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Capítulo 4

last update publish date: 2026-04-18 00:43:58

A cobertura estava em silêncio quando entramos.

A cidade ainda respirava a madrugada do lado de fora, luzes distantes recortando Manhattan em linhas frias e precisas — tão diferente do calor do Rio que havíamos deixado horas antes.

Rafaela parou alguns passos à frente, absorvendo o espaço.

Aproximei-me sem pressa e a envolvi por trás.

— Hoje você não precisa pensar em nada — murmurei, a voz baixa junto ao seu ouvido.

Ela virou o rosto na minha direção. Havia cansaço em seus olhos, mas também algo mais profundo — como se ainda tentasse acompanhar a velocidade com que tudo havia mudado.

Não esperei que dissesse nada.

Segurei sua mão e a conduzi pelo corredor.

O banheiro da suíte se abriu em uma luz suave, refletindo no mármore claro, no vidro, na amplitude do espaço… e, ainda assim, reduzido àquele momento — a nós dois.

Soltei sua mão apenas para abrir a água da hidromassagem.

O som começou baixo, preenchendo o ambiente, enquanto o vapor se formava aos poucos.

Aproximei-me novamente e a beijei com calma, sem urgência, como se o tempo ali obedecesse a outro ritmo.

Já dentro da banheira, com a espuma cobrindo sua pele, me abaixei à sua frente.

Sustentei seu olhar.

— Você ainda pode voltar atrás — disse, firme, mas sem dureza. — Eu não quero que se sinta pressionada… mas saiba que isso é tudo o que eu mais quero.

Minha mão deslizou até seu rosto, tocando com cuidado.

Rafaela sorriu — um sorriso mais sentido no olhar do que nos lábios.

— Eu não quero voltar atrás… — respondeu, suave. — Eu quero o que você quiser, meu amor.

A resposta foi suficiente.

Entrei na banheira, juntando-me a ela, sentindo o calor da água.

Ao entrar na água, puxei-a para mim, sentindo o calor do seu corpo colidindo com o meu. Nossas bocas se encontraram, enquanto minhas mãos, inquietas, passeavam por suas curvas nuas, explorando cada centímetro de sua pele que estava coberta apenas pela leveza da espuma.

Sob a superfície da água, minhas mãos subiram devagar, mapeando cada curva até alcançarem seus seios.

Eles eram pequenos, perfeitos, e o modo como cabiam com exatidão na palma das minhas mãos me deixava completamente louco. Comecei a acariciá-los com uma possessividade que eu não tentava mais esconder, sentindo os bicos endurecerem sob o toque dos meus polegares.

Rafaela soltou um gemido baixo contra meus lábios, um som de pura entrega que ecoou pelo mármore do banheiro.

No meio daquele beijo, onde o fôlego já começava a nos faltar, afastei meus lábios dos dela apenas o suficiente para sussurrar contra sua pele

— Vamos sair da água...

Rafaela assentiu.

Com um movimento firme, eu a ergui nos braços, sentindo a água escorrer pelos nossos corpos enquanto a tirava da banheira. O peso dela era o único que eu queria carregar. Mantendo-a próxima ao meu peito, alcancei a toalha ao lado e comecei a enxugá-la com movimentos lentos, sentindo a textura do tecido contra sua pele macia que ainda exalava o calor do banho.

Assim que a senti seca, joguei a toalha de lado e a peguei novamente em meus braços. Enquanto caminhava em direção à suíte, não conseguia manter meus lábios longe dos dela; eu a beijava com uma fome renovada a cada passo, sentindo seus braços se enroscarem no meu pescoço.

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