LOGIN— Bem, é só isso. Eu sorrio para ele. — Muito obrigado pela sua cooperação.
— Foi um prazer. Ele responde, com a voz tão rouca que me dá arrepios.
Os meus olhos se arregalam de espanto porque é a primeira vez que ele fala comigo. Achei que ele fosse mudo ou algo assim, mas agora vejo que não é. — Você entende e tem capacidade de responder, mas por que você sempre fica em silêncio? Não escondo as minhas dúvidas e o deixo saber, fazendo-o encostar-se na parede atrás de suas costas enormes.
— Eles nos obrigam a ficar em silêncio. Ele compartilha, com o maxilar cerrado e a raiva brilhando em seus olhos. — Na verdade, eles nos obrigam a fazer muitas coisas, Diana.
— Você sabe o meu nome…
— É impossível não saber quando está escrito no seu documento de identificação. Com a mão ele aponta para o meu pescoço e por inércia eu movo a minha para o lugar onde tenho pendurado o meu documento de identificação, com o qual não posso entrar na prisão se não o apresentar.
— Qual o seu nome?
O preso que está me olhando tira os olhos dos meus para focar em alguma parte do quarto escuro. Por alguma razão desconhecida o meu coração começa a bater furiosamente enquanto espero que ele fale novamente. Quando penso que ele vai me ignorar, fingir que não perguntei nada, ele me surpreende voltando seus olhos verdes para mim e então dizendo: o meu nome é Christopher Belmont.
O kit de primeiros socorros que estou segurando ao lado dos exames de sangue escorrega das minhas mãos enquanto as uso para cobrir minha boca, o que expele um enorme suspiro de horror. O alarme da prisão sinalizando o fim do procedimento começa a soar, ensurdecendo os meus ouvidos enquanto a minha respiração desacelera. Esse som é um indicador de que devo sair da cela agora, pois há horários específicos para cada situação e, se eu não sair imediatamente, os seguranças virão me buscar, o que seria um problema.
Muitas coisas se passam pela minha cabeça e minha boca coça para abrir e fazer muitas perguntas a ele, mas a verdade é que não consigo porque o alarme não desliga até eu sair e, portanto, pego o que deixei cair, dou uma última olhada no preso l0B0 e saio fechando a porta atrás de mim enquanto me encosto no metal preto.
O irmão mais velho de Oliver está vivo. Digo a mim mesmo, os meus olhos ardendo porque isso deve ser mentira.
Mas eu sei que não é, o que só alimenta minha raiva de Dimitri, porque não consigo acreditar que o meu próprio padrasto não apenas massacrou os Belmonts, mas cometeu a enorme atrocidade de capturar o suposto alfa para os seus próprios propósitos experimentais.
DIANA
O meu coração está acelerado com a maneira cambaleante como estou correndo. Vinte minutos atrás terminei meu dia de trabalho na prisão e assim que saí comecei a correr com um objetivo em mente: chegar à casa de Adeline.
O nome que o preso l0B0 me disse continua ecoando na minha cabeça, fazendo os meus olhos lacrimejarem porque ele é um Belmont, um que vem sofrendo atrocidades há anos depois que meu próprio padrasto massacrou a sua matilha.
As emoções que agitam o meu peito são como um vendaval que quer me destruir porque eu esperava tudo, menos aquela revelação. Quero chorar e gritar, porque todo esse tempo tive o irmão mais velho de Oliver bem na minha frente.
Viro à esquerda e entro no meio da cidade onde, ao fundo, vejo minha melhor amiga descendo da bicicleta. Assim que os seus olhos escuros pousam em mim, ela franze a testa porque eu não sou o tipo de mulher que faz exercícios.
— O que está acontecendo?! Ela me pergunta quando paro na frente dela procurando ar, pois estou muito agitada.
— O irmão mais velho do Oliver está vivo. Eu digo abruptamente, observando os seus olhos se arregalarem enquanto ela leva as mãos à boca.
— Mas é impossível... Quer dizer, nossos padrastos os mataram anos atrás, Diana.
Rogers Wesley é o braço direito de Dimitri, então ambos lideraram a caçada que terminou em um massacre, algo que ninguém na cidade conseguiu esquecer, especialmente nós e nossas mães. A diferença é que a mãe de Adeline não saía de casa como a minha.
— Eu sei que eles foram exterminados do Cosmos. Enfatizo um fato que me dói muito. — Mas o interno de quem cuido me disse isso. Perguntei seu nome e ele me disse. É Christopher Belmont.
— O lobo que iria ascender ao nível alfa naquela noite?
— Aquele!
Se a minha amiga era pálida antes, ela está ainda mais pálida agora. Ela pega minha mão quando entramos em sua casa, já que continuar conversando lá fora é perigoso. O cheiro de especiarias inunda meu nariz assim que entro.
— Mamãe está fazendo uma poção para curar insônia. Addie conta enquanto entramos em seu quarto, que tem paredes à prova de som. Uma vez que estamos protegidas das fofocas, deixo de lado minha inquietação.
— Não sei se devo contar a Oliver que o seu irmão mais velho está vivo, porque algo me diz que se eu contar, ele vai querer sair da floresta para ir até a Cidade dos Humanos procurá-lo, e isso o colocaria em perigo.
Só de imaginar que o meu irmão lobo pode ser linchado, meu estômago se revira.
— Sei que você não está pedindo conselhos, minha amiga, mas, pelo bem dele, não faça isso, porque você o estaria condenando à morte. As palavras da minha amiga me fazem sentir um aperto no peito. — Você sabe que se alguém odeia criaturas noturnas, esse alguém é Dimitri Mitchels, então não se incline para o monstro, porque senão nós duas estaremos ferradas.
— Você tem razão.
Se Oliver vier, ele inevitavelmente não vai conseguir não chamar atenção porque, tendo sangue de lobo, ele exala um cheiro diferente dos humanos e seu físico é maior que o do protótipo humano. Apesar de magro, ele é mais alto que os homens que conheço e isso definitivamente faria muitas pessoas questionarem muitas coisas. Some-se a isso o fato de que Adeline e eu estamos quebrando as regras ao manter uma Criatura Noturna escondida, o que nos levaria para a Prisão Humana, onde sofreríamos torturas brutais. E, embora eu esteja acostumada com meu padrasto me batendo, minha melhor amiga não está.
Por nada no mundo eu gostaria que alguém colocasse a mão nessa mulher que tem sido minha cúmplice desde que eu era criança. Eu a amo demais e morreria se algo acontecesse com ela.
Uma ideia maluca me invade o cérebro, me faz abrir os olhos e cobrir a boca com as duas mãos.
— Que tal eu organizar um plano para tirar Christopher da prisão e irmos juntos? E por “nós” quero dizer Oliver e eu, já que o meu plano de fuga inclui o meu irmão lobo.
— Essa ideia parece perigosa, Diana. Adeline faz uma careta e vai se sentar em sua cama enorme. — O local onde você trabalha está infestado de câmeras. Como diabos você tiraria esse cara de lá?
— Posso cavar um túnel na sua cela.
— Você sabia que isso pode levar meses, se não anos?
— Então o que diabos eu faço?! Os meus olhos marejam enquanto as lágrimas escorrem facilmente pelo meu rosto, e o soluço sai da minha boca porque não quero que elas machuquem mais o irmão de Oliver.
Sinto-me impotente e com raiva de mim mesmo por ter participado dos procedimentos aos quais Christopher foi submetido. Não só tirei seu sangue, mas também o amarrei para que os médicos pudessem fazer experimentos nele, injetando sabe-se lá que tipo de sujeira em sua corrente sanguínea.
Os braços da minha melhor amiga envolvem meus ombros enquanto continuo a chorar, implorando à Mãe Lua para me iluminar, porque eu realmente quero tirar aquele lobo de lá.
— Eu sei! Adeline exclama, levantando-se e aproximando-se de mim para me olhar com os seus enormes olhos verdes. — Que tal eu fazer uma poção que te deixe invisível para que você possa escapar com Christopher sem ter que cavar ou correr riscos?
O meu choro para e olho para minha amiga como se cinco chifres de diabo estivessem crescendo em sua cabeça.
— Mas você não sabe fazer poções…
— A mamãe sabe fazer isso. Ela sorri orgulhosamente. — E acontece que ela tem a receita que precisamos. Eu só precisaria contar a ela a situação, comprar os ingredientes e então ajudá-la a preparar.
Uma onda de emoção total explode em meu peito enquanto mais lágrimas escorrem dos meus olhos porque a vida me deu um padrasto cruel e uma mãe que escolheu me abandonar, mas me recompensou com uma amiga que me ama tanto quanto eu a amo.
— Você é a melhor amiga do mundo. A abraço e deixo um beijo em sua testa.
— É, bom você pensar isso. Eu sou sua única melhor amiga, então tome cuidado ou serei roubada. Ela brinca, me fazendo rir. — Só para confirmar, Diana... você tem certeza de que quer fazer isso? Ajudar Christopher a escapar fará de você uma criminosa.
— Não me importa se eu for uma, contanto que eu o tire daquele maldito lugar. Eu disse com determinação. — Porque eu quero ver aquele lobo livre com o seu irmão.
Adeline olha para mim com orgulho antes de abrir um largo sorriso, sabendo que quando algo fica preso na minha cabeça, não consigo me livrar disso.
DIANAQuente.Sinto muito calor e deve ser porque, em cima do meu corpo, sinto algo enorme e pesado, algo tão quente que parece lava.Abro os olhos e percebo que é Christopher quem tem as bochechas vermelhas e suor escorrendo pela testa pálida.— Você está queimando de febre, Chris! Eu o sacudo, observando o momento exato em que os seus olhos se abrem, revelando pupilas excessivamente dilatadas.— Não é febre, querida... Ele suspira suavemente, mordendo o lábio inferior de dor e enterrando o rosto entre os meus se*ios. Ouço-o inspirar profundamente o meu perfume antes de me lamber, o que faz os pelos do meu corpo se arrepiarem. — Eu quero… Eu preciso… Merda!Christopher geme, fazendo o meu rosto e ouvidos aquecerem porque eu sei o que está acontecendo. Existem tantos livros sobre lobos ao longo de um longo período de tempo eles ficam com os sinais e sintomas do período de acasalamento de uma criatura peluda como ele. Às vezes e confundindo com febre ou gripe, algo que confirmei há seg
Essas notícias causaram comoção, fazendo com que indivíduos desconhecidos e não humanos cercassem muitas empresas e até mesmo a prisão, exigindo a libertação de seus entes queridos.Os olhos de Adeline se movem de um lado para o outro enquanto ela observa a horda incontrolável, o que a deixa sem fôlego e com o pulso acelerado porque ela nunca, em seus vinte e três anos de vida, testemunhou um evento desse tipo.— Quem os matou? Ela se pergunta, tão grata que a sua melhor amiga não está mais lá para testemunhar tamanho caos.— Está tudo um caos. Diz a sua mãe quando ela entra sem bater. Ela parece assustada, como se alguém lhe tivesse dado uma má notícia. — E é por isso que devemos ir.— Ir para onde? Adeline pergunta, franzindo a testa porque ela nunca pensou que ouviria algo assim saindo da boca de sua mãe.— É hora de retornar à minha terra natal.Os olhos da melhor amiga de Diana se arregalam de espanto, pois há muito tempo a sua mãe lhe disse que ela é originária de Brujaks, um pa
— Sim. Decido responder, porque tenho certeza de que Diana não fará isso, principalmente enquanto ela estiver toda vermelha.— Eu tenho a poção perfeita para isso.Holly vai até uma prateleira nos fundos, cheia de potes de líquidos de cores vibrantes. Enquanto a velha procura, não consigo deixar de pensar em como será o sexo com penetração. Será caótico? Inesquecível? Não sei, mas ainda assim estou excitado por estar dentro dela e reivindicá-la completamente como minha.Quero atacá-la gentilmente, mas também como se o Cosmos fosse desaparecer.Quero amarrá-la e enchê-la com o meu sêmen.Quero…— O efeito da poção redetacor dura um mês. Conta a velha, tirando-me dos meus pensamentos e me entregando um frasco cuja substância vermelho neon chama a minha atenção. A sua sigla corresponde a “redução do tamanho corporal”, ou seja, com isso você obterá medidas humanas em todos os sentidos.— O tamanho do seu pênis também ficará menor? A minha lua especial pergunta com um certo tremor na voz,
CHRISTOPHERExistem feridas emocionais que são difíceis de curar, mas você aprende a lidar com elas, mesmo quando às vezes você só quer parar de sentir.Ouvir Diana falar sobre a sua mãe me fez perceber que as suas feridas emocionais são profundas, e eu posso entendê-la completamente. Assim como ela perdeu a pessoa mais importante da vida dela, eu perdi a minha, e essa é uma dor que nunca conseguirei superar.Estar na casa dos meus avós me faz sentir ainda mais falta dos meus entes queridos. Eu queria poder ter os meus pais por perto para poder dizer o quanto os amo. Gostaria de poder ver os meus avós novamente para passar as tardes com eles. E eu queria que o meu irmão Oliver já estivesse aqui ao meu lado.— Você tem certeza do que está dizendo? Pergunto ao gerente de Gronks Bay pela segunda vez.— Sim, Sr. Belmont. Responde o velho com um suspiro. — O navio vindo de Horrorks parou há dez horas em Vampyroks, mas retornará para cá esta noite.— Você sabe se algum passageiro desembarco
Chuck ri e acena com a cabeça antes de levantar seu rifle e caminhar até uma caminhonete antiga, de onde ele pega uma enorme cesta de piquenique. Ele começa a pegar os coelhos que aparecem no seu caminho e coloca todos na cesta antes de entregá-la para mim. Devo admitir que os coelhos são muito pesados, porque eles não são como os coelhos da cidade humana de Horrorks, mas estes são mais gordos e triplicam seu tamanho.— Raspe-os e enterre os pelos. Ele nos aconselha. — Ao fazer isso, nunca lhes faltará um prato de comida para matar a fome.O que ele diz é algo que eu costumava ouvir de alguns lobos quando era pequena e isso me faz saber que Chuck é um deles.— Quanto eu te devo?— Nada, Chris. É cortesia da minha família.Meu lobo acena com a cabeça antes de se despedir dele e pegar a cesta de mim, que ele carrega como uma pena. Juntos, voltamos pelo mesmo caminho que viemos enquanto penso em como deveríamos comprar algo para tirar os pelos dos pobres coelhos que já estão fazendo o me
Concordo com a cabeça, dando-lhe sinal verde para continuar. Christopher sorri para mim e junta os nossos lábios antes de começar a se esfregar em mim, cobrindo-me com um líquido quente que escorre do seu pênis. O cheiro que ele exala é como o de uma droga que não consigo deixar de cheirar porque o acho agradável, pois tem cheiro de natureza e especiarias.O meu coração começa a bater mais rápido, me alertando sobre o que vai acontecer em breve entre nos dois, porque o incidente no banheiro foi só um teaser. Christopher deve ouvir o "bum bum" do meu coração porque ele tira os lábios dos meus para beijar as minhas bochechas, meu queixo e depois desce para o meu pescoço, que ele lambe com a sua língua grande. Ele tenta me acalmar, percebo pelas suas intenções, mas é impossível conter o meu pânico quando o seu membro é tão enorme. E se meu útero perfurar? E se a ponta do pênis dele sair da minha boca? Tudo começa a girar em torno de mim e isso faz com que ele pare de tentar me acalmar.—







