INICIAR SESIÓNBella
Apoiei o celular sobre a bancada do banheiro enquanto tentava prender um dos brincos.
Do outro lado da tela, Sofia estava deitada atravessada na minha cama da mansão Moretti, com um pacote de batatas aberto sobre a barriga e a televisão ligada em algum programa que ela claramente não estava assistindo.
— Você
IsabellaDuas semanas depois, eu já não conseguia fingir que não estava percebendo.No começo foram coisas pequenas. Um segurança diferente perto da entrada dos fundos, Luca aparecendo no jardim enquanto eu cuidava das rosas, dois homens que eu não conhecia circulando pela propriedade. Não dei importância. Aquela casa sempre teve segurança, e eu ainda não sabia quem era metade das pessoas que trabalhavam para Dante.Até começar a prestar atenção.Naquela manhã, desci pronta para sair e encontrei minha mãe terminando o café com Lucia. As duas passariam o dia resolvendo os últimos detalhes da casa nova, que já estava praticamente mobiliada.
DanteEnzo entrou no meu escritório pouco depois das nove. Luca veio atrás e fechou a porta, e bastou olhar para a cara dos dois para saber que não tinham aparecido para falar dos carregamentos.— O que aconteceu?Enzo puxou a cadeira à minha frente.— Viktor está perguntando por Isabella.Parei de escrever.— Desde quando?— Pelo menos desde que vocês voltaram da lua de mel. No começo eram perguntas soltas. Agora ele está procurando informação de verdade.Larguei a caneta.&
IsabellaJá era noite e Dante tinha finalmente encerrado o trabalho. Depois do jantar, minha mãe subiu para o quarto cedo, alegando que precisava descansar porque Lucia apareceria pela manhã para levá-la às lojas de móveis. Matteo também tinha ido embora, e a mansão ficou mais silenciosa.Encontrei Dante na sala servindo uma dose de uísque.— Você não trabalhou o suficiente hoje?Ele olhou para mim enquanto fechava a garrafa.— Estou bebendo.— E a casa da sua mãe? — perguntou.— Ela e Lucia vão escolher os móveis amanhã. Est
Dante— Quero saber como essa porra entrou no nosso território sem ninguém perceber.Joguei as fotografias sobre a mesa e encarei os homens reunidos à minha frente. Enzo estava à minha direita, passando os olhos pelos relatórios, enquanto Luca permanecia próximo à porta. Do outro lado estavam três dos meus capos, todos em silêncio desde que a reunião tinha começado.As fotografias mostravam dois carregamentos apreendidos naquela semana. Cigarros, armas e dinheiro entrando por uma rota que pertencia aos Moretti havia anos. O problema não era a mercadoria. Era alguém ter usado meus portos sem autorização.— O primeiro caminhão entrou na terça-feira — Enzo explicou. — O segundo, ontem à noite. Mesma documentação, empresas diferentes e homens diferentes fazendo a retirada.Peguei uma das fotografias.— E ninguém reconheceu nenhum deles?Carlo, responsável pela região portuária, balançou a cabeça.— Não são nossos.— Isso eu já sei, Carlo.Ele fechou a boca.Empurrei a fotografia de volta.
IsabellaTrês dias depois, minha mãe já tinha rejeitado quatro casas.A primeira era grande demais. A segunda ficava longe demais. A terceira, segundo ela, tinha “cara de casa de gente morta”, e eu nem tentei entender o que aquilo significava. A quarta tinha sido perfeita até Helena descobrir o valor.— Nem pensar.Ela devolveu a pasta para o corretor antes mesmo que ele terminasse de explicar.— Mãe...— Isabella, eu não vou deixar seu marido gastar esse absurdo comigo.— Você sabe que ele não se importa.— Eu me imp
IsabellaQuando chegamos à sala de jantar, minha mãe já parecia muito mais à vontade do que algumas horas antes. Lucia tinha conseguido esse milagre. As duas entraram conversando sobre alguma coisa que eu não fazia ideia, enquanto Matteo vinha atrás carregando uma garrafa de vinho que, segundo ele, tinha escolhido especialmente para comemorar.— Helena, sente aqui perto de mim — Lucia pediu, puxando a cadeira ao seu lado.Minha mãe sentou-se e olhou para a mesa enorme.Dante ocupava a cadeira ao meu lado. As funcionárias começaram a servir o jantar, mas Helena tentou pegar uma das travessas das mãos de uma delas por puro costume.— Pode deixar que eu coloco.







