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Capítulo 63

Autor: Kayla Sango
last update Fecha de publicación: 2026-06-13 19:07:36

~ ARTHUR ~

O caseiro veio nos buscar de carroça.

Não era o tipo de frase que eu imaginava precisar pensar em algum momento da minha vida, mas ali estava, sentado num banco de madeira ao lado de Zara, sendo transportado por uma mula chamada Bernardete enquanto o senhor Dito — sessenta e poucos anos, chapéu de palha, expressão sorridente — conduzia com a calma de quem não tinha pressa para coisa nenhuma.

— Bonita fazenda — Zara murmurou, olhando para os dois lados da estrada de terra enquanto a p
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Último capítulo

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Epílogo

    ~ Dois anos depois ~Estávamos todos sentados em uma mesa de café da manhã no Hotel Milani Londres.Thomas e a Júlia — que sim, finalmente tinham se assumido depois de um bom tempo saindo juntos, mas fingindo que nos enganavam ao negar. A Geórgia, que tinha aproveitado as férias da faculdade de medicina que ela tinha finalmente começado um semestre atrás, depois de ser a ovelha desgarrada da família e ter insistido em três outros cursos antes de chegar lá.— Acontece que eu realmente descobri que gosto de medicina. — Ela explicava para qualquer um que perguntasse. — Eu não queria fazer só porque a família é toda de médico, sabe? Então precisei fazer engenharia, direito e cinema antes, para ter certeza.O que sempre fazia a gente rir, porque se a Geórgia não tinha habilidade nenhuma para engenharia ou direito, tinha ainda menos para cinema. Mas ela não saiu desse último curso de mãos abanando, estava namorando um cara que tinha o maior estilo roqueiro clássico, para o qual a Claire to

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Capítulo 188

    — Últimas palavras? Talvez eu possa repassar para o Arthur antes de acabar com ele também.Então eu ri. Porque havia algo absurdo em estar naquela situação e ainda assim ter a cabeça funcionando o suficiente para perceber o detalhe que ela não tinha percebido.— Você se esquece que eu vivi por anos em uma favela? — Pressionei ainda mais a cabeça contra o metal frio da arma. — É uma Derringer.— O quê? — Leonora franziu a testa, a arma ainda apontada.— Sua arma. É uma Derringer.— Essas são suas últimas palavras?— Não. Mas isso significa que você só tinha dois tiros. — Pausei. — E os dois já foram.Eu estava contando. Estava forçando-a a atirar para qualquer lado por duas vezes. Estava torcendo para que o plano, o único que eu tinha, desse certo.Vi o momento em que ela processou. A mão apertou o gatilho de qualquer forma, claramente sem acreditar no que acabou de ouvir.Nada saiu.Aproveitei o seu choque e agarrei o braço dela com as duas mãos e virei pra trás com força, usando o ân

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Capítulo 187

    ~ ARTHUR ~O telefone tocou enquanto eu ainda estava no estacionamento, a chave do carro na mão, tentando lembrar exatamente em qual faixa tinha parado.— Alô?— Arthur. — A voz do meu pai soou do outro lado, e o tom era diferente do suficiente para acender um alerta imediato. Não o tom de médico que ele usava para dar más notícias com controle total, mas algo por baixo disso, algo que raramente aparecia e que eu aprendi a reconhecer ao longo dos anos como o tom que ele usava quando havia perdido o controle da situação. — Você está com a Zara?— Não. Longa história, mas a Leonora armou uma armadilha e nos pegou mais uma vez. A Zara está sendo conduzida até a delegacia por um policial, eu estava indo buscar o carro para ir atrás e depois a encontrar lá...— Não deixa. — A urgência na voz dele subiu de um grau que eu não estava acostumado a ouvir. — Não deixa a Zara entrar naquela viatura. Arthur, para o que você está fazendo e ouve o que estou dizendo.— O que está acontecendo? Por quê

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Capítulo 186

    Leonora soltou uma risadinha contida que me assustou mais do que qualquer gargalhada aberta que ela pudesse ter dado.— É isso que você acha de mim, então?— Bem, foi o que você fez com meu avô, não foi?— Eu só faço o que é necessário. — Ela disse calmamente, como se uma confissão de assassinato fosse como qualquer discussão mundana. — Você... sua morte não era necessária pra mim. Tentei te afastar com aquele exame falso, mas não é que seu marido parece realmente estar tão apaixonado a ponto de colocar a reputação médica dele em jogo por você?— Se minha morte não era necessária, por que mandou a Genevieve pra aquele quarto?— Porque você se tornou uma pedra no meu caminho. Você e ele, o Arthur. A ideia era eliminar meu irmão, afastar você do Arthur, casá-lo com a Genevieve para que ela pudesse controlá-lo, e eu ficava com tudo. — Fez uma pausa. — Mas aparentemente não tem nada no mundo que afaste vocês dois, tem?— Como você teve coragem? — A pergunta saiu levando minha raiva com el

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Capítulo 185

    — O quê? — Perguntei para o Arthur, claramente um passo atrás dele na conclusão.— Ficamos tão desesperados pra entrar na área de embarque que esquecemos da sua restrição em deixar o estado. Quando a passagem no seu nome acusou no sistema, o sistema entendeu que você estava tentando violar a determinação judicial.— Merda, merda!— Ela antecipou nossa jogada. Provavelmente soltou a informação falsa de que estava saindo do país exatamente para isso, para nos fazer correr para o aeroporto, para nos fazer comprar passagens sem pensar nas implicações.— Filha da puta. — Murmurei. Leonora tinha calculado cada passo que nós daríamos com uma precisão que era, objetivamente, impressionante. O que tornava tudo ainda mais frustrante.— Senhora... — O policial começou novamente, agora com menos paciência na voz.Ainda estava parado ali, com o distintivo em mãos, com aquela expressão de quem está ficando progressivamente menos disposto a continuar esperando.— Já estou indo! — Respondi, incapaz d

  • INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO   Capítulo 184

    Eu nunca tinha estado em um aeroporto antes, mas eu imaginava que em condições normais ele já não seria um dos meus lugares favoritos — barulhento, cheio de gente com pressa, com aquela iluminação artificial que não favorecia ninguém e filas em toda parte sem começo nem fim claro.Mas eu uma situação de emergência, como hoje, era ainda pior. Cada pessoa que passava era um possível obstáculo, cada corredor uma possível direção errada, e o ruído de fundo tornava impossível pensar com a clareza que a situação exigia.A informação tinha chegado pelo Eduardo, vinda de um dos seus contatos, que Leonora estava prestes a embarcar em um voo para Portugal. O que fazia muito sentido. Genevieve tinha dado seu depoimento na tarde anterior, Leonora já estava sando da traição e sua melhor opção era fugir do país.Então, fizemos o que nossa ansiedade nos pediu: fomos para o aeroporto. Não que acreditássemos que fossemos resolver algo com as próprias mãos, mas... Tá, eu acreditava que ia resolver com

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