เข้าสู่ระบบO quarto principal da casa siciliana cheirava a madeira antiga, a lençóis limpos e ao vento que entrava pela janela entreaberta trazendo o aroma distante das videiras. Matteo dormia no quarto ao lado, monitorado pelo interfone que Alessandro instalara no mesmo dia da chegada. O som suave da respiração do bebê preenchia o silêncio em intervalos regulares. Sofia e Enzo tinham se recolhido cedo, depois de um jantar simples em que os olhares trocados entre os dois duraram tempo demais para serem apenas de camaradagem. Isabella notara. Alessandro também. Agora, deitados na cama grande sob a luz baixa de um abajur, o silêncio entre marido e mulher carregava mais do que cansaço de viagem. Carregava o peso de um futuro que finalmente parecia possível de ser discutido sem a sombra imediata de uma arma. Isabella estava de lado, a cabeça apoiada na mão, os olhos castanhos estudando o perfil de Alessandro. Ele olhava o teto, uma das mãos atrás da nuca, a outra repousando sobre o estômago dela
A decisão de deixar Nova York de forma permanente não foi anunciada com fanfarra. Foi comunicada em voz baixa, numa manhã em que a luz fria do inverno entrava pelas janelas da mansão e Matteo, já com sete meses, batia as mãos pequenas sobre a mesa de madeira como se quisesse destruir o silêncio. Alessandro pousou a xícara de café e olhou para Isabella com a mesma expressão que usava antes de executar planos finais — calma, absoluta, sem espaço para discussão. — A Sicília — disse, sem preâmbulos. — De verdade desta vez. Não como fuga. Não como esconderijo. Como casa. Os Mancini recuaram depois dos recados. As rotas aqui estão estáveis o suficiente para serem administradas à distância. Enzo já tem homens de confiança no comando. E eu não quero criar o menino entre esses prédios e esses olhares. Lá a terra é nossa. O vinho é nosso. O silêncio é nosso. O nome não precisa ser explicado toda vez que alguém olha para a porta. Isabella segurou a colher no ar por um segundo. O coração deu
Alessandro manteve o ritmo profundo e possessivo por longos minutos, o som de pele contra pele ecoando pelas paredes escuras. Isabella estava completamente aberta sob ele, os pulsos ainda marcados pela corda, a boca entreaberta em gemidos contínuos. A luz vermelha banhava os corpos suados, destacando cada movimento, cada contração, cada marca que ele deixava na pele dela. — Olha para mim — ordenou ele, quando a virou de costas novamente. Isabella obedeceu. Os olhos dele estavam negros, intensos, perigosos. Havia algo mais ali agora — não só desejo, mas uma necessidade crua, quase desesperada, de afirmar que ela era dele de todas as formas possíveis. — Agora você merece estar aqui — disse Alessandro, a voz baixa, rouca, carregada de uma intensidade que fez o corpo dela tremer inteiro. — Agora. Depois de tudo. Depois da gala. Depois de você me olhar sob os holofotes e não baixar o olhar. Depois de carregar meu filho. Depois de sobreviver a mim. Depois de me dar um herdeiro e ainda as
Alessandro beijou a curva do pescoço dela, depois a mordida veio, calculada, forte o suficiente para marcar. As mãos dele desceram, seguraram os pulsos dela e os levaram para trás das costas. A corda de seda preta deslizou ao redor da pele com uma familiaridade quase carinhosa. Ele amarrou os pulsos com precisão, firmes, mas não o suficiente para machucar a circulação. Depois guiou Isabella até a cama e a fez ajoelhar no meio do colchão. A venda veio em seguida. O mundo dela ficou escuro e vermelho ao mesmo tempo. O restante dos sentidos se aguçou: o som da respiração dele, o farfalhar da roupa sendo removida, o clique metálico de algo sendo escolhido na mesa. Quando a mão dele voltou a tocá-la, estava quente e sem pressa. Os dedos traçaram a linha da espinha, a curva da bunda, a parte interna das coxas. Isabella estremecia a cada contato, o corpo já tenso de antecipação. — Você está molhada e eu mal te toquei — murmurou Alessandro. A voz saiu rouca, satisfeita. — Sempre foi assim.
Três dias depois da gala, Alessandro acordou antes do amanhecer e ficou observando Isabella dormir. A luz cinzenta da manhã entrava pelas frestas das cortinas pesadas, pintando faixas pálidas sobre o lençol branco e sobre a curva do ombro dela. Matteo ainda dormia no quarto ao lado, o respirar leve e regular de uma criança que ainda não sabia o peso do sobrenome que carregava. A casa estava em silêncio absoluto. Mas o silêncio, para Alessandro Vitale, nunca fora confortável por tempo demais. A declaração pública fora necessária. O sorriso sob os holofotes fora necessário. A mão dele apertando a dela até doer, sob o olhar de centenas de câmeras e inimigos disfarçados de convidados, fora necessária. Ainda assim, algo em Alessandro permanecia inquieto. A paz exigia teatro. O teatro exigia controle. E o controle, do jeito que ele entendia, precisava ser reafirmado longe dos olhares, longe das câmeras, longe do mundo que agora os via como família oficial. Ele esperou até o final da tarde
Três semanas depois da noite no chalé, o convite chegou como uma ordem disfarçada de formalidade. Uma gala de caridade no centro de Manhattan — o tipo de evento onde famílias antigas, empresários de fachada e homens que nunca sujavam as mãos em público se reuniam sob lustres de cristal e sorrisos calculados. Alessandro não costumava frequentar esse circuito. Preferia as sombras, os depósitos e as conversas que terminavam em sangue. Mas a paz, mesmo frágil, exigia uma nova linguagem. E a linguagem mais eficiente era a declaração pública: apresentar Isabella e Matteo como família oficial, diante de olhares que ainda mediam o espaço deixado pelo nome Rossi e pelas rotas que os Vitale agora controlavam sem contestação aparente. Isabella observou o próprio reflexo no espelho do quarto horas antes do evento. O vestido era preto, longo, de corte limpo, o tecido fluindo sobre o corpo que já não carregava a barriga, mas ainda guardava as marcas suaves da maternidade. O cabelo estava preso







