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Adália☪
Passei a mão na testa limpando o suor, a tarde estava quente demais, sol nos castigava pesadamente, por Deus, se eu continuasse ali com certeza seria um belo assado mais tarde. - Adália - Ouvi o chamado de meu pai - Pare de enrolação com a água - Gritou . Acabei de chegar até nossa casa colocando o balde cheio em cima da mesa, meus irmãos logo atacaram, parecia que não tomavam água há meses, quando na verdade só tinha preguiça de ir até o poço e encher o balde, quando a água acabasse. - O jantar está pronto? - Balancei a cabeça confirmando - Então o sirva o muda imprestável - Dahoma adorava mandar, mas só levantava o lugar para trabalhar vendendo estatuetas quando o sol não estava quente demais para castigar a pele. Neví gostava de ser servido, tinha em sua mente que deveria ser tratado como um rei depois de horas de trabalho. E meu pai, bom, ele era uma mistura dos dois, num modo pior, pois dele eu apanhava. - Adália você tirou leite hoje ? - Perguntou rasgando um pedaço de carne na mão - Sim, meu pai. - Ele maneou a cabeça me autorizando a sentar e comer. Meus irmãos conversavam besteiras, apostavam quem ficaria com a prostituta mais bela naquela noite, enquanto meu pai se embebedava com vinho caro. Estavam coletando as coisas da mesa quando escultávamos gritos , gritos de várias mulheres ali na aldeia , podia jurar que em meio aquela gritaria toda , elas também choravam Meu pai parece ter sido acordado quando três soldados entraram em nossa casa. - Queremos as donzelas, um decreto vindo diretamente do castelo - Um deles disse, fazendo com que eu pressionasse as unhas nas mãos, tentando não deixar o medo me vencer, mas não adiantava, eu estava com muito medo ainda. -Pode levar ela, Adália, pode levar. - A voz bêbada de meu pai preencheu o lugar. Eles me olharam rapidamente vindo em minha direção, quando pensei em correr Dahoma me segurou, os soldados amarraram minhas mãos, e me puxaram como um animal, antes de saírem jogaram um saco de moedas sobre a mesa. Do lado de fora, a noite já fazia um frio enorme e nenhuma de nós, as moças que estavam ali, tinham direito de se cobrir. Enquanto os soldados estavam em cima de cavalos bonitos e macios, cobertos com capas contra o frio, nós éramos arrastados por cordas que eles nos seguravam e se em algum momento uma de nós, tentasse parar, eles puxavam a corda fazendo com que andassem... Quando paramos, foi no meio do nada, eles se deitaram para descansar, enquanto nos permaneciamos do lado de fora, amarradas nas mãos deles. Não eram muitas moças, pelo que pudemos contar em algum momento da noite, eramos pelo menos quinze. Eu me coloquei a observar a noite enquanto chorava baixo, as vezes soluçava, mas pensando que naquele momento Deus me abandonara e ai me lembrei que me abandonou quando eu cresci, quando minha mãe morreu e meu pai se esqueceu que até alguns dias eu era sua pequena princesa. Me abandonou e eu fiquei sozinha, entregue aos crocodilos ou seja para as mãos de quem iriam me jogar O dia ainda nem havia clareado quando voltamos a andar, estava com cede e então me forcei a derramar lágrimas, para ao menos molhar a língua. Estavam caminhando a tanto tempo e eles nem pararam para nos dar água. Meus olhos quase se fecharam por um instante, mas os abriram assim que senti o vento soprar em minha pele, observei tudo ao meu redor. Tinham bastante coqueiros, e a areia que meus pés afundavam estavam bastante quentes Passamos por um pequeno vilarejo, as pessoas que estavam ali nos olhavam e continuavam seus caminhos, todas de cabeças baixas, eles só olharam uma vez e nenhuma mais. Minhas costas doíam, o sol me castigava, enquanto o vento "abrandava" soprando ao redor Minha garganta já estava seca, e nem lágrimas existiam mais, para molhar a língua, minha boca estava seca, e eu senti meu corpo estremecer a cada passo que dava, minha pele parecia que ia descolar do corpo de tão quente que aquele sol estava. - Aguentem jovens donzelas, logo chegaram ao seu consolo - Eles riam com total ironia nas vozes. A medida com que caminhávamos, algumas moças caiam, caiam de cansadas, pensei eu, mas elas estavam mortas, então eu precisava pensar no que fazer, pensar em como fugir aqueles homens, eu não tinha mais tempo para chorar, eu precisei agir, ou morreria ali como elas. No meio da longa caminhada eles pararam, e por incrível que pareceram nos deram água e nos alimentaram com carne seca, então meu plano de me jogar ao deserto e fingir de morte, talvez não funcionaria, ou eu teria que fingir muito bem. Se passou dois dias, dois dias que tomamos água só para molhar a garganta e não morrer, porem o cansaço era muito e já estava ficando fraca novamente, minhas pernas bambeavam e por duas vezes quase cai. A noite paramos um pouco para eles descansarem , mas na madrugada partimos novamente , esperei que o sol se esquentasse muito , para meu plano começar , vez ou outra eu cambaleava chamando a atenção do homem que puxava minha corda . Fiz isso por pelo menos três vezes, quando nos finais eu me joguei no chão e quando eles se aproximavam prendi a respiração, enquanto eles checavam o ar em minha boca e nariz. - Outra morte, não vamos chegar com nenhum no destinoCapítulo — O Vilarejo em ChamasO grito ecoou pelo vilarejo.Adalia sentiu o corpo inteiro estremecer.As primeiras casas de Arven estavam envoltas em uma fumaça espessa. Pessoas corriam pelas ruas, algumas carregando crianças, outras tentando apagar pequenos focos de incêndio que começavam a se espalhar pelos telhados.— O que está acontecendo? — Adalia perguntou.O homem que os esperava permaneceu imóvel por um instante.— Eles chegaram antes de nós.Haj segurou a espada com mais força.— Quem?O homem olhou para trás.— Os homens que estão procurando por ela.Adalia sentiu o estômago revirar.— Como eles encontraram o vilarejo?— Não sei.Haj olhou para Adalia.— Temos que sair daqui.— E as pessoas?Ele hesitou.Adalia já estava correndo.— Adalia!Ela entrou no vilarejo.Haj praguejou e correu atrás dela.— Você nunca faz o que eu mando!— Porque você sempre manda nas horas erradas!Os dois chegaram à primeira casa.Uma mulher tentava abrir uma porta enquanto uma criança chorava
A estrada estava silenciosa.Adalia seguia ao lado de Haj, montada em seu cavalo, enquanto a noite começava a cair sobre as montanhas. Haviam deixado o castelo algumas horas antes e, apesar de Haj insistir que deveriam encontrar abrigo antes de escurecer, Adalia preferiu continuar.Precisavam chegar ao próximo vilarejo.Precisavam ficar longe do castelo por alguns dias.Ela não sabia explicar exatamente o motivo, mas sentia que alguma coisa estava prestes a acontecer.— Está cansada? — Haj perguntou.— Um pouco.— Podemos parar.— Não. Se continuarmos, chegaremos ao vilarejo antes da meia-noite.Haj observou o caminho à frente.— Então não vamos parar.Adalia sorriu.— Obrigada.Por alguns minutos, cavalgaram em silêncio.Até que Haj percebeu algo.Não havia mais sons na floresta.Ele puxou as rédeas.— Pare.Adalia olhou para ele.— O que foi?— Escute.Ela ficou em silêncio.Nada.Nem o som dos pássaros.Nem o movimento dos animais.Apenas o vento passando entre as árvores.— Talvez
Capítulo — A CaçadaA estrada estava silenciosa.Adalia seguia ao lado de Haj, montada em seu cavalo, enquanto a noite começava a cair sobre as montanhas. Haviam deixado o castelo algumas horas antes e, apesar de Haj insistir que deveriam encontrar abrigo antes de escurecer, Adalia preferiu continuar.Precisavam chegar ao próximo vilarejo.Precisavam ficar longe do castelo por alguns dias.Ela não sabia explicar exatamente o motivo, mas sentia que alguma coisa estava prestes a acontecer.— Está cansada? — Haj perguntou.— Um pouco.— Podemos parar.— Não. Se continuarmos, chegaremos ao vilarejo antes da meia-noite.Haj observou o caminho à frente.— Então não vamos parar.Adalia sorriu.— Obrigada.Por alguns minutos, cavalgaram em silêncio.Até que Haj percebeu algo.Não havia mais sons na floresta.Ele puxou as rédeas.— Pare.Adalia olhou para ele.— O que foi?— Escute.Ela ficou em silêncio.Nada.Nem o som dos pássaros.Nem o movimento dos animais.Apenas o vento passando entre
— Ora, ora... Quem é vivo sempre aparece, não é verdade?O rosto debochado do Duque encarava Eridially. Os olhos dos dois se encontraram e, por um breve instante, uma faísca antiga reacendeu entre eles.— Pensei que não apareceria tão cedo, tendo em vista que o rei está à sua procura por tráfico humano.— O rei? Grande porcaria é o rei Kally. Um homem que voltou dos mortos e ainda se vangloria disso. E tem a cara de pau de renegar a magia, quando a própria ressurreição dele não passa disso: magia. Mas, voltando ao assunto que me trouxe até aqui... Onde está Adalia?Os olhos de Eridially se reviraram por uma fração de segundo. Ela havia tomado verdadeiro ranço ao ouvir aquele nome.— Aquela sonsinha acha que eu não sei que encontra Kally às escondidas? Olha só... aquele castelo virou o refúgio dela e de suas amigas. E a abusada da sua ex-serva vai se casar com aquele babaca do Haj. Você acredita? A danadinha fisgou um peixão.— Só você não pesca ninguém, não é, meu amor?O sorriso do D
- Você poderia me contar tudo que aconteceu ate chegar aqui , eu preciso entender porque sonhava com você ainda naquele estado e é impressionante que te reconheci assim que coloquei os olhos em você e desde então está sendo dificil Adalia , está dificil ficar longe de você todos os dias , está dificil ir contra minha familia e não ter você ali comigo , eu sinto como se te conhecesse de todas as vidas que um dia eu ja tive , é como se eu e você nascessemos um para o outro . Estou adinddop esse casamento co a filha do sacerdote , mas não poderei por muito tempo , então preciso saber se foi voc~e quem me acordou , preciso saber oque os Deuses querem conosco , porque se não é com você que vou viver o resto da minha vida , prefiro não viver , prefiro ser gatigado pelos Deuses e perder tudo que tenho a viver sem você . Porque durante esse pouco tempo juntos de verdade , voce realmente clareia os meu dias .- Kally eu não posso negar que sinto tudo isso por você também , eu quero estar perto
- Amenael por favor , sejamos mais toleraveis uns com os outros sobre as coisas que estão acontecendo , sei que não gosta de Adalia , de Nana ou de qualquer outra pessoa , mas tem que aprender respeitar as escolhas dos outros . Se por acaso um dia se apaixonar por algúem oque eu poderei fazer para impedir que seja feliz ? Sou seu irmão so quero que esteja bem .-Não Kally , você não está pensando , está jogando todo nosso esforço de anos para o lixo , oque acha que vai acontecer com o nosso reino quando seguir com esse casamento com uma serva que não nos deu nada , não nos beneficia em nada , ao contrario , trara desgraça ao reino e a nossa familia . Eu não a odeio de fato , mas acho que vai estragar tudo por ela . Kally nos escritos foram dito que se desobedecesse oque foi pedido , nosso reino pagaria em chamas e desgraça e nao entrariamos no reino . Olha a quantos anos eu vivo , tudo que presenciei , so quero que vivamos em paz , que ja que foi lhe enviada uma esposa que a respeite







