INICIAR SESIÓNAtravessei o quarto sem pressa.
Coloquei Rafaela com cuidado sobre os lençóis. Por alguns segundos, apenas fiquei ali, olhando. O cabelo escuro espalhado pelo travesseiro, a pele ainda aquecida, o olhar que me encontrava sem desviar… Desci beijando seu corpo, traçando um caminho pelo seu ventre até alcançar sua vagina. No primeiro toque da minha língua, o silêncio do quarto foi quebrado por um suspiro profundo. — Ah... Andrew... — ela arfou, as mãos buscando o lençol. Intensifiquei o ritmo, explorando-a.Os sons dela se tornaram urgentes. Ela gemia, o corpo arqueando em direção à minha boca. Quando ela finalmente gozou, eu me levantei, ficando de joelhos entre suas pernas. Meu pau, grande e marcado por veias, estava no limite. Posicionei a cabeça dele na entrada da vagina dela, pincelando a glande lentamente contra sua abertura que estava úmida, sentindo cada pulsação encontrar a dela. Entrei de uma vez. Senti que ela me apertava com tanta força que era quase impossível me mover. — Relaxa, meu amor... — sussurrei, a voz rouca. — Tenta soltar o corpo para mim. Você está muito apertada... Comecei o movimento lento, saindo quase todo e voltando a empurrar, sentindo a musculatura dela ceder ao meu ritmo. Inclinei-me e abocanhei um de seus seios, sugando o mamilo enquanto meu pau entrava e saía, apertado demais. — Você é tão perfeita... — gemi contra a pele dela. — Minha... você é minha esposa agora, Rafaela. Eu te amo tanto que chega a doer. O ritmo se tornou desesperado. Eu sentia as paredes dela pulsarem ao redor do meu pau. Era o orgasmo dela voltando, e o aperto era tão surreal que eu sabia que não teria tempo de tirar — e eu não queria. Eu tentava segurar, queria curtir cada segundo, prolongar a sensação de estar dentro dela até o amanhecer, mas era impossível. — Rafaela... deixa eu gozar dentro? — pedi com um rosnado, e a resposta veio no aperto que ela me deu. Ela se inclinou, puxando meu rosto para a curvatura do seu pescoço, e sussurrou bem ao pé do meu ouvido, com a voz embargada por um gemido longo. — Ahhh... eu estou gozando, Andrew... agora... junto com você... O hálito quente dela na minha orelha e o anúncio do seu prazer me fizeram perder o resto de sanidade que eu ainda tentava manter. Sem pensar em mais nada, segurei seus quadris com força e me joguei para frente. Eu me enterrei nela até a raiz, sentindo o exato momento em que os jatos quentes começaram a inundar o interior dela. Estávamos em uma sincronia absurda, gozando juntos em uma explosão que parecia não ter fim. Ficamos alguns minutos abraçados. Eu a beijava devagar, sem pressa, sentindo as batidas dos nossos corações se acalmarem pouco a pouco. Rafaela estava encaixada em mim, o corpo ainda quente, a respiração suave contra meu peito. Passei a mão pelos cabelos dela, afastando algumas mechas do rosto. — Está tudo bem? — perguntei, baixo. Ela levantou o olhar, um sorriso discreto tocando os lábios. — Melhor do que eu imaginava… — respondeu, sincera. Soltei um leve sopro de ar, quase um riso contido, e beijei sua testa. — Ainda bem — murmurei. Com cuidado, me afastei o suficiente para me levantar da cama. Peguei o roupão no encosto da poltrona e o vesti de qualquer jeito antes de caminhar até o bar da suíte. Servi duas doses. Quando voltei, ela estava sentada na cama, o lençol cobrindo parte do corpo, os cabelos levemente desalinhados, o olhar mais tranquilo… mas ainda profundo. Entreguei o copo a ela. Antes que ela levasse o dela aos lábios, segurei o meu no ar por um instante. Olhei para ela e sorri. Um sorriso verdadeiro, leve… raro. — Uma dose… — comecei, a voz baixa — pra comemorar a nossa vida a dois que começa aqui. Os olhos dela suavizaram na mesma hora. E então ela sorriu também. Erguemos os copos juntos, o cristal tocando em um som que pareceu ecoar mais do que deveria naquele silêncio. Viramos a dose. O líquido desceu quente, mas não tanto quanto o que já existia entre nós. Levantamos quase ao mesmo tempo, em silêncio. No banheiro, o som do chuveiro voltou a preencher o espaço, mas diferente de antes… Corpos próximos, movimentos lentos, toques que não precisavam provar nada. Quando voltamos para o quarto, o cansaço finalmente nos encontrou.Minha rotina voltou ao normal quase imediatamente.Rafaela passava boa parte do tempo na cobertura. Já não trabalhava mais na Maison Bianchi; não havia necessidade. Com a gravidez avançando, eu preferia que ela tivesse todo o tempo do mundo para descansar, cuidar de si mesma e, principalmente, do nosso bebê.Eu mesmo acompanhava cada etapa da gravidez. As ultrassonografias eram realizadas por Anthony, a meu pedido. Havíamos decidido descobrir o sexo do bebê somente no momento do parto, e eu não queria correr o risco de descobrir antes da hora.Enquanto isso, eu me dividia entre os corredores do Edward Collins, as pesquisas, as reuniões das redes Collins e todos os compromissos que pareciam ter se multiplicado durante os dias em que estive ausente.Os dias foram passando nesse ritmo.Eu acordava antes do sol nascer e, algumas vezes, quando finalmente conseguia voltar para casa, Rafaela já estava dormindo em nossa cama, os cabelos espalhados pelo travesseiro e uma das mãos repousada sob
Conhecemos cada canto de Veneza e nos amamos como nunca, enquanto os dias pareciam seguir sem pressa, como se o tempo também tivesse decidido nos dar uma trégua.A cidade parecia ter sido feita exclusivamente para nós dois. E, de certa forma, era. Giacomo havia escolhido lugares reservados, experiências que nos permitiam viver Veneza longe do movimento e dos olhares, como se, por alguns dias, aquele pedaço do mundo pertencesse somente a nós.Levei Rafaela a palácios que pareciam ter saído de outra época, atravessamos os canais, conhecemos lugares exuberantes e caminhamos por aquelas ruas estreitas, sem destino e sem pressa. Eu, que jamais faria aquilo sozinho, descobri que podia gostar de simplesmente andar ao lado dela sem precisar saber para onde estávamos indo.No fim de cada dia, porém, nada se comparava ao momento em que eu a tinha em meus braços. Afundava o rosto em seus cabelos negros, respirava seu perfume doce e sentia aquela paz que só ela conseguia me trazer.Era como se tu
~Na voz de Andrew~Assim que atravessamos as portas do hotel, meus olhos buscaram imediatamente o rosto de Rafaela.Ela estava linda.Na verdade, aquela palavra já não parecia suficiente para descrevê-la. Talvez fosse o brilho em seus olhos diante de tudo o que estava descobrindo, talvez fosse a maneira como os cabelos escuros caíam delicadamente sobre os ombros ou simplesmente o fato de que, depois de tudo o que havíamos vivido, tê-la ali, ao meu lado, fazia qualquer lugar parecer ainda mais extraordinário.Todo o meu império havia perdido o sentido se ela não estivesse nele.Foi nas montanhas congelantes da Islândia que finalmente compreendi isso. Mesmo ferido, perdido e sem saber se conseguiria voltar para casa, em nenhum momento meu pensamento deixou de ser ela. Rafaela estava em cada lembrança, em cada oração, em cada segundo em que temi não vê-la novamente.E agora ela estava ali.Comigo.— Você está linda — murmurei, apenas para que ela ouvisse, deixando um sorriso discreto sur
Quando as rodas do jato finalmente tocaram a pista, senti uma expectativa diferente tomar conta de mim.Pela janela, pude contemplar o céu italiano como uma tela pintada pelo melhor dos artistas. Havia alguma coisa naquele momento que tornava tudo mais bonito, como se eu tivesse acabado de atravessar uma fronteira invisível e entrado em um daqueles lugares que, até então, só existiam nos meus sonhos.Não demorou muito para que estivéssemos descendo a pequena escada da aeronave. Um homem de meia-idade, que nos aguardava próximo à pista, aproximou-se assim que nos viu.Vestia um terno escuro impecavelmente alinhado e usava óculos de sol que conferiam ainda mais elegância à sua postura. No rosto, carregava a expressão tranquila de alguém acostumado a receber pessoas importantes, como se aquilo fizesse parte de sua rotina.— Senhor e senhora Collins. — Ele nos cumprimentou com um sorriso cordial. — Meu nome é Giacomo Zanon. Será um prazer acompanhá-los durante toda a estadia de vocês aqui
Despertei com o barulho do chuveiro, forte e contínuo, mais parecido com uma pequena cascata, denunciando que Andrew já havia se levantado.Permaneci imóvel por alguns instantes, ainda envolta nos lençóis, olhando apenas para a aliança que brilhava em meu dedo. Um sorriso bobo surgiu em meus lábios.Eu estava oficialmente casada com Andrew Collins.Aquele homem que, durante o batizado de Dominic, havia me pedido para morar com ele e, quem sabe, simplesmente assinar um papel sem qualquer cerimônia, agora era meu marido. E o que deveria ter sido apenas uma formalidade havia se transformado em tudo aquilo.Ao lado da cama, o vestido que eu usara na noite anterior parecia gritar luxo em cada detalhe. A festa havia sido digna dos mais perfeitos contos de fadas, daquelas histórias que parecem pertencer a outras pessoas. Se alguém tivesse me contado, meses antes, que um dia eu viveria tudo aquilo ao lado de um homem como Andrew Collins, eu provavelmente teria rido.Mas eu estava ali.E, pela
Assim que atravessamos a porta do quarto, Andrew a empurrou com o pé, fechando-a atrás de nós.Por um instante, permaneci apenas observando aquele lugar.Estava tudo tão diferente. Centenas de pequenas velas espalhadas iluminavam o ambiente, refletindo suavemente nos móveis de madeira escura. Arranjos de rosas brancas e peônias ocupavam os aparadores, enquanto pétalas espalhadas desenhavam um caminho até a cama. As cortinas permaneciam entreabertas, permitindo que o brilho prateado da lua invadisse o quarto.— Dona Margareth realmente pensou em tudo... — falei, sorrindo.Andrew me deu um beijo curto e sorriu.Quando me colocou no chão, seus olhos se mantiveram presos aos meus. Os olhos acinzentados brilhavam, refletindo a luz das velas. Sem desviar o olhar, ele começou a abrir, um a um, os botões da camisa social. Fez isso com movimentos lentos e tranquilos, como se não houvesse pressa nenhuma no mundo.Assim que tirou a camisa, aproximou-se novamente, beijou meu pescoço e me fez vira







