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Manual de Treinamento dos Homens-Fera

Manual de Treinamento dos Homens-Fera

Por:  Seis MilCompletado
Idioma: Portuguese
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O híbrido de serviço de classe elite que comprei não gosta de mim; ele ignorava minha presença e só abanava o rabo para a minha irmã. Frustrada, acabei levando para casa um híbrido de classe inferior, daqueles vendidos para aliviar o estresse de forma brutal. No entanto, quando ele percebeu minhas intenções, entrou em pânico, quase chorando de desespero. — Daniela, você só pode criar a mim! Vou ser o seu único cachorrinho! — Implorou ele.

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Capítulo 1

Capítulo 1

Com a mente turva pelo álcool, sentei-me na calçada em frente ao bar, acendendo um cigarro na tentativa de recuperar a sobriedade. Foi quando um vendedor ambulante se aproximou, encolhido e furtivo, baixando o tom de voz para não chamar atenção.

— Senhorita, parece que você está carregando o peso do mundo nos ombros. Precisa desabafar? — Sussurrou ele, com um sorriso malicioso. — Tenho um híbrido do tipo "descarte" que é perfeito para aliviar sua tensão.

Franzi a testa, afastando a fumaça que pairava entre nós com um gesto impaciente.

— Do que você está falando? — Perguntei.

O homem olhou para os lados, vigilante, certificando-se de que não havia ninguém por perto antes de fazer um sinal para a escuridão. Um vulto obedeceu e caminhou até nós. Era um híbrido de cão-lobo, alto, com ombros largos que afunilavam em uma cintura estreita. Ao parar diante de mim, seu corpo bloqueou a luz neon do bar, projetando uma sombra densa sobre a minha figura.

Sem me dar tempo para reagir, o vendedor puxou com violência a coleira grosseira que o híbrido usava, forçando-o a cair de joelhos no asfalto. Com dedos ágeis, retirou a focinheira enferrujada e agarrou os cabelos do rapaz, puxando sua cabeça para trás para que eu pudesse ver seu rosto.

Fiquei sem ar por um momento. Ele tinha a pele pálida, um nariz reto e lábios finos, atualmente apertados em uma linha tensa. Havia hematomas escuros manchando o arco da sobrancelha e o canto da boca, mas o que mais me prendeu foram seus olhos estreitos e selvagens, que me encaravam com uma intensidade predatória.

— Olhe só para isso, senhorita. — Disse o vendedor, dando tapinhas humilhantes no rosto do híbrido. — Com um rostinho desses, bater nele deve dar um prazer indescritível, não acha?

Engoli em seco, sentindo o coração acelerar. Ele fazia exatamente o meu tipo. Me lembrei de que meu médico havia mencionado um desequilíbrio hormonal e sugerido que eu precisava, de fato, aliviar o estresse. Contudo, a hesitação me atingiu. Eu já tinha um híbrido de cão-lobo em casa. Samuel provavelmente se importaria se eu aparecesse com outro.

Percebendo minha dúvida, o vendedor chutou a costela do híbrido e ordenou:

— Levante-se! Mostre seus músculos para a senhorita.

O híbrido obedeceu, erguendo-se com movimentos lentos e dolorosos. Como as correntes estavam enroladas em seu tronco, ele só conseguiu usar uma mão para tirar a camiseta preta surrada. Músculos definidos e pele branca foram revelados, mas a visão era maculada por uma constelação de cicatrizes e manchas roxas recentes.

O vendedor foi rápido em recolocar a focinheira e deu palmadas fortes no braço do rapaz para demonstrar a firmeza da carne.

— Viu só? Resistência física impecável e capacidade de recuperação surpreendente. — Garantiu o homem, como se vendesse um carro usado. — Por dois mil reais, você pode usá-lo por duas horas. Pode fazer o que quiser para desestressar. Desde que não corte a garganta dele, ele se recupera de qualquer coisa.

— Cortar a garganta? — Repeti, chocada com a brutalidade das palavras.

Será que os fetiches das pessoas haviam se tornado tão doentios a ponto de acharem isso normal? Era aterrorizante. Mas, pensando bem, o híbrido que eu tinha em casa era intocável, frio e distante. Se este aqui era barato e obediente, talvez valesse a pena levá-lo.

Sentindo a tontura leve da embriaguez, me levantei e encarei o vendedor.

— Quanto custa para comprá-lo definitivamente?

— Isso não sai barato. — Respondeu o homem, esfregando as mãos com ganância. — Ele é a minha melhor mercadoria.

— Diga o preço. — Insisti.

— Vou fazer um número da sorte para você, 58888.

Fiquei atônita por um segundo. Samuel, meu híbrido de exibição, custava milhões aos meus pais. Aquele valor parecia irrisório em comparação.

— Achou caro? Então vamos arredondar. Cinquenta e oito mil. — Propôs o vendedor, interpretando mal o meu silêncio.

...

No fim, comprei Leonardo por cinquenta mil reais. Como não queria voltar para casa naquele estado, levei-o para um hotel. Antes de partir, o vendedor me deu avisos repetitivos e sombrios: "Não tire a focinheira antes de domá-lo completamente" e "É melhor manter as correntes".

...

Já na suíte do hotel, Leonardo permaneceu parado na entrada, de cabeça baixa, imóvel como uma estátua silenciosa aguardando o julgamento final. Tomei um banho rápido e saí enrolada na toalha. Olhei para as correntes pesadas e não tive coragem de soltá-lo ainda.

— Você também deveria tomar um banho. — Sugeri.

Ele me encarou por alguns segundos, indecifrável, antes de se virar e entrar no banheiro. Logo, o som da água caindo preencheu o silêncio do quarto.

Minutos depois, percebi que precisava do meu celular.

— Esqueci meu telefone aí dentro. — Avisei, batendo na porta.

Como ele não havia trancado, a porta cedeu com o meu toque. Leonardo estava de costas para mim e congelou assim que entrei. Seu corpo alto e esguio estava nu. A pele, de um branco quase anêmico, fazia com que as feridas parecessem ainda mais violentas sob a luz fria do banheiro.

A água escorria sobre ele, lavando as correntes enferrujadas; um líquido escuro, mistura de sujeira e sangue dos ferimentos nos braços, deslizava por suas costas, contornava a cintura e descia pelas pernas até desaparecer no ralo. Sua cauda estava baixa, tremendo levemente entre as pernas. Ao contrário da pelagem sedosa de Samuel, o pelo de Leonardo era opaco e áspero, transmitindo uma sensação de fragilidade selvagem.

Fui tomada por um impulso incontrolável. Me aproximei e o abracei por trás, depositando um beijo suave em um hematoma nas suas costas.

Leonardo estremeceu violentamente.

— O que você está fazendo? — Perguntou ele, com a voz rígida de tensão.
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