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CAPÍTULO 14

Autor: Euridce
last update Data de publicação: 2026-07-03 01:59:04

Max e Lizzy

A manhã de sábado nasceu iluminada, com um céu azul e uma leve brisa anunciando um dia agradável.

Enquanto a cidade despertava lentamente, Lizzy já estava acordada havia horas.

Sentada na varanda do seu apartamento, uma caneca de café aquecia suas mãos, mas seus pensamentos estavam longe dali.

Ela nunca imaginou que um simples encontro profissional pudesse ocupar tanto espaço em sua mente.

Desde a reunião na empresa, uma imagem insistia em voltar.

Os olhos azuis e atentos de M
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Último capítulo

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 70

    Naquele momento, o telefone de Max tocou novamente. Ele olhou. Dessa vez, atendeu. — Helena. Lizzy permaneceu ao lado. Uma voz feminina veio do outro lado. — Precisamos conversar. — Não temos nada para conversar. — Temos. — Cinco anos sem uma palavra e agora você aparece? Silêncio. — Eu sei que não tenho direito de pedir nada. — Não tem. — Mas existe uma coisa que você precisa saber. Max ficou sério. — O quê? — Eu não fui embora porque deixei de amar você. Lizzy sentiu o corpo ficar tenso. Max fechou os olhos. — Helena... — Deixe-me explicar. — Não quero. — Você precisa ouvir. Max desligou. Lizzy olhou para ele. — Você quer saber? — Não. — Tem certeza? — Tenho. — Talvez exista uma explicação. Max respondeu: — Cinco anos são tempo suficiente para explicar qualquer coisa. Lizzy percebeu a dor na voz dele. — Você ainda está magoado. — Sim. — Então talvez precise ouvir. Max olhou para ela. — E se a explicação mudar

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 69

    Max sempre fora um homem reservado. Lizzy já havia percebido isso desde os primeiros dias. Ele não gostava de falar sobre a infância. Não comentava sobre relacionamentos anteriores. Nunca mencionava antigas amizades. Quando alguém perguntava sobre sua família, respondia apenas o necessário. No começo, Lizzy acreditava que aquilo fazia parte de sua personalidade. Max era sério. Discreto. Controlado. Mas, depois do primeiro beijo, ela começou a perceber que existiam silêncios diferentes. Alguns eram simplesmente privacidade. Outros escondiam feridas. E Max carregava algumas que ela ainda não conhecia. Naquela manhã, os seis estavam reunidos novamente. A investigação sobre as ameaças havia avançado, mas o desaparecimento de André deixava todos apreensivos. Daniel analisava informações no computador. Lisa fazia anotações. Beth estava ao lado de Igor. Lizzy, porém, percebeu que Max estava distraído. — Você está bem? Ele levantou os olhos. — Est

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 68

    Mas os segredos não terminavam ali. Enquanto Daniel continuava investigando, encontrou outro arquivo. — Esperem. Todos olharam. — O que foi? Ele ampliou uma fotografia. Era antiga. Muito antiga. Nela aparecia Marcelo ao lado de um homem desconhecido. Max aproximou-se. — Conhece esse homem? Beth olhou. Seu rosto perdeu a cor. — Conheço. — Quem? Ela respondeu: — O pai de Marcelo. Silêncio. Lisa franziu a testa. — E qual é o problema? Beth respondeu: — Ele foi um dos primeiros investidores do meu grupo. Max ficou surpreso. — Então existe uma ligação empresarial antiga. — Sim. Daniel abriu outro documento. — E existe mais. Mostrou uma série de registros. — O pai de Marcelo participou de negociações relacionadas ao terreno onde o primeiro hotel de Beth foi construído. Beth ficou completamente imóvel. — Eu não sabia disso. — Talvez não soubesse. Lizzy analisou os papéis. — Se isso for verdade, então Marcelo conhece muito ma

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 67

    A manhã começou tranquila demais. Beth percebeu isso antes mesmo de sair do quarto. Depois de tudo que havia acontecido nos últimos dias, a tranquilidade parecia quase suspeita. Ela encontrou Igor no corredor. — Bom dia. Ele sorriu. — Bom dia. — Dormiu bem? — Melhor do que nos últimos dias. — Por quê? Beth levantou uma sobrancelha. — Porque finalmente parei de fugir de mim mesma. Igor sorriu. — Isso é importante. Ela segurou sua mão. — E porque você estava perto. Ele beijou suavemente sua testa. — Sempre que puder. Mas nenhum dos dois imaginava que aquela manhã traria revelações capazes de mudar a forma como enxergavam o passado. Na sala de reuniões, Max já estava esperando. Daniel estava diante do computador. Lisa e Lizzy chegaram logo depois. — Encontraram alguma coisa? — perguntou Beth. Max assentiu. — Mais do que esperávamos. Ele colocou alguns documentos sobre a mesa. — A conta anônima que publicou as informações dos contratos

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 66

    Naquele momento, ela percebeu que talvez amor não fosse encontrar alguém que nunca a machucaria. Talvez fosse encontrar alguém que, quando errasse, estivesse disposto a conversar. Alguém que respeitasse seus limites. Alguém que não transformasse seus medos em armas. Alguém que não usasse suas vulnerabilidades contra ela. E Igor estava fazendo exatamente isso. Beth aproximou-se. Encostou a testa no peito dele. — Eu ainda estou com medo. Ele a abraçou. — Pode ter medo. — Você não vai embora? — Não. — Mesmo assim? — Mesmo assim. — Por quê? — Porque você não precisa estar sem medo para ser amada. Beth fechou os olhos. Mais tarde, os seis se reuniram novamente. Max percebeu que Beth estava diferente. — Aconteceu alguma coisa? Ela olhou para Igor. Depois para os outros. — Eu tive medo. Lisa aproximou-se. — Do quê? — De amar. As três amigas ficaram em silêncio. Lizzy segurou sua mão. — Acho que todas nós tivemos esse medo em algum momento. Lisa assentiu. — Prin

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 65

    Naquela noite, Beth não conseguiu dormir. A mensagem continuava na tela do celular. "Vocês quebraram as regras. Agora pagarão o preço." Ela havia lido dezenas de vezes. Já conhecia cada palavra. Mesmo assim, continuava voltando para ela. Não sabia quem havia enviado. Não sabia o que pretendia fazer. Mas sabia de uma coisa. O medo havia voltado. E, dessa vez, não era apenas medo pelo hotel. Era medo de perder Igor. Beth colocou o celular sobre a mesa e caminhou até a janela. A cidade estava silenciosa. As luzes dos prédios brilhavam ao longe. Ela respirou fundo. — Eu não posso passar por isso novamente. A lembrança do antigo relacionamento veio sem pedir permissão. O noivado. Os planos. A confiança. E depois a descoberta da traição. Beth lembrava da sensação de humilhação. De olhar para o homem que amava e perceber que tudo o que acreditava ter construído estava sustentado por uma mentira. Depois daquele dia, ela havia feito uma promessa. Nunca mais entregaria

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