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CAPÍTULO 4: Corpos em Chamas

last update publish date: 2026-05-15 10:46:06

O corpo dele se movia contra o meu com intensidade, arrancando suspiros involuntários dos meus lábios.

Eu já estava completamente entregue àquela sensação quente, proibida e enlouquecedora.

Fazia tanto tempo desde a última vez que me senti desejada daquele jeito, que cada toque parecia incendiar algo dentro de mim.

Meus gemidos escapavam sem controle enquanto Marcus me segurava firme pela cintura, como se quisesse me manter exatamente ali, perdida nele.

O quarto parecia pequeno demais para a tensão entre nós.

Nossos corpos suados, os beijos intensos e o calor daquela noite fizeram o resto do mundo desaparecer por alguns instantes.

Enquanto ele me beijava e percorria minha pele com as mãos, eu me agarrava aos seus ombros, arranhando suas costas sem perceber.

Marcus voltou a beijar meu pescoço lentamente antes de descer até meus seios outra vez, arrancando arrepios do meu corpo inteiro.

Em determinado momento, trocamos de posição e fiquei por cima dele.

A visão era perigosamente bonita.

O rosto levemente suado, os cabelos bagunçados e o olhar intenso faziam Marcus parecer ainda mais atraente. Jovem demais. Sedutor demais.

E talvez fosse exatamente isso que tornava tudo tão errado.

Mas naquela noite eu não queria pensar em consequências.

Queria apenas sentir.

Então me permiti perder o controle de vez.

O impacto dos nossos corpos, a respiração pesada e a maneira como ele me olhava faziam tudo parecer uma cena de um daqueles romances proibidos que mulheres fingem não gostar.

E, honestamente…

Se era para colocar nossos corpos em chamas e mergulhar naquela loucura impulsiva, então que fosse sem medo.

Ele se levantou da cama por um instante e trocou a camisinha antes de voltar para mim.

O cuidado inesperado naquele pequeno gesto contrastava completamente com a intensidade do olhar dele.

Marcus segurou minha cintura e me puxou para mais perto, fazendo meu corpo arrepiar imediatamente.

A respiração dele batia quente contra minha pele enquanto seus dedos se enrolavam nos meus cabelos já úmidos de suor.

A maneira como ele me tocava era firme, segura e absurdamente provocante.

Como alguém que sabia exatamente como enlouquecer uma mulher.

Meus pensamentos já estavam completamente embaralhados naquela altura.

Tudo o que eu conseguia sentir era o calor do quarto, os nossos corpos colados e a intensidade crescente entre nós.

Marcus apertava minha cintura, meus seios e distribuía beijos pela minha pele entre movimentos cada vez mais intensos, me arrancando gemidos involuntários.

Em determinado momento, caí contra os lençóis completamente sem forças, ofegante, sentindo meu corpo inteiro tremer de prazer e adrenalina.

E o pior de tudo era que eu não queria que aquilo acabasse.

Não queria pensar na diferença de idade.

Não queria pensar no meu divórcio.

Não queria pensar em Londres, em Matt ou em culpa.

Naquela noite, eu só queria me perder.

O quarto parecia pequeno demais para conter toda a tensão entre nós.

Os beijos, as provocações, os toques intensos… tudo foi ficando mais quente, mais impulsivo, mais viciante.

E quando finalmente perdi o controle de vez, meu corpo inteiro reagiu antes mesmo que eu pudesse conter os gemidos presos na garganta.

Fechei os olhos tentando recuperar o ar enquanto Marcus ainda me segurava firme contra ele.

Fazia tanto tempo desde a última vez que me senti daquela maneira, que aquilo quase parecia perigoso.

E, honestamente… talvez fosse mesmo.

Depois disso, ficamos algum tempo apenas tentando recuperar o fôlego, mas a distância entre nós nunca durava muito.

Havia alguma coisa em Marcus que me puxava de volta o tempo inteiro.

Os beijos recomeçavam.

As mãos dele encontravam meu corpo outra vez.

E, quando eu percebia, já estava completamente perdida nele de novo.

Aquela noite parecia não ter fim.

Fomos para a hidromassagem, depois para perto da bancada e acabamos rindo baixo debaixo do chuveiro enquanto a água quente escorria pelos nossos corpos ainda ofegantes.

Tudo entre nós parecia intenso demais. Impulsivo demais.

Eu já não fazia ideia de que horas eram.

Também havia esquecido completamente Mary e Ariana, a balada e qualquer resquício de responsabilidade.

Naquele momento, o mundo inteiro parecia reduzido àquele quarto, ao calor da pele dele e à sensação absurda de liberdade que Marcus despertava em mim.

Era perigoso o quanto eu me sentia viva perto dele.

E Marcus parecia ter energia infinita.

O sorriso convencido, o olhar provocante e a maneira como me puxava de volta para seus braços deixavam claro que ele não pretendia me deixar escapar tão cedo.

Talvez fosse a juventude.

Talvez a química entre nós.

Ou talvez eu estivesse carente demais para enxergar aquilo com lucidez.

Mas, nesta noite… eu simplesmente não queria parar.

Depois que finalmente paramos, caímos exaustos sobre a cama bagunçada.

Ainda completamente nus entre os lençóis amassados, peguei meu celular para ver as mensagens.

Mary e Ariana tinham avisado que iriam para outra festa.

Claro que iam.

Aquelas duas definitivamente não sabiam a hora de parar.

Acabei rindo sozinha antes de bloquear a tela novamente.

Quando ergui os olhos, percebi Marcus me encarando em silêncio.

Havia algo diferente no jeito como ele me olhava agora. Menos provocação. Mais admiração.

— O que foi? — perguntei, sentindo minhas bochechas esquentarem.

O sorriso lento surgiu nos lábios dele.

— Eu quero você de novo.

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Marcus me puxou para outro beijo.

Um beijo lento dessa vez. Preguiçoso. Quente.

Quando ele prensou o corpo contra o meu, percebi imediatamente que ele ainda me desejava.

Soltei uma risada cansada contra os lábios dele.

— Você não cansa nunca?

Marcus apenas sorriu daquele jeito convencido que parecia perigosamente irresistível.

Mesmo exausta, eu claramente não conseguia resistir a ele.

Mas acabamos ficando apenas nos beijos demorados, carícias lentas e abraços preguiçosos de quem ainda estava perdido no efeito daquela noite.

Em algum momento, Marcus começou a falar baixinho perto do meu ouvido.

Disse que eu era bonita demais para estar sozinha.

Que meu corpo era maravilhoso.

Que nunca tinha ficado com alguém como eu antes.

Mais velha.

Mais intensa.

Mais real.

Parte de mim queria rir daquilo. Outra parte só queria continuar ouvindo.

Mas eu não queria conversar sobre passado.

Não queria falar sobre Matt, sobre minha filha ou sobre a mulher quebrada que eu realmente era por dentro.

Porque eu sabia exatamente o que aquela noite significava.

Nada além daquela noite.

E provavelmente eu nunca mais veria Marcus outra vez.

Quando Marcus finalmente adormeceu, ainda abraçado ao meu corpo, permaneci alguns minutos observando o teto do quarto em silêncio.

A respiração dele estava calma agora. Pesada pelo cansaço.

Enquanto isso, minha mente começava lentamente a voltar para a realidade.

Levantei da cama com cuidado e fui até o banheiro.

A água fria nas mãos ajudou um pouco a clarear meus pensamentos.

Quando me olhei no espelho, vi uma versão minha que eu não reconhecia havia anos.

Cabelos bagunçados.

Boca avermelhada pelos beijos.

Olhos brilhando de um jeito vivo demais.

E talvez fosse exatamente isso que me assustava.

Voltei para o quarto em silêncio.

Marcus dormia profundamente entre os lençóis bagunçados, completamente relaxado depois daquela noite intensa.

Aproveitei o momento para me vestir devagar, pegar minha bolsa e organizar minhas coisas sem fazer barulho.

Antes de ir embora, me aproximei da cama outra vez.

Por impulso, inclinei o corpo e deixei um beijo leve na testa dele.

Marcus se remexeu um pouco, mas não acordou.

Fiquei observando-o por alguns segundos.

Bonito demais.

Jovem demais.

Perigoso demais para alguém como eu.

Então respirei fundo e me afastei.

Decidida a transformar aquela noite em apenas uma lembrança impulsiva em Londres…

Eu fui embora.

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