FAZER LOGINAquela garota era uma petulante provocadora, a falta de vergonha dela com o próprio corpo me deixou fervendo de vontade de jogá-la naquela cama e a foder pelo resto da noite, até que nós dois estivéssemos exaustos.
Mas a porra do meu pau não ter reagido a ela me fez ainda mais revoltado. Por isso dei a resposta direta, louco para sair dali e esquecer o que tinha acabado de ver.
O que adiantava sentir tesão, ter sua mente pensando um monte de putaria, várias formas de dar prazer a mulher a sua frente, mas seu corpo não responde como deveria? Era melhor que eu esquecesse aquilo, ia precisar esquecer toda aquela porra que costumava fazer, toda a safadeza que cercava minha vida desde sempre agora tinha que sumir.
Infelizmente não poderia fazer como com o trabalho, não tinha como adaptar a forma de fazer sexo, era impossível! Conseguiria fazer isso com todas as áreas da minha vida, menos com essa parte.
Mas quando eu achava que minha noite não podia piorar, tudo piorou.
— Aaahh! — um gemido soou pela casa fazendo todo meu corpo ficar tenso. — não podia ser o que eu estava imaginando, não podia mesmo. Monalisa não estaria se masturbando e gemendo em alto som desse jeito. — Ahh isso! — o grito dela me alcançou novamente, confirmando o que eu temia e eu me apressei empurrando a cadeira até a parede. — Luke! Assiiiim... Oh meu Deus... Ahhh...
— Porra, não é possível. — murmurei incrédulo de mais que ela não só estivesse se masturbando, mas chamando por meu nome também. — Preciso conferir isso, só para ter certeza.
Então eu me esgueirei para fora do quarto e fui devagar pelo corredor até a porta do quarto dela, que continuava aberta.
Não foi difícil colocar a cabeça para o lado apenas o suficiente para vê-la ainda completamente nua, deitada na cama com as pernas abertas e os pés apoiados no colchão. A cabeça jogada para trás e os olhos fechados enquanto ela gemia, uma mão estava massageando o seio e a outra estava no meio das suas pernas, segurando um dildo roxo, deslizando para dentro e para fora de sua boceta.
Porra, o que eu não daria para ela estar virada de frente para mim, para eu poder vê-la engolindo o vibrador pequeno.
Meu corpo entrou em combustão, cada pedacinho louco para entrar em ação, enquanto meu cérebro gritava que eu deveria ir até ela, que eu deveria me juntar a brincadeira.
A lembrança dela me chamando de Voyeur quando eu fui pego no quarto dela me fez desejar ser pego observando ela novamente, porque era exatamente o que eu estava fazendo, estava ali observando escondido enquanto Monalisa se dava prazer.
O corpo dela se tencionou e ela parou de se remexer a todo instante, se esticou completamente encurvando o corpo todo.
— Luke! — ela gritou ainda mais alto e esticou as pernas enquanto seu corpo todo tremia.
Ela estava gozando, gozando e acabou de chamar meu nome. Caralho! No mesmo instante que seu corpo deu o primeiro espasmo meu pau pulsou na cueca, me arrancando um suspiro chocado.
Eu olhei para baixo tentando conferir, tinha sido um pequeno movimento, não tinha ficado duro, mas era um movimento, coisa que eu não tinha da cintura para baixo desde que fui baleado.
Merda, será que ela estava certa? Eu podia mesmo recuperar os movimentos ou até mesmo voltar a andar? Ergui meu rosto olhando para ela, mas Monalisa ainda estava de olhos fechados, estirada na cama, aproveitando o orgasmo recente.
Então coloquei as mãos na cadeira e voltei para o meu quarto. Não devia ficar pensando nisso, não ia me ajudar em nada, não iria me fazer bem criar esperanças, até os médicos foram realistas.
— Acorda Luke! — gritei comigo mesmo e dei dois t***s em meu rosto assim que entrei no quarto e tranquei a porta atrás de mim. — Foca no que você pode fazer!
Empurrei a cadeira até o lado direito da cama e travei as rodas, antes de apoiar as mãos no colchão e subir na cama.
Eu tinha que me lembrar que agora eu tinha problemas maiores, precisava dar um jeito em Ava, matricular ela em uma nova escola aqui, tentar acalmar a fera para parar de fazer besteira, e com certeza teria que lidar com a solidão que Mia ia sentir.
Tudo isso e poder trabalhar na cadeira de rodas ocuparia meu tempo, por isso não podia ficar pensando sobre voltar a andar, ter uma ereção e foder minha enfermeira!
— Porra! — soquei o travesseiro e me acomodei melhor na cama, mergulhando em um sono profundo, cheio de sonhos nada inocentes.
Acordei de manhã com meu celular tocando sem parar, a musiquinha irritante me deixava saber que era Alejandro ligando antes mesmo que eu pegasse o celular.
— Bom dia. Obrigado por me fazer perder o sono tão cedo. — falei com má vontade no celular.
— Cara eu preciso de você, não é para só mandar as alianças, eu preciso do meu padrinho do meu lado na hora do pedido. — Ale soltou como uma avalanche.
Claro que eu levantei depois disso, com a intenção de acordar Monalisa, mas acabei me deparando com ela na cozinha. E depois fui para lá o mais rápido possível. Em minha defesa, como eu ia adivinhar que dia e hora a mulher ia acordar? Mas aparentemente Ale sabia, pois quando entramos lá os dois já estavam fazendo algo suspeito.
— Já estão fazendo safadeza seus cretinos? — perguntei fazendo os dois se afastarem no mesmo instante.
— Ai meu Deus, você está bem! Você está vivo! — ela gritou olhando a cadeira de rodas onde eu estava.
— Vivo sim, bem já é outra história.
— Bom dia! É bom te ver finalmente acordada. — Monalisa cumprimentou com uma voz firme e animada ao mesmo tempo.
— Hã!? Bom dia. Eu não... Não me lembro de você. — Magie respondeu aquilo quando Monalisa saiu de trás de mim.
— Ahh não, não nos conhecemos antes. É que Luke falou tanto sobre você no carro que eu sinto como se te conhecesse. E sua história é tão inspiradora, está passando em todos os lugares da televisão, todos os canais, tem um monte de gente lá fora com cartazes, flores e ursinhos tudo para você. Para vocês, na verdade, já que a história de amor também se espalhou.
Foi a própria Monalisa quem explicou tudo, me fazendo revirar os olhos diante da euforia dela.
— Gente desculpa pela maluquinha aqui, ela é minha sombra agora e não sabe a hora de se controlar.
— Você não me disse que estava saindo com alguém Luke. — Magie rosnou, mostrando o quanto estava indignada por eu guardar segredo. — Mas eu já gostei dela!
— Não é o que está pensando! — afirmei depois que o choque passou, formaríamos um belo casal, a tarada e o garoto de programa, já parou para pensar?
— Sou a Monalisa, a enfermeira dele. — ela se apressou em dizer, mas o olhar de Magie foi direto para mim, como uma pergunta.
— Eu perdi o movimento das pernas, eles acertaram duas balas e agora eu estou preso nessa merda loirinha.
E lá estava o assunto de novo, a merda da cadeira de rodas, seguida da piedade nos olhos dos outros.
— Você não está preso aí, sabe disso. Ele só precisa de fisioterapia, muita força de vontade e não desistir! — Monalisa insistiu em repetir o que John havia dito para ela.
— Não vou ser o homem otimista que fica pensando besteira, mesmo que os médicos digam que tenho chances de voltar a mexer as pernas, e de voltar a andar normalmente, não posso passar a vida tentando fazer isso ser verdade.
— Me desculpa, eu sinto tanto por isso... Foi tudo minha culpa! — Magie pediu começando a chorar e me deixando confuso. — Vocês dois, todos vocês, até o Cris, eu fodi com a vida de todos! Não deveria ter ido atrás de Sophie naquele dia, se eu tivesse fugido para longe quando tive a chance nenhum de vocês estaria assim agora, nada disso estaria acontecendo!
— Claro que não! — Ale se apressou em dizer e a abraçou ainda mais forte.
Oh não, não podia ser! A última coisa que eu queria era que ela se sentisse culpada. Eu matei o amigo deles, eu os provoquei e não soube correr da bala.
— Nem fala uma coisa dessas, loirinha! Você é a mãe do meu sobrinho, minha melhor amiga, não vem meter essa que não deveria ter aparecido nas nossas vidas!
— Isso mesmo! Você já ia entrar na nossa vida de um jeito ou de outro, porque era para ser, o seu destino era se casar comigo, Barbiezinha! — Ale murmurou meu nome enquanto eu dormia.
— Eu não sou casada com você! — ela o lembrou, dando a hora certa para o pedido.
— Acho que você esqueceu uma coisa, cara. — falei e estendi minha mão, entregando a Alejandro a caixinha com as alianças.
E então tudo se complicou, Alejandro não conseguiu fazer o pedido com a mãe dela ali e eu só vi uma alternativa sair do quarto e deixar que tivessem um tempinho a sós.
— Porque não aproveita que estamos aqui e vamos agendar sua fisioterapia? — Monalisa perguntou atrás de mim e meus olhos se moveram para ela. — Quanto antes começar mais rápido vai voltar a andar!
Eu estava prestes a dizer que era apenas perda de tempo. Mas uma voz dentro do meu ser gritou: E se ela estiver certa? Se eu puder mesmo voltar a andar e aquilo ontem a noite foi um sinal?
Monalisa (dois anos depois do casamento)Eu estava deitada na espreguiçadeira, aproveitando o sol enquanto mantinha o olho em Liam brincando na área coberta. Nem conseguia acreditar que o tempo tinha passado tão rápido, dois anos que nosso pequeno milagre veio ao mundo enchendo nossas vidas de mais amor e alegria.O parto em casa foi a experiência mais emocionante e dolorosa que eu já tive. Mesmo que fosse eu sentindo dor ali naquela banheira era Luke quem estava passando mal, pálido como um papel pronto para desmaiar.Por sorte ele não teve tempo disso, nosso Liam foi rápido em chegar ao mundo, já mostrando que poderia ter puxado a beleza do pai, mas o gênio era completamente da mãe.Como eu já esperava Luke era um ótimo pai, sempre atencioso e paciente, fazendo de tudo ao seu alcance, e até além dele, só para poder passar mais tempo conosco.Se alguém me disse que tanta coisa assim iria acontecer eu não acreditaria, eu encontrei o homem da minha vida, me casei com ele e ainda tive u
Dois meses depoisEu estava no altar, em baixo do arco esperando ansioso a chegada de Lisa, o salão de festas a minha frente estava preenchido por nossos amigos e familiares, ao meu lado nossos três padrinhos e madrinhas já estavam posicionados.Sequei minhas mãos na calça pelo que pareceu ser a milésima vez desde que cheguei ali, o nervosismo estava acabando comigo de uma forma que eu não esperava.— Calma garanhão, ela já está chegando. — Kevin sussurrou ao meu lado, me fazendo olhar para os três patetas ali.Ele, Alejandro e Benjamin estavam lado a lado, sorrindo da minha situação. Em minha defesa eu nunca tinha imaginado na vida que um dia me casaria, bem diferente deles.— Calem a boca! — Magie murmurou do outro lado, junto dela estavam Kate, a amiga responsável por levar Lisa até minha casa e Ava.Depois do ultimato todos ficaram quietos voltando a atenção para o corredor onde a música começou a tocar e Lisa apareceu no fim do caminho de pétalas brancas que a levariam até a mim.
Aquele pesadelo tinha finalmente acabado, nós tínhamos conseguido. Eu, bebê, Ava, Luke, todos estávamos bem e em segurança e isso era tudo o que eu podia querer.— É melhor preparar vocês duas, porque a casa vai estar lotada já que todos vieram dar um apoio e ficar unidos enquanto esperavam notícias. — Luke avisou quando o tal de Alex estacionava o carro na frente da nossa casa. — Mas se quiserem posso mandar todo mundo embora.Eu olhei para Ava ao meu lado e segurei a mão dela, esperando uma resposta. Ela ainda estava abalada com o fato de ver todos aqueles corpos e a mãe sendo baleada.Kevin tinha acertado quando disse que Karen sobreviveria, a bala tinha atravessado e não acertou nenhum órgão como ele tinha afirmado, mas ela continuaria internada por alguns dias.— Vamos nessa. — foi a resposta dela abrindo um pequeno sorriso. Mas bastou um grito vindo da porta de casa para iluminar o rosto dela.— Ava! — eu olhei para a entrada a tempo de ver a garota correndo até nós com os cabel
Jane só teve tempo de abrir a boca antes que uma bala se cravasse em sua testa, a levando para o chão bem ao lado da minha mãe. Não vi de onde o tiro com tanta precisão veio, mas sabia que tinha sido Kevin.— Ai meu Deus! Não, não, não! Isso não pode estar acontecendo! — Ava se arrastou como conseguiu até estar perto da nossa mãe. — Você não pode morrer assim, tem muito o que explicar. Muita coisa para pagar!Ela gritava parecendo estar brigando, mas a verdade estava nos olhos transbordando em lágrimas enquanto sacudia a nossa mãe e aquilo me quebrou por dentro, por mais raiva que ela pudesse sentir de Karen não desejávamos aquele fim.— Chama uma ambulância! — gritei com Cris enquanto corri até Lisa, a peguei no colo sem pensar duas vezes, só queria tirá-la dali e poder olhá-la em outro lugar, longe de toda aquela sujeira e o cheiro pútrido. — Você está bem amor? Está machucada?Passei minhas mãos em volta dela freneticamente, procurando por machucados enquanto arrancava as fitas de
— Vamos logo com isso, não vim até aqui para ter que ver essa sua cara de merda. — falei trincando os dentes e me forçando a manter a calma, mesmo que minha vontade fosse de quebrá-lo na porrada. — Onde estão minha mulher e minha irmã?Kevin tinha dito que eu precisava manter a cabeça focada nas minhas prioridades, mas após ver tudo aquilo eu não podia sair dali e não tentar tirá-la daquela vida outra vez.— Está pensando que é assim? Onde está a nossa grana? Não vamos deixar as duas fedelhas vivas de graça. — ele olhou em volta, como se quisesse se certificar de que ninguém ouviria. — Sua outra namoradinha nos ofereceu a mesma quantia para entregar Monalisa e o bebê em pedacinhos.— O quê? — questionei quase sem voz, com o bolo que havia se formado em minha garganta, me impedindo de formar uma frase sequer.— É parece que você tem um fraco por mulheres de jaleco, não é? — o desgraçado sorriu e chegou ainda mais perto de mim, parecendo se divertir com meu desespero. — Sua mãe foi pro
Patrick tinha acabado de retornar com o dinheiro e um dos homens de Cris já estava de guarda no lugar, acompanhando a movimentação e nos mantendo informados, agora era nossa hora de ir até Karen. Eu estava agradecido, pois, tinham sido as horas mais difíceis da minha vida.— Nós vamos com você! — Alejandro afirmou enquanto colocávamos as malas de dinheiro no porta mala.— Não mesmo, você e Patrick vão ficar aqui em segurança. A última coisa que precisamos é de mais pessoas correndo risco! — foi Cris quem deu a ordem. — Alex vai ao volante porque precisamos de alguém de prontidão para nos tirar de lá, enquanto isso vocês esperam.Ainda era difícil acreditar que Jane estaria envolvida nisso, a ideia de alguém cometendo uma loucura por minha causa não fazia sentido para mim, ainda mais uma pessoa que eu não tinha nenhuma ligação há anos e agora decidia pagar pessoas para invadir minha casa, sequestrando minha mulher e minha irmã, eu não conseguia entender.Mas assim que Kevin invadiu a v







