Adorno
hola, disculpen lo traducirlo a español? ahi varias palabras que no entiendo ... y quiero saber que pasa en esta segunda parte
goodnovel comment avatar
Joana
Tirei um print, por causa das comidas que a autora colocou, pq vou viajar pra Itália e queria as indicações de comidas gostosa de lá! Kkk desculpa
VER TODOS LOS COMENTARIOS

Último capítulo

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 160... Família reunida

    Parte 160EmmaFinalmente, depois de dois meses de espera em que todos nós estávamos ansiosos, mais ainda minha sogra, enquanto nós estávamos sentados no jardim com as crianças na toalha grande de piquenique, ouvimos o barulho de um helicóptero.— Meu Deus! O que é isso? - Yelena cobriu os olhos com a mão.— Eu penso que seja os eu filho mais velho, minha querida - Romeu sorriu, pegando a mão dela.— Será mesmo? - ela se esticou para ver onde o helicóptero iria descer — Mas onde ele vai?— Vai descer na parte do fundo, mama - Enzo respondeu — Eu mandei que abrissem uma parte para que ele pudesse usar.— E você nem me avisou?— A culpa é de seu filho - ele levantou a mão — Foi ele quem me pediu. Não tenho culpa.— Alessandro, você sabia disso? - ela bateu na perna dele.— Sabia sim, mama - ele riu e balançou o corpo — Mas eu tinha que segurar o segredo.— Ah, mas vocês estão me escondendo coisas demais - ela fez um bico.— Eu não, minha sogra - eu disse logo — Se eu soubesse, teria con

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 159... Novidade boa

    Parte 159AlessandroAntes de ir falar com Enzo, procurei minha mãe. Ela estava no jardim do fundo, caminhando com meu Piero nos braços. Isabela a acompanhava com um dos gêmeos e Bianca em sua cola.Ela deu uma esticada desde que veio ficar com a gente. É muito apegada à minha cunhada e também já chama meu irmão de pai. Sua adaptação aqui em casa foi muito melhor do que nós esperávamos.Quando ela me vê, abre um sorriso e vem correndo até mim. Eu a levanto nos braços e lhe dou um beijo apertado na bochecha.— Tio, Piero está falando com a vó Yeie!Eu acho muito fofo como ela corta nossos nomes. Eu sou o tio Ando, minha mãe é vó Yeie, Emma é tia mamá. Acho engraçado. Para cada um tem um pequeno corte.E ela tem um chamego a mais comigo, eu percebo. Mas isso se deve porque fui eu quem a trouxe para cá. Acho que ela sente uma gratidão por mim, mesmo que ela não entenda isso ainda.— Ele está falando? eu franzi a testa.— Hum, hum... - ela afirma com a cabeça.— E o que ele disse?— Ele d

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 158... Família

    Parte 158AlessandroQuando entrei no quarto, Emma ainda estava dormindo. Piero está no nosso quarto por enquanto, mas ele tem o quarto dele, todo preparado pela avó e por Emma. As duas se empolgaram com a decoração, mas por enquanto ele dorme com a gente. Eu mandei comprar um outro berço menor e coloquei em frente de nossa cama.Eu paro ao lado do berço de madeira trabalhada com pintura branca e verde, como Emma escolheu. É um modelo estilo antigo e elegante.Me inclino para ver como ele está. Dizem que as mães são corujas, mas eu posso me colocar como um pai cavalo - marinho. Se eu pudesse teria eu mesmo gestado meu Piero e cuidado dele até o dia de entregá-lo a esse mundo. Eu fiquei todo o tempo ansioso e preocupado.Eu sei que meu histórico anterior me colocou nessa posição, mas eu estava mais ansioso do que Emma para que ele chegasse logo e com saúde.O cavalo - marinho possui uma bolsa ventral que aloja os ovos fertilizados e ele mesmo cuida para eles se desenvolvam. E mesmo de

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 157... Chegando em casa

    Parte 157Alessandro - Um tempo depois...É cedo, o dia começou a poucas horas. Mas estamos chegando agora. Foi preciso que Enzo e eu fôssemos em uma batida para garantir a entrega dos produtos encomendados por um grupo espanhol. Tanto Manollo, quanto Stênio, não estavam seguros de que fosse sair tudo certo, dentro do acordo que havia sido feito antes.E eles tinham razão. Os espanhóis queriam passar a perna na gente. Mas entenderam como as coisas funcionam aqui. Palermo é nossa, assim como tantas outras partes da Itália.Os acordos que Enzo fez aumentou nosso domínio e estendeu isso para outras partes do mundo, como no Brasil. O pai de Isabela não nos deu nenhum problema depois do casamento de meu irmão com sua filha.Nem mesmo quando Isabela deixou claro que não queria tanto contato com ele ou com a mãe, porque sua nova família somos nós. E eu a entendo.Depois que tivemos uma reunião com o grupo espanhol e deixamos claro que eles não podem chegar aqui e tentar nos passar a perna, e

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 156... Manhã seguinte

    Parte 156Alessandro— Bom dia, amore!Emma pisca os olhos e dá um pequeno sorriso, passando a perna por cima de mim.— Bom dia! - ela boceja — Que horas são?— Não sei - cheirei seu cabelo — Acabei de acordar. Só estava olhando você dormir.— É melhor a gente levantar, não é?— Não... A casa ainda está em silêncio - a puxo para mim — Depois de ontem ainda estão descansando da festa.— Mas seu irmão não vai se mudar hoje?— Vai sim, mas tem tempo. Eles só vão depois do almoço.Emma se aconchega mais em mim.— Hum... Então, sendo assim... - ela dá uma risadinha preguiçosa.— Nós também vamos viajar - deitei de costas e a puxei para cima de mim.— Eu sei, mas já está tudo pronto. Como vou fazer com minha família?— Não tem problema. Já está tudo acertado. Minha mãe os convidou a ficar aqui mais uma semana e depois o jatinho os leva de volta.— Que bom. Eles vão gostar muito de conhecer Palermo.— Gostou da surpresa? - mexi em seu cabelo.— Gostei sim, foi muito bom pra mim... Até me tro

  • Família Ricci - Amante Fugitiva do Mafioso   Capítulo 155... Finalmente casados

    Parte 155EmmaLogo que o nosso carro se aproximou da casa, eu já vi muitos outros carros parados na rua e outros tantos na parte de dentro da propriedade.— Nossa, parece que tem gente demais - eu disse olhando pela janela.— É que agora os associados são em maior número do que antes - Isabela explicou — E como todos querem estar no casamento de um Ricci, teve mais gente avisando que viria. Enzo chamou mais pessoas. Mas não se preocupe, a segurança foi reforçada.Eu nem pensei sobre a segurança e sim porque tem tanta gente que eu me sinto até tímida com isso. A maior parte eu nunca vi na vida.O carro parou na entrada lateral onde os convidados não tinham acesso e eu desci, aceitando a ajuda de Isabela e de um dos seguranças, porque o vestido tinha uma pequena cauda e eu não quero cair de cara no chão.Meu coração está batendo acelerado agora. Estiquei a cabeça para ver se encontrava Alessandro, mas não o vi.— Vamos, Emma... Por aqui. Você vai ficar no quarto um tempinho até começar

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status