Mag-log inDIANA
Explicar a Oliver que ele precisa deixar a casa que conhece há anos é difícil, mas muito necessário, porque não quero que ele se machuque ou seja deixado para trás, agora que a minha fuga daqui está próxima.
— Como sei que você não vai me abandonar? Ele questiona com os olhos marejados, fazendo o meu peito apertar porque eu não queria deixar ele com medo.
— Se eu não te abandonei quando você era um filhote, o que te faz pensar que farei isso agora que te amo tanto? Eu retruco, segurando o seu rosto em minhas mãos.
Embora tenha dezoito anos em idade humana, em sua raça de lobo ele ainda é considerado um adolescente, o que acho estranho e surpreendente ao mesmo tempo, já que, para um lobo ser considerado um verdadeiro adulto, ele precisa ter trinta anos.
— Prometa que não vai me deixar.
— Juro com a minha alma, Oli.
O queixo do meu irmão de alma treme com as lágrimas que ele não consegue derramar, mas ele me escuta e começa a guardar suas coisas. Ele coloca tudo na mala que eu comprei para ele e, quando termina, eu lhe dou a mochila na qual coloquei comida para algumas semanas, já que quando estivermos instalados a oeste de Cosmos, sairemos para pegar o que precisamos. A prioridade aqui é tirá-lo dessas terras amaldiçoadas antes que descubram que há outro Belmont vivo além de Christopher.
Pensar naquele lobo cria raízes estranhas em meu coração e isso me desconcerta. Tentei ignorar esse sentimento, mas é muito estranho, e quero acreditar que é por causa do meu imenso amor por lobos e não porque, de alguma forma, fomos feitos um para o outro.
Eu conheço as leis dos lobos. Eu sei que quando eles encontram a lua, algo muda na mulher. São elas que sentem o "clique" do vínculo, mas são eles que desenvolvem um sentimento de possessividade excessivamente intenso que só piora quando ocorre a primeira cópula.
— Quando te verei novamente? A pergunta de Oliver me tira desses pensamentos, já que é impossível que um humano e um lobo sejam companheiros.
— Em uma semana.
— Ok, estarei esperando por você no Gronks.
Concordo, dou-lhe um beijo na bochecha e depois o abraço, porque se eu quiser que ele chegue ao barco que o levará até lá a tempo, ele precisa ir embora agora.
Há saídas diárias da Cidade Humana para várias áreas do Cosmos, já que os clientes geralmente trazem mercadorias de outros lugares para vender aqui, mas também há outros que viajam simplesmente por prazer. Tiro da calça algumas pílulas especiais que roubei da prisão. Elas ajudam a esconder o cheiro característico que as criaturas noturnas exalam, já que se tem uma coisa que o meu padrasto odeia é ter que sentir o cheiro delas.
Os lobos sempre cheiram a natureza, seja ela terra, pinheiros, árvores, arbustos ou flores. Oliver tem uma mistura de terra e pinho que eu gosto, mas se ele quiser ficar bem e ir para Gronks, ele precisa cheirar como um humano.
Eu queria não ter que esconder o seu cheiro, mas o clã do meu padrasto está tão determinado a exterminar outras espécies que ele lançou um vídeo informativo explicando o cheiro de cada criatura noturna, pois isso torna mais fácil para os humanos capturá-las.
— Você precisa tomar um a cada oito horas. Explico enquanto saio da caverna com ele. — Quando chegar ao seu destino, você pode parar de tomá-las, mas não antes. Se as pessoas no navio souberem que você é um lobo, elas o denunciarão às autoridades e você será levado para a prisão.
— Seguirei suas instruções à risca, não se preocupe.
As suas palavras tiram um pouco do peso dos meus ombros. Eu o abraço novamente, conto sobre a medicação e para onde ele está indo.
— Que a Mãe Lua te proteja, que os seus ancestrais te guiem por um bom caminho e que a sua coragem permaneça ao seu lado em todos os momentos. Vejo você em alguns dias, Oli.
O meu irmão lobo acena com a cabeça e sai pela floresta em direção à área onde fica a baía dos barcos. Espero a sua figura desaparecer e então retorno à Cidade Humana, sentindo o meu coração na garganta porque estou com medo de que Dimitri descubra os meus planos.
Estou a caminho da prisão, pois tenho que ficar de guarda na clínica. Respiro fundo e afasto da cabeça os pensamentos de fuga, porque é a única maneira de relaxar. Entro após apresentar o meu documento de identificação e vou até o posto de enfermagem, onde Demetria está terminando de vestir as suas roupas civis, pois é contra as regras andar uniformizada fora deste lugar.
— Pronta para o serviço de guarda? Ela me pergunta, ajustando a tira do tênis.
— Sim. O que temos para hoje?
— Verificar os sinais vitais de todos os internos, preencher registros médicos, arquivar arquivos eletrônicos e auxiliar em cirurgias realizadas em diversas crianças.
— Cirurgia? A minha testa franze, pois eles não fazem essas coisas aqui.
— Eles vão remover a capacidade de reprodução de todos os presos. Ela compartilha, o que me faz recuar de choque.
— Um cirurgião de Maloks chegou e pediu ajuda a algumas enfermeiras, incluindo você, porque preciso descansar.
Maloks é um país cheio de profissionais. Há médicos, bombeiros, advogados, policiais, soldados, bioquímicos, entre outros. Nos últimos anos, conheci alguns advogados que ajudaram o meu padrasto com seu caso judicial na prisão, e até vi farmacêuticos que distribuíam compostos especiais para manter as criaturas noturnas em seus lugares.
— Algo mais?
— VERDADE! Demetria pula e então ajeita seu rabo de cavalo. — Você vai dar a todos eles um supressor de força para mantê-los dóceis. É crucial que você faça isso, caso contrário as coisas podem ficar complicadas.
Ele me explica que me deixou um saco de agulhas novas e que o medicamento que vou dar a eles se chama D0C1L-01, que é rosa. Cada detento recebe uma seringa cheia, que é a dose usual de tudo o que é injetado.
Demetria me deixa com um mal-estar terrível que simplesmente não desaparece, mesmo com o passar dos minutos. Procuro o meu caderno de enfermagem e começo pela primeira coisa, que é verificar os sinais vitais. Para isso utilizo alguns instrumentos que coloco nas bolsas do uniforme preto que visto.
Saio da estação e começo meu trabalho, sentindo que estou apenas contribuindo para prejudicar esses seres que deveriam ser livres para viver suas vidas. Cinco seguranças me acompanham durante os procedimentos, caso as coisas se compliquem. Eles foram treinados para responder de forma rápida e eficaz.
Ando de corredor em corredor medindo sinais vitais e anotando-os no meu caderno. Sou cautelosa ao fazer isso porque uma figura alterada pode ter consequências sérias. Logo terei que estar no corredor de Christopher, o que só me deixa nervosa porque quero explicar a ele que vou tirá-lo daqui, mas fazer isso com esses guarda é perigoso, já que eles estão entrando em todas as celas comigo, algo que não acontecia alguns dias atrás.
O suor começa a escorrer pela minha testa enquanto acabo com todos eles, deixando o lobo por último.
— Vocês não precisam entrar nesta cela comigo. Digo aos guardas, que me olham com hostilidade. — Ele chegou ontem e não representa nenhum perigo para mim. Por que vocês não vão comprar um refrigerante na máquina de venda automática? Vocês provavelmente estão com sede de tanto me seguir.
— Senhora. As ordens de Mitchels foram precisas e claras, devemos ficar perto de você quando realizar procedimentos em criaturas noturnas.
Não insisto porque isso levantaria suspeitas, então digo um simples "Tudo bem", sorrio para eles e entro na sala onde encontro Christopher parado no mesmo lugar de ontem, contemplando a pintura da lua cheia. Os guarda se dispersam pela sala, segurando armas altas contendo sedativos poderosos que deixariam até um elefante inconsciente. Sob o seu cuidadoso escrutínio, aproximo-me do lobo, ciente do calor de seu corpo, o que faz meu coração bater descontroladamente, indicando o que não deveria: somos almas gêmeas.
Ele parece sentir o mesmo que eu, porque ele se vira abruptamente, me encarando com seus olhos verdes como a selva enquanto um rosnado baixo e íntimo escapa da sua garganta, fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
— Estou aqui para medir seus sinais vitais. Digo educadamente, engolindo o nó na garganta porque a minha descoberta deve ser uma mentira.
É impossível que humanos e lobos sejam casais. Penso, e uma estranha carícia mental me sacode da cabeça aos pés, fazendo-me abrir os olhos inercialmente, horrorizada.
Christopher me analisa meticulosamente, estudando A minha reação, e quando não digo nada, ele simplesmente caminha até a cama de pedra, onde começo a medir sua frequência cardíaca, pulso, saturação de oxigênio e temperatura, mais lentamente do que com os outros detentos.
Mais uma vez, aquela carícia mental me toca quando encontro OS seus olhos e dessa vez o calor aquece as minhas bochechas, principalmente quando ele esboça um pequeno sorriso que de longe pareceria uma careta.
DIANAQuente.Sinto muito calor e deve ser porque, em cima do meu corpo, sinto algo enorme e pesado, algo tão quente que parece lava.Abro os olhos e percebo que é Christopher quem tem as bochechas vermelhas e suor escorrendo pela testa pálida.— Você está queimando de febre, Chris! Eu o sacudo, observando o momento exato em que os seus olhos se abrem, revelando pupilas excessivamente dilatadas.— Não é febre, querida... Ele suspira suavemente, mordendo o lábio inferior de dor e enterrando o rosto entre os meus se*ios. Ouço-o inspirar profundamente o meu perfume antes de me lamber, o que faz os pelos do meu corpo se arrepiarem. — Eu quero… Eu preciso… Merda!Christopher geme, fazendo o meu rosto e ouvidos aquecerem porque eu sei o que está acontecendo. Existem tantos livros sobre lobos ao longo de um longo período de tempo eles ficam com os sinais e sintomas do período de acasalamento de uma criatura peluda como ele. Às vezes e confundindo com febre ou gripe, algo que confirmei há seg
Essas notícias causaram comoção, fazendo com que indivíduos desconhecidos e não humanos cercassem muitas empresas e até mesmo a prisão, exigindo a libertação de seus entes queridos.Os olhos de Adeline se movem de um lado para o outro enquanto ela observa a horda incontrolável, o que a deixa sem fôlego e com o pulso acelerado porque ela nunca, em seus vinte e três anos de vida, testemunhou um evento desse tipo.— Quem os matou? Ela se pergunta, tão grata que a sua melhor amiga não está mais lá para testemunhar tamanho caos.— Está tudo um caos. Diz a sua mãe quando ela entra sem bater. Ela parece assustada, como se alguém lhe tivesse dado uma má notícia. — E é por isso que devemos ir.— Ir para onde? Adeline pergunta, franzindo a testa porque ela nunca pensou que ouviria algo assim saindo da boca de sua mãe.— É hora de retornar à minha terra natal.Os olhos da melhor amiga de Diana se arregalam de espanto, pois há muito tempo a sua mãe lhe disse que ela é originária de Brujaks, um pa
— Sim. Decido responder, porque tenho certeza de que Diana não fará isso, principalmente enquanto ela estiver toda vermelha.— Eu tenho a poção perfeita para isso.Holly vai até uma prateleira nos fundos, cheia de potes de líquidos de cores vibrantes. Enquanto a velha procura, não consigo deixar de pensar em como será o sexo com penetração. Será caótico? Inesquecível? Não sei, mas ainda assim estou excitado por estar dentro dela e reivindicá-la completamente como minha.Quero atacá-la gentilmente, mas também como se o Cosmos fosse desaparecer.Quero amarrá-la e enchê-la com o meu sêmen.Quero…— O efeito da poção redetacor dura um mês. Conta a velha, tirando-me dos meus pensamentos e me entregando um frasco cuja substância vermelho neon chama a minha atenção. A sua sigla corresponde a “redução do tamanho corporal”, ou seja, com isso você obterá medidas humanas em todos os sentidos.— O tamanho do seu pênis também ficará menor? A minha lua especial pergunta com um certo tremor na voz,
CHRISTOPHERExistem feridas emocionais que são difíceis de curar, mas você aprende a lidar com elas, mesmo quando às vezes você só quer parar de sentir.Ouvir Diana falar sobre a sua mãe me fez perceber que as suas feridas emocionais são profundas, e eu posso entendê-la completamente. Assim como ela perdeu a pessoa mais importante da vida dela, eu perdi a minha, e essa é uma dor que nunca conseguirei superar.Estar na casa dos meus avós me faz sentir ainda mais falta dos meus entes queridos. Eu queria poder ter os meus pais por perto para poder dizer o quanto os amo. Gostaria de poder ver os meus avós novamente para passar as tardes com eles. E eu queria que o meu irmão Oliver já estivesse aqui ao meu lado.— Você tem certeza do que está dizendo? Pergunto ao gerente de Gronks Bay pela segunda vez.— Sim, Sr. Belmont. Responde o velho com um suspiro. — O navio vindo de Horrorks parou há dez horas em Vampyroks, mas retornará para cá esta noite.— Você sabe se algum passageiro desembarco
Chuck ri e acena com a cabeça antes de levantar seu rifle e caminhar até uma caminhonete antiga, de onde ele pega uma enorme cesta de piquenique. Ele começa a pegar os coelhos que aparecem no seu caminho e coloca todos na cesta antes de entregá-la para mim. Devo admitir que os coelhos são muito pesados, porque eles não são como os coelhos da cidade humana de Horrorks, mas estes são mais gordos e triplicam seu tamanho.— Raspe-os e enterre os pelos. Ele nos aconselha. — Ao fazer isso, nunca lhes faltará um prato de comida para matar a fome.O que ele diz é algo que eu costumava ouvir de alguns lobos quando era pequena e isso me faz saber que Chuck é um deles.— Quanto eu te devo?— Nada, Chris. É cortesia da minha família.Meu lobo acena com a cabeça antes de se despedir dele e pegar a cesta de mim, que ele carrega como uma pena. Juntos, voltamos pelo mesmo caminho que viemos enquanto penso em como deveríamos comprar algo para tirar os pelos dos pobres coelhos que já estão fazendo o me
Concordo com a cabeça, dando-lhe sinal verde para continuar. Christopher sorri para mim e junta os nossos lábios antes de começar a se esfregar em mim, cobrindo-me com um líquido quente que escorre do seu pênis. O cheiro que ele exala é como o de uma droga que não consigo deixar de cheirar porque o acho agradável, pois tem cheiro de natureza e especiarias.O meu coração começa a bater mais rápido, me alertando sobre o que vai acontecer em breve entre nos dois, porque o incidente no banheiro foi só um teaser. Christopher deve ouvir o "bum bum" do meu coração porque ele tira os lábios dos meus para beijar as minhas bochechas, meu queixo e depois desce para o meu pescoço, que ele lambe com a sua língua grande. Ele tenta me acalmar, percebo pelas suas intenções, mas é impossível conter o meu pânico quando o seu membro é tão enorme. E se meu útero perfurar? E se a ponta do pênis dele sair da minha boca? Tudo começa a girar em torno de mim e isso faz com que ele pare de tentar me acalmar.—







