LOGINMaria da Silva
Assim que cheguei em casa todos estavam dormindo tomei um banho, e meus pensamentos me levaram até aqueles olhos verdes que são tão familiares, o seu sorriso gentil, vejo a Beck dormindo com a Paulinha, fui até o quarto das minhas irmãs com o sapato na mão, cento na cama de cima olhando para o meu sapato
- Maria, me conta como foi - a Jack me pediu
Contei tudo pra ela sobre a tal Sabrina a vergonha e sobre o Otávio.
- Foi como um conto de fadas, e imagino que ele era muito bonito - ela falou
- Sim ele é bonito- falei
- E ele é rico? - ela me perguntou
- Não sei - responde, mesmo sabendo que ele deve ser.
- Talvez este seja um dos golpes de sorte, que a dona Vera falou.
- Sorte vai ser, que não me perdão por sua culpa - falei me deitando.
.....
Acordei atrasada, já eram 5:30 da manhã saí às pressas tomei banho me arrumei, e fui para padaria, mas meu avô já tinha cuidado de tudo, subi e acordei a Beck e a Paulinha, fiz o café da manhã e sair para levar elas na escola, passei a manhã toda pedindo a Deus para que aquela história tenha acabado ontem, e que eles não prestarem queixa, peguei a Paulinha na escola e fui fazer o almoço, a Bernarda, já tinha ido para o treino estávamos só nos três, quando ligaram da padaria para dizer que tinham dois homens procurando a Jack e um deles estava com um sapato.
Minha irmã saiu correndo, pedi para a Paulinha ficar lá dentro de casa que eu já voltava, e fui atrás dela deve ser a polícia.
- Jackeline- gritei e foi quando os meus olhos encontraram os olhos dele.
- Maria, vieram me procurar- a Jack falou, mas não tirava os olhos do Otávio.
- Você é a Jack - ele falou apontando para mim.
- Eu era Jack da Silva - falei meio sem graça. - Meu nome é Maria da Silva, eu estou muito envergonhada pelo que aconteceu com o vestido da sua avó se quiser eu o entrego - falei e ele estava imóvel somente olhando para mim.
- Eu não quero ter nenhum problema- falei.- A única responsável sou eu, tecnicamente não foi pirataria, já que a minha irmã deu uma melhorada no desenho - a Jack falou e foi neste momento que ele desviou o olhar.
- Não eu não vim falar do vestido- o Otávio falou.
- Viu Maria, não tem nada para você se preocupar - a Jack falou.
- Então você veio fazer o que? - perguntei
- Podemos conversar? você e eu, a sós - ele pediu
- Vamos lá garotas, já ficou bem claro - a Jack falou tirando todas as garotas do pátio. - Da próxima vez não me dê esperança, porque eu sou Jack da Silva - ela falou indo para padaria.
- Eu vou te esperar no carro - o rapaz que estava com ele falou saindo.
- Você perdeu isso - ele falou me mostrando o sapato.
- Sim, ele é meu - falei descendo nada escada. - Então pode falar? - falei cruzando os braços.
- Saber desde os meus treze anos, que não me acontece isso de não saber o que dizer, de ficar nervoso, em poucas palavras, Maria, você me deixa nervoso - ele falou meio sem jeito.
- Muito interessante, porque eu também estou nervosa - falei e ele se aproximou de mim ainda com o meu sapato nas suas mãos. - Você vai me denunciar? - perguntei, porque mesmo estando com as pernas bambas e o coração acelerado estou mais preocupada em ser pressa.
- Não, claro que não - ele falou e vi sinceridade no seu olhar.
- Está certo disso? porque a sua namorada estava com muita raiva - falei e ele se aproximou mais de mim
- É que você tem muito talentosa, e isso pode gerar reações negativas de algumas pessoas da sua área- ele falou na minha frente
- Qual área? - perguntei
- A Sabrina também é estilista de moda, e trabalha com Olga Ferrara, mas voltando ao ponto, eu não vim aqui para te denunciar e sim para te perguntar, se você fez faculdade de moda?
- Bom eu estudei na ESMOD...
- A da França em Paris?
- Sim, mas não terminei, por motivos pessoais tive que trancar o meu curso no último período, mas eu desenho desde muito pequena eu amo desenhar, e meu avô sempre reclamava porque sempre estava desenhando - falei andando de um lado para o outro. - Então eu fazia os meus desenhos durante o dia, vestido para minhas bonecas e a noite eu os costurava com os retalhos que a minha mãe deixa para mim, as vezes colocava lantejoulas, ou o que encontrava, agora a minha parte favorita ...
- Maria, Maria por favor para
- Eu estou contan...
- Não, é para você parar de andar.
- Ah, onde eu parei.
- Você ia me contar a sua parte favorita - ele falou com um sorriso.
- Os botões, mas minha mãe sempre os escondia porque eu e a Jackeline sempre pegávamos escondido- falei e ele sorriu
- Eu adoraria conhecer a sua mãe - ele falou com aquele sorrisinho lindo.
- Infelizmente não poderá conhecê-la, minha mãe morreu a 15 anos - falei e vi no seu olhar uma certa tristeza
- Eu sinto muito - ele falou e ficamos calados por um tempo. - A Olga, amou o seu sapato, ela ficou muito impressionada e isso é muito difícil, porque ela é uma pessoa muito exigente
- Obrigada, para mim isso é muito importante, porque sigo a carreira dela desde que tinha 6 anos, quando ela lançou uma coleção meio hip, e eu também sou muito exigente.
- Maria você aceita trabalhar com a Olga Ferrara?
- E a sua namorada sabe que você está aqui me oferecendo trabalho? - perguntei
- Não, Maria ela não sabe
- E você pensa em falar a ela em algum momento?
- Só se for necessário Maria, mas vocês vão trabalhar em espaços diferente - ele falou e balancei a cabeça negativa.
- As coisas ou se faz bem feita ou não se faz - falei me retirando. - Mas obrigada pela oferta - estava prestes a subi as escadas.
- Maria, Maria- eu amava quando ele falava o meu nome, mas foco Maria ele só veio te oferecer um emprego.
- O que é? - me virei e ele olhou bem nos meus olhos
- Não consigo parar de pensar em você, tudo que eu disse aqui é verdade a Olga amou o seu trabalho, e está impressionada com o seu sapato, mas eu estou aqui porque não paro de pensar em você - ele falou e tenho que ser firme
- Contra outra Otávio do tempinho que nos vimos, você não consegue parar de pensar em mim.
- Eu não estou inventado, Maria os minutos que te vi, ficou gravados na minha memória, cada gesto cada palavra, e por isso vim aqui te procurar, porque eu não consigo passar um minuto do meu dia sem pensar em você - ele falou se aproximando de mim estava um de frente para o outro.
- Este é o problema Otávio, o que você faz aqui me procurando, se você tem namorada, e presta bem atenção eu não brinco com os sentimentos das pessoas, porque não quero que brinquem com os meus - falei tentando me afastar, mas ele me colocou entre a parece
- Eu também não gosto de brincar com os sentimentos das pessoas por isso estou aqui, estou falando com você depois eu vou falar com a Sabrina eu prometo
- Não, não me prometa nada, os seus assuntos com Sabrina você resolver com ela - ele me puxou pela cintura
- Não faça isso -falei tirando a mão dele, mas ele voltou a me puxar, está difícil lida com o meu corpo que queria este beijo e com ele que não me soltava.- Eu não estou fazendo isso por você Maria, estou fazendo, porque também não gosto de brincar com os sentimentos das pessoas, e quero que você me leve a sério, para que eu possa saber que isso entre nós é sério - ele falou olhando para os meus olhos e depois para minha boca eu olhava para os seus lábios também, nossos lábios estavam quase colados, quando ouvi um grito.
- MAMÃE, MAMÃE - nos afastamos bruscamente, a Paulinha estava no topo da escada. - Mamãe eu estou com fome - ela falou e foi aí que ela reparou e ficou olhando para mim e para ele - Mamãe você está demorando muito e não encontrei nada para comer - a Paulinha falou descendo a escada.
- Eu já estou indo - falei e olhei para o Otávio. - Ela não encontra nada para comer - ele parecia muito surpreso.
-Ela é...? - ele começou a falar.
- Minha filha Ana Paula, mas todos a chamamos de Paulinha.
- Oi e você quem é? - a Paulinha perguntou.
- Oi eu sou o Otávio, é um prazer te conhecer - ele falou todo sem jeito.
- Otávio eu tenho que ir, licença- falei pegando a Paulinha no colo.
- Maria - ele me chamou quando estava abrindo a porta e apenas dei tchau e fechei a porta não queria ouvir mais nada.
MariaAcordei com um chorinho, o Otávio não estava no quarto, então com cuidado peguei o Harry e assim que o peguei o choro parou.- Você só queria um colinho, meu amor - falei cheirando a cabeça dele, comecei a fazer carinho - Você é o meu príncipe o meu menininho- falei para ele o colocando deitado no meu peito, e ele estava procurando o meu seio.
5 semanas depoisA cada dia a vida se tornou mais insuportável viver aqui com a Sabrina é umpesadelo, mas o que me resta a fazer ela já está com 39 semanas de gravidez e graças ao que ela mesmo provocou a gravidez dela é de risco, eu estou aqui hoje tenho que ir para o Rio de janeiro e queria muito ver as minhas garotas, mas a Sabrina bateu o pé para vim junto a minha mãe e Olive vão também já que tenho que ir de carro era cinco da manhã e minha mãe veio com o motorista junto com o Oliver.
Maria2 mêsdepoisNão vou mentir dizendo que está fácil porque não está, principalmente por nossas famílias serem tão ligas uma na outra, meu sobrinho nasceu tem ummêse não posso nem ir vê-lo, pós tenho medo da Sabrina me ver e tentar fazer alguma coisa e este medo não está me ajudando em nada na minha gravidez, já estou 30 semana
MariaUma semana depoisEstes dias se tornaram insuportável, a Paulinha chora todas as noites querendo o pai, eu a única coisa que posso fazer é chora porque o que eu não posso fazer nada-Mamãe
Não sei nem como eu cheguei em casa, eu estava tremendo, meu coração acelerado e eu só podia pensar nas minhas meninas, respirei antes de abrir a porta de casa e assim que virei a Paulinha correu para os meus braços e a peguei no colo, eu não posso deixar ninguém machucar as minhas meninas.- Mãe está tudo bem? - a Beck perguntou e a puxei para um abraço.- Mamãe você está me machucando- a Paulinha falou.
Hoje a Hope resolveu acorda as 5 da manhã para fala comigo e não parava de me chutar.- Bom dia meu amorzinho, a mamãe já acordou, o que ouve? - Perguntei alisando minha barriga e ela parou de chutar. - Você só queria atenção né mamãe - falei sorrindo feito boba. Me levantei para toma um banho e ir me arrumar para trabalhar, fui fazer o café já que acordei com vontade de comer macaxeira com carne de sol.







