Mag-log inEthan apoiou a cabeça no peito de Dereck, sentindo o calor protetor do pai. Este, com um sorriso discreto, sussurrou:—Fico feliz que você tenha lutado e vencido a morte.Dereck acariciou carinhosamente os cabelos do menino.—Não posso deixar a mamãe e a Clara sozinhas. Preciso continuar vivo —acrescentou Ethan.Dereck o abraçou com ainda mais força, tomado por um amor e um orgulho impossíveis de descrever.Quando os carros pararam no estacionamento da mansão, Dereck desceu carregando Ethan nos braços. Ao perceber que o pai pretendia levá-lo até dentro de casa, o menino protestou baixinho:—Eu consigo andar, papai.Dereck sorriu, comovido com a determinação do filho.—Ah, muito bem! —respondeu, colocando-o cuidadosamente no chão.De mãos dadas, os dois caminharam juntos em direção à entrada principal.Dentro da mansão, Paola aguardava na sala com Clara. Desde o momento em que Dereck havia ligado para avisar que Ethan estava voltando, ela não conseguira mais ficar parada.Ela e a filha
Paola tentou convencer Clara a continuar comendo, mas a menina se recusou, argumentando que não colocaria mais nada na boca até ver Ethan. Por mais que Paola tentasse animá-la, Clara continuava triste e abatida.Paola a levou para o quarto e tentou consolá-la enquanto aguardava o retorno de Dereck com boas notícias, mas ela própria estava completamente desolada.O fato de ter dois filhos não significava que pudesse perder um deles sem sentir como se tivesse perdido os dois. Paola sequer queria imaginar tamanha dor.Mas quem, em sã consciência, teria coragem de tentar matar seus filhos? Será que aquelas pessoas não tinham medo de Dereck Maxwell?Um homem como Dereck Maxwell certamente tinha muitos inimigos, mas ela, Paola, também os tinha. Mal havia descoberto que sua meia-irmã estava tentando matá-la, e o pior era que nem sequer sabia o motivo.Enquanto permanecia sentada em silêncio, ao lado da filha, um som de batidas na porta interrompeu seus pensamentos. Ela se levantou imediatame
O homem tentou imediatamente se desvencilhar da mão de Dereck e fugir, mas foi impedido. Com um chute, Dereck o derrubou no chão.—Meu Deus! Ele está espumando pela boca! —gritou Paola quando Ethan começou a espumar repentinamente.—O quê?! Você matou meu filho?! —berrou Dereck, tomado pela fúria.Danny, que ainda estava na linha, ouviu a confusão e imediatamente acionou uma ambulância.Dereck ignorou o homem caído no chão e pegou Ethan nos braços.—Ethan! Ethan! —gritava desesperadamente, enquanto o pequeno continuava espumando pela boca.Paola começou a chorar, e sua cabeça girava como se tivesse acabado de receber uma pancada violenta.Ela correu para chamar os seguranças, pedindo que viessem ajudá-los. Pouco depois, vários deles chegaram e ajudaram Dereck a colocar Ethan na maca para levá-lo até a ambulância.Clara parou de comer ao ouvir a confusão que vinha do quarto. Quando viu Ethan sendo levado, começou a chorar.Paola correu até a filha e tentou acalmá-la, dizendo que Ethan
Paola observou seu perfil e se perguntou o quanto um homem como Dereck Maxwell podia ser estranho. Ele havia feito uma pergunta, ela lhe dera uma explicação, mas ele não comentou absolutamente nada. Será que não tinha nada a dizer?Dereck permaneceu em silêncio até que o carro parou na garagem de sua mansão.Assim que desceram e começaram a caminhar, ele finalmente falou:—Sua vida é miserável. Você não tem o amor do marido, e toda a sua família está contra você.—Minha vida não é miserável. Deus me abençoou com dois filhos. Eles são mais do que uma família para mim —respondeu Paola.Dereck virou-se para ela e percebeu a expressão determinada em seu rosto.—É bom saber que ainda tem esperança. No entanto, assim que minha mãe morrer, vou me divorciar de você e mandá-la para longe. As crianças são minhas. Você apenas as criou para mim. Depois, poderá procurar outro gigolô e ter mais filhos. Afinal, você parece ser bastante fértil.Paola sorriu, sem saber se deveria chorar ou rir.—Então
Tentando não chamar a atenção, Paola afastou discretamente a mão dele, mas Dereck não desistiu. Seus dedos se moveram com firmeza e precisão, deslizando lentamente em direção à sua calcinha. Paola soltou um gemido involuntário diante daquele toque inesperado e, ao perceber o que havia feito, levou rapidamente a mão à boca.O som, embora quase inaudível, chamou a atenção dos presentes, que imediatamente olharam em sua direção. Paola sentiu o calor subir até suas bochechas, deixando um rubor que ela não conseguiu esconder.—A culpa foi minha —disse Dereck, quebrando o silêncio constrangedor com sua voz calma e autoritária. —Por favor, continuem.O conselheiro, embora um pouco confuso, retomou seu discurso, enquanto os demais voltavam lentamente a concentrar a atenção no assunto em discussão.Brandon, no entanto, não conseguia desviar os olhos de Dereck e Paola. O comportamento de Dereck despertava nele uma fúria difícil de conter. A simples possibilidade de existir algo além de uma rela
Um murmúrio percorreu a sala. Todos sabiam que Lisa havia sido a secretária de Dereck, e a substituição repentina por uma mulher desconhecida deixou os presentes perplexos. Embora Paola fosse filha do prefeito, poucas pessoas na cidade sabiam disso. Ela havia saído de casa antes que Brandon pudesse reconhecê-la publicamente e, em seu lugar, Martha, filha de sua amante, era a única que Brandon reconhecia como filha.Brandon pensou com amargura: Por que eu deveria considerá-la minha filha? Ainda assim, o desprezo de Paola também o incomodava.Também não quero ser associada a uma filha ilegítima, concluiu Paola.—Entendo... —disse Brandon, visivelmente contrariado.Paola sentou-se tranquilamente, enquanto alguns dos presentes comentavam em voz baixa sobre sua beleza.—Espero que ela não decepcione o senhor Dereck —comentou alguém.Brandon, incapaz de se conter, acrescentou em um tom cortante:—Isso é algo com que ele terá de se preocupar.Ferida pela humilhação pública, Paola respondeu c







