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Me Apaixonei pelo Chefão do Jogo de Terror
Me Apaixonei pelo Chefão do Jogo de Terror
Autor: Sansa

Capítulo 1

Autor: Sansa
Fui escolhida por sorteio para participar de um jogo de romance interativo.

Para concluir o jogo, bastava fazer a barra de afinidade do protagonista comigo chegar ao máximo.

Além disso, eu ainda receberia um prêmio de um milhão de dólares.

O problema foi que, assim que entrei no jogo, o sistema apresentou uma falha e perdeu todo o contato comigo.

Por sorte, antes de entrar, eu tinha recebido uma pista: o protagonista que eu precisava conquistar tinha cabelos brancos, enquanto todos os outros personagens tinham cabelos escuros.

Por isso, quando vi na escola um garoto de uniforme com os cabelos completamente brancos, quase pulei de alegria.

Finalmente tinha encontrado meu alvo!

Uma rajada de vento entrou pela janela e afastou os fios que caíam sobre a testa dele, revelando um rosto bonito demais para parecer real.

A pele era clara, o corpo alto e esguio, e havia nele uma frieza distante que mantinha todos ao redor afastados.

O que deixou tudo ainda melhor foi perceber que, além de lindo, ele também se parecia muito com André, meu crush da vida real.

André era um astro em ascensão e também meu maior ídolo.

Eu acompanhava a carreira dele havia três anos.

Pelo visto, o protagonista daquele jogo provavelmente tinha sido criado com André como inspiração.

Para conquistar aquele personagem, eu, que tinha acabado de concluir a faculdade, voltei para o ensino médio.

Quando fui até a diretoria fazer a matrícula, o diretor aceitou tudo sem levantar qualquer dificuldade.

Foi assim que acabei sentada na carteira ao lado do protagonista.

Só então vi o nome escrito nos livros dele: Mateus.

Durante o mês seguinte, fiz de tudo para ganhar a confiança dele.

Levava lanches, leite e, às vezes, até acompanhava Mateus durante as caminhadas.

Mesmo assim, ele nunca falava comigo.

Logo percebi que não era apenas comigo.

Mateus era igualmente calado com todo mundo.

De acordo com as informações que eu tinha recebido antes de entrar no jogo, ele vivia isolado e era excluído pelos colegas.

E eu sempre tive uma queda enorme por esse tipo de personagem: bonito, cheio de cicatrizes e destruído por dentro.

Por isso, mesmo que ele continuasse sem trocar uma única palavra comigo, meu entusiasmo não diminuiu nem um pouco.

Naquele dia, seis alunas novas chegaram à turma e ocuparam os seis lugares que ainda estavam vazios.

A professora ficou diante da classe com um sorriso no rosto.

— Agora que todos chegaram, podemos começar o jogo.

Eu estava com a cabeça apoiada sobre a carteira, quase pegando no sono, e mal prestei atenção no que ela disse.

Também não percebi que, quando Mateus virou o rosto na minha direção, algo estranho brilhou no fundo dos olhos dele.

......

Naquela noite, voltei para o quarto 204 do alojamento.

Três das alunas novas ficaram no mesmo quarto que eu.

As outras três foram para o 205.

Todas estavam com uma expressão péssima.

Júlia, a garota de cabelo curto, olhou para mim e perguntou:

— Você também é uma jogadora que entrou neste jogo?

Assenti.

— Sou.

Afinal, aquele era um jogo de romance interativo.

Será que elas eram minhas rivais? Também tinham vindo conquistar o protagonista?

Júlia franziu a testa e murmurou:

— Estranho. Normalmente são seis jogadores. De onde surgiu essa pessoa a mais?

À medida que a noite caía, o rosto das três ficava cada vez mais pálido.

Então, Júlia fez uma sugestão:

— Vamos decidir no sorteio quem vai buscar a primeira chave hoje à noite.

Chave?

Eu não estava entendendo nada.

No fim, tirei o número um.

As outras três passaram a encarar minha direção com uma mistura de pena e alívio.

Júlia respirou fundo.

— Então é você quem vai buscar a chave.

Perguntei, sem esconder a confusão:

— Que chave? E onde eu tenho que buscar?

— Você é novata mesmo.

Júlia então explicou:

— Segundo a pista desta rodada, a primeira chave está no quarto da responsável pelo alojamento feminino.

Olhei na direção do quarto da inspetora.

Só isso?

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