ログインIsabella
Duas semanas depois, eu já não conseguia fingir que não estava percebendo.
No começo foram coisas pequenas. Um segurança diferente perto da entrada dos fundos, Luca aparecendo no jardim enquanto eu cuidava das rosas, dois homens que eu não conhecia circulando pela propriedade. Não dei importância. Aquela casa sempre teve seguran&
IsabellaJá tinham se passado alguns dias desde a ultrassom, e eu ainda pegava as fotos do bebê para olhar antes de dormir. Dante tinha colocado uma delas na mesa de cabeceira, embora tivesse prometido que escolheríamos juntos um lugar para guardar todas. Na prática, ele continuava ocupado com os problemas da Famiglia e, mesmo quando estava em casa, recebia ligações que o faziam sair do quarto ou se trancar no escritório.Naquela tarde, eu tinha ido à casa da minha sogra visitar Matteo. Ele ainda estava se recuperando das agressões, e eu não queria deixar de vê-lo só porque Dante andava preocupado com o trabalho. Minha sogra me recebeu com um abraço e me levou até a sala, onde encontrei Matteo sentado no sofá, com uma almofada apoiada ao lado do corpo.
DanteMatteo voltou para a mansão de minha mãe no fim da tarde, com duas costelas machucadas e o rosto ainda inchado. O médico recomendou repouso, mas meu irmão nunca foi bom em ficar parado, e eu já esperava encontrá-lo no escritório assim que soube que tinha chegado. Quando entrei, ele estava sentado no sofá, com uma bolsa de gelo apoiada na lateral do corpo, conversando com Enzo sobre o que tínhamos descoberto.— Você devia estar descansando — falei, fechando a porta.— E você devia parar de trabalhar um pouco, mas nenhum dos dois parece disposto a colaborar. — Matteo tentou sorrir, mas fez uma careta quando se ajeitou no sofá. — Enzo estava me contando sobre as informações que você espalhou. Parece que a
DanteQuando cheguei à mansão, Matteo já havia sido levado ao hospital para fazer os exames. O médico suspeitava de lesões nas costelas, mas ainda não sabia dizer se alguma estava quebrada. Minha primeira vontade foi ir até lá, mas mudei de ideia assim que entrei no escritório e vi os relatórios espalhados sobre a mesa. Meu irmão estava ferido, a carga continuava desaparecida e alguém dentro da nossa estrutura tinha acesso a informações suficientes para comprometer nossas operações. Eu cuidaria de Matteo assim que terminasse o que precisava fazer. Antes disso, queria descobrir quem estava brincando com a minha família e com os meus negócios.Enzo e Sandro já me aguardavam. Luca entrou logo atrás de mim e fechou a porta, permanecendo perto dela e
DanteEu ainda estava na clínica quando Matteo ligou pela segunda vez. Na primeira, eu não havia conseguido atender porque estava resolvendo a saída de Isabella da sala de exames, mas a insistência dele me fez interromper o que estava fazendo. Assim que levei o telefone ao ouvido, percebi que havia alguma coisa errada. A respiração estava pesada, a voz falhava e, por trás dela, havia um esforço evidente para continuar falando como se estivesse tudo sob controle.— Dante, preciso que você venha até aqui. Agora.— Onde você está?Matteo demorou alguns segundos para responder. Quando finalmente passou o endereço, reconheci a região industrial nos arredores da cidade, um lugar com galp&otild
IsabellaEu estava na sala, conferindo pela terceira vez o horário da consulta no celular, quando ouvi o carro de Dante chegando. Levantei do sofá antes mesmo de Luca aparecer para avisar que ele tinha voltado e fui até a porta, encontrando meu marido entrando com o paletó sobre o braço e a gravata um pouco frouxa.Dante mal teve tempo de fechar a porta. Assim que me viu, abriu um sorriso discreto, segurou minha cintura e me puxou para perto, beijando minha boca com vontade. Passei os braços pelo pescoço dele, correspondendo ao beijo, e senti sua mão deslizar pelas minhas costas enquanto me mantinha junto ao corpo. Quando me afastei para respirar, continuei sorrindo contra os lábios dele.— Estava com saudade? — perguntei, passando os dedos pela gola da camisa.
IsabellaAlguns dias tinham passado desde que descobri a gravidez e, aos poucos, meu corpo começou a me lembrar disso o tempo todo. O enjoo era o pior. Naquela manhã, eu ainda estava meio sonolenta quando senti o cheiro do café e precisei sair da cama correndo. Nem consegui chegar direito ao banheiro antes de começar a passar mal.Quando voltei para o quarto, encontrei Dante terminando de abotoar a camisa. Ele olhou para mim na mesma hora, parando o que estava fazendo.— De novo?— De novo — respondi, prendendo o cabelo para trás e sentando na ponta da cama. — E antes que você pergunte, não, eu não quero comer nada agora.Dante pegou o relógio em cima da cômoda e veio até mim. Ajoelhou na minha frente e passou a mão pela minha perna, olhando meu r







