INICIAR SESIÓNLeonardo Cross Ainda estou em Turim tentando acalmar a situação caótica que se criou entre os meus pais. Pretendo voltar ainda hoje para Florença, após passar três dias ouvindo os argumentos absurdos da minha mãe defendendo a Selena e querendo mantê-la aqui contra a vontade do meu pai. O senhor Cesare Cross não aceitou as explicações e desculpas da Selena com a mesma benevolência cega da minha mãe, Lavínia. — Papai, o senhor e a mamma precisam conversar — digo, sentado à sua frente no escritório da matriz da nossa rede de lojas. — Sua mãe está irredutível, meu filho. E eu não entendo o motivo de ela querer tanto proteger a Selena depois de tudo o que essa mulher aprontou — ele desabafa com a voz exaltada. — Ela, como mãe, deveria ser infinitamente mais compreensiva e protetora com a própria filha. Sinto-me profundamente envergonhado por tudo o que pensei e falei sobre a Diana — vejo o arrependimento genuíno transbordar em seu tom. — A minha filha sempre foi o meu maior motivo d
Francesco Russo Esse lugar infecto está me enlouquecendo a cada segundo que passo aqui. Não tive mais nenhuma notícia sobre a minha mulher e a minha filha desde que o doutor Cesar veio aqui e eu transferi boa parte do dinheiro do exterior para o desgraçado do Ramon. — Francesco Russo! — ouço o detetive Navarro se aproximar da cela com passos pesados. Ele vem acompanhado do meu advogado, Cesar, e eu já imagino que vem bucha das grandes pela frente. — Vamos. Queremos conversar com você e o seu advogado já está totalmente inteirado do assunto — o detetive avisa com a voz fria. — O que foi desta vez?! Aconteceu alguma coisa com a minha família?! — pergunto ansioso, o suor frio escorrendo pela minha testa. O doutor Cesar me olha com um sobressalto assustado e faz um gesto sutil com a cabeça, alertando-me de que a polícia ainda desconhece o sequestro de Vittória e Antonella. — Não aconteceu nada com a sua família. Aliás, estamos achando muito estranho o fato de você não ter recebido
Lorenzo Bianchi Não via a hora de voltar para casa e estar nos braços da minha morena de novo. Eu e o Enzo conseguimos alinhar todas as ações da Valmont diante da imprensa e dos nossos clientes mais importantes. Apesar de ter passado apenas uma tarde na empresa, o clima estava tão tenso que sinto como se minhas energias tivessem sido totalmente sugadas. Acabo de chegar na cobertura imaginando encontrar minha mulher feliz por ter recebido a amiga com as roupas que pediu. Em vez disso, me deparo com a minha mãe avançando com fúria, claramente tentando agredir a minha mulher. — O que faz aqui, Constanza?! E o que a faz pensar que pode agredir alguém, e principalmente a minha mulher?! — questiono, jogando as chaves do carro e a pasta sobre o aparador. Caminho a passos largos e firmes até ficar entre as duas, assumindo uma postura protetora com a mulher que amo. Diana está visivelmente assustada, mas mantém uma firmeza admirável diante da ameaça da mulher arrogante à sua frente. P
Diana Cross Estava sozinha na cobertura e não via a hora de o Lorenzo voltar. Depois de todo o horror que enfrentei, ficar sozinha por muito tempo me causa um incômodo sutil, uma sombra que insiste em rondar. Preciso superar isso logo, pois nunca fui mulher de baixar a cabeça para nada. No entanto, ser sequestrada, atingida por um tiro e jogada no mar para morrer — ainda mais carregando meus bebês — é um trauma que ninguém merece vivenciar. Por falta de roupas, estou usando as camisas do Lorenzo, que ficam enormes em mim e carregam seu perfume amadeirado. Não vejo a hora de a Beatriz aparecer com o que pedi. O sol já está se pondo e resolvi ir para a cozinha preparar um jantar especial para esperar o meu homem. Ouço o toque da campainha e caminho até a porta com um sobressalto involuntário. Ao abrir, me deparo com Beatriz segurando várias sacolas, ostentando uma carranca que tenta em vão disfarçar sua alegria. — Sabia que eu estou com uma vontade imensa de arrancar os seus cabe
Enzo Bianchi Eu estava há dois dias consumido pela preocupação com o paradeiro de Marcella. Desde a noite em que não a encontrei no hotel e li seu bilhete pedindo para que eu não a procurasse, anunciando sua demissão, fiquei completamente transtornado e incapaz de engolir essa atitude. Tem algo de muito errado acontecendo nessa história e eu vou descobrir o que é, custe o que custar. — Tem algo perturbando você, Enzo. Apesar do nosso curto tempo de convivência, aprendi a ler suas expressões corporais e sei que há algo além do que você me contou — Lorenzo pontua, notando meu visível incômodo. — Vamos, diga logo. A mamma aprontou mais alguma das suas? — Não é nada relacionado à empresa ou à nossa família, mas há algo que está me corroendo por dentro — digo, sentindo o gosto amargo da frustração. — Não sei como agir sem ser invasivo, mas sinto que preciso fazer algo urgente — declaro, levantando-me e caminhando até a janela panorâmica da sala. — Do que se trata, afinal, Enzo?!
Lorenzo Bianchi Depois de alimentar a minha mulher e deixá-la devidamente confortável e acolhida em nossa cobertura, precisei ir até a Valmont para me inteirar do andamento das investigações e do paradeiro daquela inescrupulosa da Antonella. — Olá, Beatriz, Luiz... Como andam as coisas por aqui? — pergunto enquanto passo pela recepção que antecede a entrada da minha diretoria. — Senhor Bianchi! Que surpresa! O senhor voltou e não nos avisou nada — Beatriz se surpreende ao me ver ali. — A senhorita Camilla informou que o senhor já tinha partido de Londres há uma semana, mas não me disse mais nada. — Eu precisei resolver alguns assuntos de extrema urgência e não pude avisar. Ligue para o meu irmão e avise que estou na empresa, e venha à minha sala em seguida — abro a porta e me volto para ela novamente. — Venha assim que conseguir falar com o Enzo. — Sim, senhor! Irei imediatamente — ela responde com a costumeira eficiência e simpatia. Entro na minha sala e me acomodo em minha pol







